Artur Vieira Filho
Por Artur Vieira FilhoLeia em 4 min.19/02/2020 

Sobre o direito de exercer a sexualidade como você quer

Ahh se o amor fosse mais ligeiro,
No vácuo de sua passagem aguerrida,
Livre estaria para trocar,
No outro mergulharia, sem o caminho de volta marcar,
Me jogaria em fértil terra onde há muito a se explorar,
Sem mapas ou guias, com coragem, grato a trilha do amor que ousou se antecipar,
O medo a frente tenta se prostrar,
Ardiloso, teimoso, nossos desejos ousa barrar,
Intruso atrasado, selamos sua rota de entrar
Liberdade ao Ser que ama para sonhar,
E com o prazer se deliciar,
Um sonho às portas do realizar,
Quem me dera fossem as noites longas o suficiente para nos inundar.

. . .

Imaginemos uma linha do tempo onde o destaque é a evolução do direito de exercer a própria sexualidade. 

Os saltos evolutivos começariam a perder distância a partir dos anos 1960, marco maior não só da revolução da liberdade sexual, com o advento da primeira pílula anticoncepcional, mas também pela postura da mulher, gênese da feminista de hoje, inspiradas por tantas Joanas, Virginias, Simones, Nísias (Floresta – tida como a primeira feminista brasileira), que bradaram sós e a partir desta década se negam a recuar.

Juntando-se a Malalas, Marielles, Marias (da Penha, na dor e além) reivindicando o óbvio, sua evidente e inegável condição de igual nas relações afetivas e com o mundo.

Em um contexto histórico ainda é um movimento recente e de alcance setorizado, pois ainda contamos com práticas absurdas como casamentos de menores e a manutenção da ausência de direitos humanitários básicos às mulheres no mundo “árabe” e em muitos países da África. 

No Quênia, a título de triste exemplo, meninas que se tornam órfãos são deixadas ao acaso para morrerem pois, por serem mulheres não possuem “valor” para a sociedade local.

Precisamos partir da premissa do despertar aguerrido feminino, por acreditar que resta ao homem uma única esperança para se ver em paz com a sua sexualidade.

Um único caminho para amadurecer e se preparar para troca de qualidade, aprender a exercer a sua sexualidade a partir do afeto, a partir do que verdadeiramente sente e não do que lhe foi doutrinariamente imposto, dogmas de um machismo passado de geração em geração.

Enfim, um novo homem existirá desde que se inspire na nova mulher, a mulher livre, edificante e amorosa, pronta para se abrir, a partir da confiança de que existe alguém capaz de a respeitar.

O resumo do que estou querendo deixar claro como premissa é: o homem será pleno no exercer e viver a sua sexualidade quando, e somente quando, ouvir, ceder e aprender com o feminino, elemento biológico que não está presente apenas na mulher, mas também em cada um dos homens, contudo, abafado pelo “macho” que precisa sustentar.

Na humildade de aceitar o feminino é que virá o aprendizado para um masculino saudável.

Esgueirando-se da “guerra dos sexos”, que sustenta intolerâncias e opressões, sendo esse ó único caminho para o prazer, a única possibilidade de vitória do amor, seria a ocupação de um espaço neutro onde homens e mulheres viveriam e degustariam da própria sexualidade.

Uma primeira união globalizada de gêneros, para que sigam pela trilha virgem do viver, sentir e gozar o prazer sem disputas. Vale a ressalva, caso não tenha ficado claro, o óbvio (obrigado, Lulu Santos): 

“Consideramos justa toda forma de amor”

É claro que estamos falando de uma condição evolutiva, e é evidente que para evoluir exige-se mudar, e as mudanças nos impõe uma adaptação pois, sem ela nos restaria a pena de ser ver no meio de uma aventura do viver fora de época, uma espécie de romântico(a) perdido(a), incapaz de atuar no seu tempo por agir como no passado.

Onde estamos hoje nessa linha do tempo da Sexualidade?

