Você tem coragem de viver seus talentos?

Não desperdice a carreira com reclamações, foque nos seus potenciais

Você tem coragem de viver seus talentos?

Possuir um tesouro escondido. Essa é uma das grandes descobertas do profissional que vem para o processo de coaching. Seus dons e talentos sempre estiveram lá, mas escondidos num terreno onde ele já não pisava há muitos anos – às vezes por escolhas que o desviaram do que ele sabia fazer de melhor, às vezes porque jamais teve a oportunidade em sua vida de realizar algo que solicitasse esses dons, tornando-os evidentes.

A descoberta de dons há muito tempo escondidos pode gerar no coachee (cliente do coaching) sensações ambivalentes: ansiedade para colocá-los imediatamente em prática, mas, ao mesmo tempo, um pouco de culpa por ter passado todo esse tempo sem viver em sua plenitude, já que podia ter contado sempre com esse tesouro. Ao contrário, a pessoa que não trabalha utilizando seus talentos vive cansada, com a sensação de frustração, achando que está sempre abaixo de seu potencial e sendo “subutilizada”.

Existe um talento adormecido dentro de você. Que tal acordá-lo?

Para exemplificar melhor a força dessa descoberta, é como se a pessoa achasse que estava vivendo dentro de um Fusca, pois o espaço era apertado e o motor, velho. No dia em que sai do carro e olha do lado de fora, percebe, pela primeira vez, que tinha nas mãos uma Ferrari. E o pior, essa Ferrari não foi algo conquistado recentemente, ela sempre esteve nela! Essa percepção pode ser realmente devastadora.

A ideia de ter vivido com algo precioso adormecido dentro de si pode ser um grande propulsor de potência de realização e autoestima para o coachee. É, em geral, quando o processo de coaching “vira” – termo que eu uso para denominar a fase em que a pessoa para de reclamar e se sentir vítima do destino por não fazer o que gosta e percebe que poderá avançar para conquistas que nunca teve até então. Dirigindo uma Ferrari é possível.

A diferença é que, a partir de agora, ele já sai com uma enorme vantagem nas mãos: a descoberta de algo que faz com prazer e grande habilidade. Algo que realiza sem sentir o tempo passar. Algo pelo qual se interessa de verdade, buscando sempre se aprimorar. Trabalhar a partir de seus dons injeta grande energia na pessoa e faz com que seja mais produtiva com menos esforço, gerando maior impacto no que faz. “Baixo esforço e grande impacto”: essa equação só é possível quando tomamos posse desses dons.

Ao dar-se conta disso, começa o outro desafio do coaching: a pessoa descobre seus talentos (apoiada pelas técnicas usadas pelo coach), mas não se permite começar a abrir caminho para colocar tudo em prática. Bate aquele medo enorme!

O palestrante e consultor de políticos e celebridades americano Anthony Robbins nos explica a razão desse medo: “Descubram o que mais querem e o que mais temem. Sua vida será uma dança no meio disso”.

Nesse momento, um dos medos que mais escuto em sessões de coaching é de que o coachee “não vai dar conta”. Para vencer essa crença, precisamos incluir mais pessoas no caminho, treinando-as, dando horizontes para que tenham autonomia e possam perseguir, como ele, seus próprios talentos. É a corrente do bem; se eu vivo meu máximo, encorajo os outros a fazerem o mesmo.

Dicas para começar a viver todo seu potencial

Para realizar o sonho de vivermos com todo nosso potencial, Robbins nos propõe mudanças em três aspectos:

  1. Criar uma estratégia para ser bem-sucedido na área de seus talentos
  2. Mudar suas crenças/objetivos
  3. Focar no resultado, e não nas atividades

Para isso, ele sugere que a gente transfira as atividades que consomem nosso tempo e não têm impacto significativo para nós. E não é delegando apenas, mas sim “alavancando pessoas” que queiram e possam fazer essas coisas pela gente. Podem ser até amigos ou parentes que você saiba que gostam de tais atividades.

E como fazer isso? Empoderando-as e treinando-as por uma ou duas horas por dia no início (se for necessário), sem abandoná-las com as tarefas e sem deixar de se envolver. Dar autonomia, mas sem abandonar a sua responsabilidade. Apoiando os resultados que obtiveram e propondo melhorias. Só assim conseguiremos dedicar nosso tempo para o que sabemos fazer de melhor, enquanto elas também crescem – isso é foco em resultado.

Essa dica é importante, pois nos dá a percepção de que não é necessário fazermos tudo sozinhos. É por esse motivo também que tudo começa com a facilitação do coach, para acender a luz sobre aspectos pessoais que antes o coachee não enxergava sozinho. Não se vai muito longe sozinho, essa é a verdade.

Não desperdice sua carreira com reclamações e não fique ao lado de pessoas que não podem sair do papel de vítimas, pois elas “arrastam” muita gente talentosa para o fundo do poço.

Não desperdice sua carreira com reclamações e não fique ao lado de pessoas que não podem sair do papel de vítimas, pois elas “arrastam” muita gente talentosa para o fundo do poço.

Vítimas em geral estão lamentavelmente impedidas de agir. Tenha a coragem de abrir espaço para vivenciar seus dons e encoraje os demais a fazerem isso também, afinal, Ferraris foram feitas para vencer nas pistas!

Carla Panisset

Carla Panisset

Coach especialista em Aumento de Performance Profissional e transição de carreira. Diretora da Regional RJ na Net Profit Brasil para gerar resultados para as empresas. Treinadora, Comunicóloga e Relações Públicas. Já treinou mais de 1.000 líderes e profissionais brasileiros, tendo 25 anos de carreira. Facilitadora de Biodanza® Sistema Rolando Toro (em formação).