Vanessa Tuleski
  • Por Vanessa Tuleski
  • Leia em 6 min.
  • 14/02/2019
  • Atualizado em 13/10/2020 às 20:12

Os elementos dos signos: significado de Fogo, Terra, Ar e Água

Conheça o significado de cada um e entenda também o que são elementos complementares

Os elementos dos signos: significado de Fogo, Terra, Ar e Água

Você conhece a relação entre os elementos dos signos astrológicos? Os 12 signos astrológicos se dividem entre quatro elementos: Fogo, Terra, Ar e Água. De forma bem simplificada, podemos dizer que a natureza de cada um dos elementos astrológicos são as seguintes:

Signos de Fogo

  • Os signos de fogo são Áries, Leão e Sagitário;
  • Natureza do Fogo: entusiasmo;
  • Características do elemento fogo: criatividade e autoestima.

Signos de Terra

  • Os signos de Terra são Touro, Virgem e Capricórnio;
  • Natureza da Terra: praticidade;
  • Características do elemento Terra: capacidade de realização e de lidar com a realidade

Signos de Ar

  • Os signos de Ar são Gêmeos, Libra e Aquário;
  • Natureza do Ar: pensamento;
  • Características do elemento Ar: sociabilidade e clareza mental.

Signos de Água

  • Os signos de Água são Câncer, Escorpião e Peixes;
  • Natureza da Água: emoção;
  • Características do elemento Água: conexão com as próprias emoções e com as dos outros.

A sequência no zodíaco é sempre Fogo, Terra, Ar e Água, pois tudo começa como uma inspiração (Fogo), que se materializa (Terra), se espalha (Ar) e então se dilui (Água).

Cada elemento responde por funções internas nossas e algumas podem ser mais desenvolvidas e visíveis do que outras.

O que são elementos complementares?

A partir da sequência acima, se formam pares na roda zodiacal, que sempre vão conectar um signo de Fogo a um de Ar  e um signo de Terra a um de Água. É o que se chama de “elementos complementares”.

Pode-se dizer, assim, que o ardor e idealismo do Fogo são compatíveis com a sociabilidade e curiosidade do Ar, enquanto que a busca por segurança material da Terra é harmoniosa com a necessidade de segurança emocional da Água.

É importante entender que a verdadeira oposição entre os signos e seus elementos se dá entre Fogo (intuição) e Terra (sensação) e entre Ar (razão)  e Água (emoção). Ao explicar as funções, você irá entender o porquê.

Entenda a dinâmica entre Fogo e Terra

O Fogo tem, basicamente, uma visão idealista e colorida da vida. Toda pessoa que acredita em ideais pode ter este elemento em destaque, o qual também gera um forte potencial criativo.

A Terra, por sua vez, responde por questões materiais. As pessoas que possuem este elemento em destaque logo entendem como as coisas funcionam e procuram se adequar a elas. Há um realismo, em contraposição ao idealismo do Fogo.

O Fogo tem ousadia e acredita em saltos e milagres. A Terra crê nas leis das probabilidades.

Uma pessoa pode ter estes dois elementos muito fortes. Pode ser altamente idealista (Fogo) e construtora (Terra). Pode ser prática em coisas materiais (como se adequar ao mercado de trabalho, cuidar da saúde) e também ousada e criativa.

Porém, na maioria das vezes, um predomina sobre o outro. Ou seja, é mais comum haver pessoas muito idealistas, mas sem praticidade, e pessoas com praticidade, mas com sonhos e ideais que ficam desbotados sob o peso do pragmatismo excessivo.

Achar um equilíbrio entre os dois elementos é um desafio. O Fogo é movido pela ideais, e a Terra, por evidências.

Fogo e Terra em excesso

O Fogo acredita em príncipes/princesas encantados(as), sapos e heróis. Isto às vezes pode ser excessivo.

Mas a Terra, no seu excesso, também pode ser conformista e aceitar o que vem e o que tem. “Meu/minha parceiro(a) é bem mediano(a), mas é o que eu tenho, ainda que eu não seja nem um pouco apaixonado(a) por ele/ela”, pode ser uma fala de quem está vivendo a Terra em excesso.

Já uma fala do Fogo em excesso pode recair no oposto: “Não gosto de nada do que tem por aí”, seja em relação a trabalho, amor e amizades.

Entenda a dinâmica entre Ar e Água

Assim como Fogo e Terra, Ar e Água também são elementos diferentes. O Ar gosta da mente, de ser estimulado intelectualmente e de trocar com outras pessoas.

Transita pelo terreno da razão e dos conceitos: “isto é o certo, assim devem ser as coisas”. A cabeça é o guia do Ar, elemento que também precisa de estímulo e espaço.

O Ar é a nossa porção ligada à vida social, amigos, conhecidos, redes sociais, notícias, livros, etc. Já a Água é o nosso lado intimista. Família, casa, gente próxima, aconchego.