Esse é o ponto dessa nossa conversa. Onde estamos hoje nessa linha do tempo da Sexualidade? Não fecharíamos o tema apenas nesse bate papo, então vou escolher uma questão latente na contemporânea sexualidade liquida (vamos a Bauman já, já), vejamos.

O quanto as aceleradas (mesmo assim tardias) mudanças no comportamento sexual de nós humanos impactou na forma de usufruir dessa nova sexualidade? Evidentemente mais livre, mais numerosa, menos preconceituosa, mais acessível, menos subjugadora, e tantos outros menos e mais. 

Ressalvando a parte do mundo onde isso já é uma conquista tal qual mencionamos e lamentamos acima, contudo construída a partir de relações mais descartáveis, superficiais, sem profundidade, mais curtas, menos cuidadosas, com alto grau de precariedade, onde o outro não é uma questão (não me interessa saber sobre ele(a), logo se vai) quando muito, apenas uma companhia… passageira.

O Filósofo e Sociólogo Zygmunt Bauman, mestre na arte de pensar a modernidade, “nossos contemporâneos” como ele mesmo gosta de se referir à geração Shopping Centers, em seu livro “Amor Líquido”³ nos traz a reflexão acerca da facilidade, rotatividade, fragilidade de forma (sempre na sua brilhante alusão metafórica de relações líquidas – termo cunhado por ele – sem forma definida e/ou sem rigidez, com um grau de precariedade muito alto), e nos instiga:

“A súbita abundância e a evidente disponibilidade das “experiências amorosas” podem alimentar (e de fato alimentam) a convicção de que amar (apaixonar-se, instigar o amor) é uma habilidade que se pode adquirir, e que o domínio dessa habilidade aumenta com a prática e a assiduidade do exercício.”

A retórica trazida alcança todas as formas de se relacionar, mas avança sobre a mais complicada forma de se relacionar – o relacionamento (eletivo) amoroso, decorrente da escolha e buscas dos seus envolvidos, por óbvio o relacionamento que se escora exclusivamente no amor – ao menos deveria.

E a provocação de fim de texto monta da preocupação com o “Amor”.

Como restará o mais desejado dos sentimentos em meio às modernas (por vezes frívolas e frenéticas) formas de se relacionar? 

A afirmação de Bauman é factual, há uma autorizada oportunidade de testar mais. Condição oposta de gerações passadas – casava-se virgem!

Ao passo que hoje orientamos os adolescentes na escola a como usar camisinha e lutamos para que de fato aprendam sobre sua sexualidade, mesmo antes do seu despertar – maravilha isso! Não há dúvidas.

E então, praticar, variar, desapegar, irá nos graduar na arte de amar? Será que a prática e a repetição vão nos ajudar a encontrar o amor? Será que nos tornaremos mais habilidosos em lidar com as multifaces do amar? Por vezes maravilhosas, divinas, outras doloridas e depauperadoras.

Será então que o amor pode ser fruto do exercício (da repetição à excelência – no melhor estilo Bernardinho)? Duvida muito o expert das relações, e afirma Bauman:

“Essa é, contudo, outra ilusão… O conhecimento que se amplia juntamente com a série de eventos amorosos é o conhecimento do “amor” como episódios intensos, curtos e impactantes, desencadeados pela consciência a priori de sua própria fragilidade e curta duração. 

As habilidades adquiridas são as de “terminar rapidamente e começar do início”, (…) E conclui:

“É tentador afirmar que o efeito dessa aparente “aquisição de habilidades” tende a ser, (…) o desaprendizado do amor – uma “exercitada incapacidade” para amar.”

Forte não?

Há em mim mais do que a vênia em me filiar as conclusões do professor, há convicção de que o afastamento do amor nos distancia, também, das mais profundas desconhecidas e maravilhosas possibilidades de sentir o prazer.

Como sexólogo e atendendo como terapeuta sexual, há um padrão de reclamação que se repete – a ausência do prazer na prática sexual ou, igualmente angustiante, um prazer que não satisfaz, que não preenche.

Capaz inclusive de contribuir para o aumento das angústias do nosso já tenso corpo, agindo ao inverso do alívio, do deleite, do derreter-se no corpo de quem, conosco, troca o que de mais íntimo tem, uma incessante busca pelo prazer que virá mas não há, ou se perdeu – vivemos uma época de angústia pelo prazer coletiva.

