Masaira Elizabetty Bauer
  • Por Masaira Elizabetty Bauer
  • Leia em 3 min.
  • 08/06/2018
  • Atualizado em 14/03/2019 às 15:48

Sororidade: o que é e como praticar

No Dia Internacional da Mulher, entenda como a solidariedade feminina pode impulsionar mudanças sociais

Sororidade: o que é e como praticar

Não é novidade escutar histórias que envolvem a competitividade entre as mulheres. É provável que, mais de uma vez, uma mulher tenha se sentido mais ou menos bonita, inteligente ou talentosa que outra mulher. Também é provável que, em algum momento, tenha ficado incomodada por chamar mais ou menos atenção que outras mulheres ou talvez tenha se reconhecido “ameaçada” por outra mulher que representasse um “perigo” para a segurança/relação pessoal ou de trabalho.

A competitividade entre mulheres levanta barreiras que nos separam do nosso verdadeiro poder feminino, que vai mais além da feminilidade aparente ou superficial, e tem a ver com uma força muito maior, que une e produz mudanças importantes na história da humanidade.

Sororidade: entenda

Este poder, que somente é possível quando se dá a união entre as mulheres, tem dado vida a uma palavra ainda não aplicada oficialmente, e que está assumindo o protagonismo e que explica muito bem um movimento que tem sido gestado por anos no âmbito feminino: Sororidade, cuja definição se baseia na relação de irmandade e solidariedade entre as mulheres, ajuda a criar redes de apoio que não promovem somente o compartilhar, mas também impulsionam mudanças sociais que geram igualdade de gênero.

A sororidade ajuda a criar redes de apoios para mulheres, e é uma forma de impulsionar mudanças sociais que falem da igualdade de gênero.

Em termos lingüísticos, a palavra segue o mesmo padrão de fraternidade, cuja raiz latina é frater (irmão). A raiz de sororidade é soror (irmã), definindo assim o caráter de igualdade das pessoas de sexo feminino.

Um exemplo de sororidade aconteceu em 2017, quando a revista Time decidiu dar o prêmio “Pessoa do Ano 2017” para as mulheres que romperam seu silêncio e denunciaram assédio sexual por parte de celebridades. A atitude iniciou o movimento social #Eutambém (ou #Metoo, em inglês), que teve adesão de milhões de mulheres famosas e anônimas nas redes sociais. A revista justificou a entrega do prêmio declarando que “as pessoas que romperam o seu silêncio sobre o abuso e o assédio sexual pertencem à todas as raças, todas as classes sociais, todas as profissões e praticamente todos os cantos do mundo. Sua ira coletiva tem provocado resultados imediatos e impactantes”.

Como praticar a Sororidade:

  • Reconheça quando você se compara com outra mulher. Geralmente a comparação está associada a uma crítica, julgamento ou a sentir-se diminuída. Não tenha medo de observar e assumir como se sente.
  • Expresse-se. Quando falamos do que sentimos, algo se libera, sem necessidade de gerar mecanismos de defesa para ocultar. Atreva-se a falar no seu círculo de confiança como se sente em relação a outra mulher.
  • Reconheça as suas qualidades e as qualidades de outras mulheres sem a necessidade de comparar umas com as outras. Um jardim é belo pela infinidade de flores diferentes que existem nele.
  • Trabalhe para potencializar as suas fortalezas e superar as suas debilidades. Não por competir, e sim, por autovalorização.
  • Participe de círculos de mulheres, espaços de terapia e abra o seu coração. Somente podemos gerar confiança quando nos abrimos, e quando recebemos, sem julgar, o que a outra pessoa está disposta a expressar.
  • Participe de grupos de mulheres que compartilham uma causa e que estejam promovendo mudanças. Investigue e entre em ação para trabalharem unidas.

Existem muitas formas de reconectar com a Feminilidade, mas o verdadeiro Poder Feminino somente se desperta de maneira real quando as mulheres se unem, quando derrubam as barreiras da competitividade e criam movimentos potentes e suficientemente capazes de abrir o caminho para todas.

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Masaira Elizabetty Bauer

Masaira Elizabetty Bauer

Empresária, sócia-criadora da True Beauty Cosméticos, coach especializada em mulheres e beleza essencial. Apaixonada pela natureza e pela beleza orgânica. Conferencista e diretora da Escola Kai Woman Cóndor Blanco. Possui 13 anos de experiência dedicados ao trabalho de desenvolvimento humano focado na integralidade. Saiba mais