A Água é também a nossa emoção, algo como “não sei se é certo ou errado, mas é o que eu sinto”.

O Ar age pelo que pensa, a Água, pelo que sente. O Ar fica mais confortável na mente, a Água, nas emoções. O Ar se desvincula mais fácil, a Água, não.

O Ar diz: “Apesar do meu sentimento, vou me separar de você porque minha cabeça diz para ser assim”. Já a Água diz: “Apesar do meu pensamento apontar fatores contrários a ficarmos juntos, meu sentimento não me deixa me separar de você”.

Outra diferença é a impessoalidade. O Ar tende a ser mais objetivo: “Eu gosto desta pessoa, mas sei que ela é de tal jeito, com tais defeitos e tais qualidades”.

Ela também leva menos as coisas para o lado pessoal, pois lida com modelos gerais.  Faz parte do Ar adorar acumular conhecimento.

Água e Ar em excesso

A Água, no seu excesso, nega evidências. “Não, meu/minha filho(a) não é isto ou aquilo que todos estão dizendo dele/dela, ele/ela é maravilhoso(a).” Quando está em distorção, a Água cega e/ou se escraviza pelas emoções.

Mas o Ar no seu excesso também corta o fluxo emocional e a compaixão, inclusive em relação a si próprio. Tudo é o racional, tudo é a cabeça.

Sentimentos e necessidades importantes podem ser negados neste processo. Dificuldade em se ligar pode ser algo ligado ao Ar.

Ele é bom de se ligar na superfície, mas tem mais dificuldade com vínculos profundos, em demonstrar e viver emoções que às vezes podem ser árduas e em lidar com vulnerabilidade – território, por sua vez, onde a Água está inteiramente à vontade.

Desta forma, assim como com Terra e Fogo, é essencial encontrar o equilíbrio entre Ar e Água. Isto é, entre pensamentos, julgamentos, ideais, impessoalidade e espaço (Ar) e sentimentos, impressões, sensações, necessidades e proximidade (Água). Nem sempre integrar a razão (Ar) e a emoção (Água) é simples.

Por exemplo, pais que apoiem o filho para fazer um intercâmbio, ficando na esfera do Ar, que se orienta por elementos racionais. Mas, por dentro, eles vão sentir muito quando o filho passar um tempo fora, sendo esta a esfera do emocional, da Água.

Contudo, possivelmente, eles serão pais melhores, e até seres humanos melhores, se forem capazes de ter esta alternância e usar os dois elementos.

Pais muito racionais parecem frios, desapegados e podem ser poucos sensíveis a sentimentos e necessidades. Mas pais muito emocionais podem ser sufocantes e parciais.  Por isto, temos de aprender a fazer a grande alquimia dos quatro elementos dentro de nós mesmos.

Os elementos astrológicos podem mudar com o tempo?

É importante entender que o tempo também pode mudar o equilíbrio dos elementos. Uma pessoa que sofre com o idealismo em excesso (Fogo em desequilíbrio) e pouco praticidade pode, a partir dos seus trinta ou quarenta anos, reequilibrar os elementos interiormente.

Ela  aprende com as habilidades da Terra a se enquadrar melhor na realidade, semeando e colhendo melhores resultados materiais. Já alguém que foi muito pautado pela realidade também pode, mais tarde, despertar para outras coisas, como a essência, sonhos e paixões. Ou seja, seu lado Fogo.

Elementos astrológicos ajudam a conhecer nossos pontos fortes e fracos

No minha experiência, ao entender como funcionam os princípios ligados aos elementos dentro de você, é possível identificar seus pontos fortes e fracos.

Exemplo: “sei que sou mais lento(a) com coisas práticas e materiais; fora o meu trabalho regular, sou devagar para marcar exames e fazer coisas que dependam de providências.” A Terra é o elemento que dá conexão com o mundo material.

Um indivíduo com Fogo como seu elemento menos forte se orienta muito pelos modelos externos, pois só neles encontra segurança. O idealista autoconfiante já é um tipo do Fogo, mas que às vezes sofre pelo não enquadramento na realidade, que é algo da Terra.

O ideal é que, ao longo da vida, você tente melhorar no elemento que seria o seu ponto fraco. A pessoa muito terrena, por exemplo, pode ter um hobby em que possa manifestar sua criatividade.

E a pessoa muito idealista, mas pouco prática, precisa aprender a concretizar o que quer, seja no campo das amizades, relacionamentos, trabalho ou dinheiro.

Às vezes, por exemplo, a pessoa se tornou mais prática com trabalho e dinheiro, mas não no restante. Sinal de que ela ainda precisa lidar melhor com o elemento que não é seu ponto forte.

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Vanessa Tuleski

Vanessa Tuleski

Vanessa Tuleski mora no RJ e dá consultas astrológica-terapêuticas pessoalmente ou à distância, focando no que o céu tem a dizer, mas também no que o livre arbítrio pode fazer. Saiba mais