Venho a muito ouvindo as dores e tais angústias do querer amar e sentir prazer e vice versa, muito poucas vezes isso vem desassociado, o desejo (ao meu sentir, qualificado pelo cuidado em perceber, também, o que as vezes ainda não consegue ser dito) é que prazer e amor formam a dupla idealizada de quem chega ao especialista em sexualidade. 

Complicado? Claro. Impossível? Não, sou um otimista incurável.

O tema é vasto, as razões ainda maiores, há apontamentos variados sobre o alcance do prazer a dois, pesquisas indicam que 2/3 das mulheres não têm satisfação sexual plena, sendo que 1/3 do todo nunca, vejam bem, nunca sequer alcançaram o orgasmo, uma patologia sexual denominada anorgasmia. O que nos leva a conclusão de que apenas 1/3 está feliz com o que o seu corpo sente.

A Durex Global Sex Survey, fabricante mundial de preservativos, em pesquisa mundial, nos trouxe dados alarmantes sobre o prazer sexual, indicando que 49% dos brasileiros faz sexo três vezes por semana (taxa considerada alta), contudo, 51% dos homens e 56% das mulheres afirmam não estar satisfeito com a sua vida sexual. 

Um dado interessante, e preocupante, é que 65% dos homens e 63% das mulheres ainda não conseguem expor as suas insatisfações ou problemas sexuais, ou seja, seguem num sofrimento solitário, silencioso. 

As mulheres, ainda em desvantagem, resultado da opressão histórica claro, nos revelaram dados ainda mais estarrecedores dos que tratamos acima, onde apenas 22% delas conseguem atingir o orgasmo durante o ato sexual, enquanto os homens são em 52% (número também novo pois associava- se ejaculação a orgasmo e percebam a resposta dos homens). 

Fora dados como 51% das mulheres que ainda relatam dor durante o ato sexual e 32% que se desconectaram totalmente da libido, ou seja, nem ao menos se interessam por sexo.

Não adianta aqui seguirmos apenas como cientistas e estatísticos apenas colendo e divulgando dados, vamos tentar retratar isso no mundo real, imaginemos uma situação hipotética:

Três amigas, bebendo alegres numa mesa de bar, falando abertamente sobre seus amores, sobre o seu prazer, livres como antes não eram as mulheres para sentar, beber, papear sobre a vida e até paquerar de forma ativa sem ser rotulada como… ahh, deixa pra lá esse rótulos agora porque já foi muito difícil deixá-los pra trás e como o papo aqui não está animando muito nem vamos entrar nisso.

Pois bem, pela matemática simples dessa amostragens de pesquisa, temos a chance de ter nessa mesa de bar uma mulher que goza, feliz e forte, consciente do que sente, satisfeita com o resultado, “dona” do seu prazer.

Temos outra que até sabe o que é gozar, mas vive a eterna angústia de, ao se deitar, levar consigo, além de tudo o que nossa mente não nos permite deixar de fora desse encontro, a angústia de: Será que consigo dessa vez? E seu eu não conseguir, finjo? Afirmações como: Dessa vez eu gozo! Eu consigo!

Podendo até mesmo chegar às súplicas solitárias de uma mente que deveria estar conectada apenas no que está sentindo, mas vagueia como se de propósito desejasse sabotar o que estar por vir, trazendo um apelo final do tipo: Quero tanto sentir… Me faz tão bem quando consigo… Tô precisando tanto…

Somando-se a esses inquietantes pensamentos há, muitas vezes, a não aceitação do próprio corpo, uma insatisfação que inibe a potência do corpo em se exibir desnudo não apenas das roupas, mas dos filtros que por tantos anos deixam a mulher dentro de um domo que a limita de ser plena.

Vamos a terceira mulher desse pequeno grupo. Esta nunca, vou repetir, nunca ao menos conseguiu ter um orgasmo, nunca gozou! (me permitam aqui seguir utilizando a palavra gozar na referência ao orgasmo por nós conhecidos, deixando claro que há diferenças entre sentir prazer, gozar e ter orgasmos – mas isso vai ficar para uma outra conversa, prometo), pois é, há uma anorgásmica no grupo, isso é um fato, um dado científico e fugir dele não resolverá essas angústias.

Agora você deve estar se perguntando e me inquirindo ao mesmo tempo: Peraí Artur, alto lá, não é bem assim não!

Claro que este é um exemplo montado a partir de uma estatística da matemática, nem sempre estaremos diante desse quadro bem dividido, mas é interessante que o vejamos desse modo para perceber o quanto é delicada, triste e dolorida esta situação, pois se numa roda de apenas três mulheres podemos desenhar tudo isso, imaginem numa com dez?!

Numa noite com risadas e histórias mil, dentre todas esquecendo a estatística, apenas uma mulher tenha passado quase que toda a noite sorrindo amarelo, meio que segurando aquela pose para foto, distraída em suas angústias sem saber como é toda aquele prazer narrado, sem saber sequer o que o corpo sente quando goza… 

Sexualidade e a dor da angústia

Talvez a dor além da angustia esteja na falta de coragem de colocar pra fora um grito: ME AJUDA! Eu não sinto nada disso! Ou, ME AJUDA! Eu não sinto mais! Acho que ainda amo, mas parei de sentir! Difícil…

Percebam, se ainda existem mulheres que passam uma vida fingindo o orgasmo para os seus parceiros (e parceiras também não pensem que as angústias são diferentes pois não são), como é que elas vão conseguir se abrir diante de tanta festividade sexual no, hoje livre, encontro feminino? 

Como ela irá cortar esse barato de agora podermos transar na primeira noite, de sair com mais de uma pessoa na semana, de paquerar ativamente. Como será ela a dizer: “gente acho que não tá funcionando!”?

E ainda posso trazer um quadro ainda mais delicado. Muitas vezes, a mais angustiada da mesa é a que conta as maiores vitórias do amor, vira referência das amigas e não consegue mais abandonar esse posto como se sentisse a obrigação de mantê-lo, pasmem, não por si, mas pela sororidade (linda e nobre) feminina de que, mesmo que eu siga sustentando uma mentira, pelo menos dou a elas a esperanças de que é possível, sim! 

Sentir prazer, ser feliz com o próprio corpo, estar com quem deseja, enquanto deseja e só quando desejar, e claro, gozar com todo o corpo, quando, onde e como quiser, tendo como prêmio uma satisfação que alivia, preenche, empodera, inunda à mente não de pensamentos angustiantes, mas de mantras tais como: eu mereço, eu mereço, eu mereço…

Perdoem ser o porta voz de histórias não tão inspiradoras mas, acreditem, não são uma ficção da minha cabeça, são fruto de uma construção de lamentos, da soma de apelos e pedidos de ajuda em mais de oito anos atendendo mulheres que expunham as suas dores, vulneráveis, em sessões comigo, na esperança de que um dia tudo possa ser diferente.

E os homens?

Os homens, essas pessoas que cresceram muito mais identificadas com o seu corpo e prazer do que as mulheres, pois poucos são aqueles que não se masturbaram na adolescência e conseguiam descobrir um pouco como o corpo funcionava.

Mesmo assim voltam a ser meninos quando se juntam a força e todo poder do corpo feminino, treinados para serem “machos Alphas”, treinados pela pornografia, tendo o falo como um símbolo de poder que, às vezes se torna um inimigo, se volta contra eles e reafirma, o quanto você não está no poder de nada.

Num outro bate papo aprofundamos os porquês dessa condição de homem/menino, vamos passar pela masturbação em detalhes, o que os homens levam dela para a vida adulta.

E, claro, vamos tratar do doutrinamento de gênero, sim, esse mesmo que você talvez tenha pensado, meninos vestem azul, meninos jogam bola, meninos não choram, meninos “pegam” todas e por aí vai.

Afirmações que alçam esses meninos a categoria de heróis substitutos dos anacrônicos machos que o incentivam, tolos eternos meninos de suas épocas, forjando homens que, no encontro com a mulher, desconectados do que verdadeiramente é o seu corpo, perceberem que não são tudo isso (e de fato não são). 

Mas necessitam ser, deixando-os, quando não embrutecidos, desajeitados, afobados, despreparados, detentores de um poder em riste que só visa um único alvo, onde desferirá seus “golpes” ligeiros, de curta ou longa duração, mas quase sempre com objetivos separados, como que em um ato solitário acompanhado, sem que percebam que quem com ele está também deseja, precisa e merece sentir.

Como podem ver, há muito para conversarmos aqui, e eu tô chegando agora com animus produtivo e me coloco aberto para ser um canal de troca, um espaço para as suas dúvidas, para as suas questões, para que você encontre o Eu machucado e, quem sabe encontre em mim um eco construtivo que some a sua história boas e belas reflexões, seguirei com os meus estudos para que traga sempre esclarecimentos, conforto e afeto.

Para fechar, não podemos esquecer que iniciamos falando de amor, meu sentimento favorito (de quem não), ainda sobre as múltiplas possibilidades desse nosso moderno mundo líquido, para deixarmos no ar uma reflexão acerca do direito (hoje menos provido de preconceitos difamadores a “apequenadores”), de acumular mais e mais experiências em nos relacionar, nas palavras de Bauman:

“Como resultado, o conjunto de experiências às quais nos referimos com a palavra amor expandiu-se muito. Noites avulsas de sexo são referidas pelo codinome de “fazer amor”.”

Conclui o grande pensador, após nos afirmar que esse conhecimento de “amor” (as aspas são dele), intenso, curto e impactante, torna tão frágil e superficial a nossa relação com esse verbo que nomeia o sentimento mais nobre da humanidade, e então caminhamos nesse líquido mundo livre moderno para desaprender a amar, acabamos por exercitar, de fato, uma incapacidade para amar.

E nos desfere um último golpe à condição atual de nos relacionarmos, num Bauman autêntico e sem dó, afirmando que o amor, ao se afastar, se tornar inacessível, nada mais está fazendo do que se vingar daqueles que ousam trata-lo da forma como o vem tratando, vejam: “Um resultado como esse – a vingança do amor, por assim dizer, sobre aqueles que ousam desafiar-lhe a natureza – seria de se esperar.”

E como já me filiei ao professor mais acima, reafirmo aqui a necessidade de repensar o quanto de fato o direito de sermos livres em nos relacionarmos traz um descuido na escolha, uma desvalorização recíproca, uma falta de investimento no amanhã, no depois dessa noite, por conta, para nos valer da máxima de “Amor Líquido”, uma incapacidade de mantermos laços a longo prazo, com extrema facilidade em nos desconectarmos como se descêssemos de um táxi e fizéssemos sinal para outro que vem logo atrás, tão disponível quanto o anterior mas ambos, tanto motorista quanto passageiro, sem saber para onde vão, incapazes de planejar a rota, portadores de uma única certeza – qualquer coisa eu desço logo ali e pego outro…

Nos humanizamos no humano, nos humanizamos no encontro com o outro, sem o outro pouco saberemos de nós mesmos pois o outro é o nosso espelho e quanto mais superficialmente nos relacionamos, mais superficiais tendemos a nos tornar e não será na superfície, nossa nem na do outro, que o amor iremos encontrar.

Artur Vieira Filho

Artur Vieira Filho

Artur Vieira é Estudioso da Ciência da Felicidade e Psicologia Positiva; Sexólogo e Terapeuta, especialista em Relacionamentos e Sexualidade; Co-fundador no Rio de Janeiro do Centro de Estudos da Felicidade; Palestrante sobre Felicidade, sexualidade humana e relacionamentos; Agente de Transformação Pessoal; Pós-Graduando em Psicologia Positiva e Graduado em Felicidade e Bem-Estar pela Universidade Positivo; possui GBA (Global Business Administration) em FELICIDADE – transformando pessoas e organizações pelo ISAE/FGV - Curitiba; e advogado.