Marcelo Anselmo
  • Por Marcelo Anselmo
  • Leia em 4 min.
  • 21/06/2020
  • Atualizado em 16/06/2020 às 23:03

Como usar o poder da imaginação para reduzir compulsão alimentar

Funciona tanto na fome emocional quanto para despertarmos o potencial para gostarmos de um alimento ou substituirmos por algum mais saudável

Como usar o poder da imaginação para reduzir compulsão alimentar

A integração mente e corpo sempre é alvo de curiosidade desde os tempos mais remotos da humanidade. O modo como a mente pode impactar nas funções físicas e como o corpo, por vezes, pode exercer certos domínios sobre o cérebro tem sido cada vez mais provado pela ciência.

Nesse sentido, um dos objetos de pesquisa com maior produção científica contemporânea são as neurociências, ou seja, o estudo do cérebro humano abrangendo desde as estruturas da região até os aspectos funcionais de cada área da mente e os respectivos efeitos nas esferas da emoção e do corpo.

Baseado nesse contexto, um dos fenômenos que vem ganhando destaque na atuação na saúde, no bem-estar e no esporte atende pelo nome de: imaginação!

Isso mesmo, a representação de experiências, paisagens ou objetos vivenciados ou não, tem atuado na reabilitação de movimentos corporais e no treinamento mental para que o atleta crie o cenário de competição no cérebro.

Pouco a pouco, o poder da imaginação está provando também seus resultados no universo da alimentação consciente.

É uma técnica integrante de protocolos de mindful eating com enfoque principal na redução da compulsão alimentar sendo usado na psicologia, nutrição, medicina do estilo de vida e coach do bem-estar.

Em termos práticos, a união da imagética com a atenção plena na alimentação baseia-se na realização de exercícios em que recorremos à imaginação ou à visualização mental perante um episódio de transtorno compulsivo alimentar.

Funciona tanto na , fome emocional gerada por estresse e ansiedade, ou, até mesmo, para despertarmos no nosso cérebro o potencial para gostarmos de um alimento e/ou substituirmos por algum mais saudável.

Como usar o poder da imaginação

No que se refere à experiência em si, o praticante desperta um potencial de ação no subconsciente, que, aos poucos, começa a ser ativado por mecanismos neurais naturais.

Quando ele se vê diante da situação gatilho, pode somente criar o “cenário mental” visando os efeitos de reprogramação do cérebro pelo controle de sensações e redução de impulsos emocionais de forma consiciente.

Acrescente a esse processo, a alteração de crenças sobre alimentos saudáveis que são evitados, mas que podem tornar-se ótimos aliados na substituição mental, evidenciando-se pelas sensações de sabor, leveza e saudabilidade geradas.

Ao estabelecermos conexões desse poder da imaginação com o mindfulness, podemos perceber de forma notória que princípios da atenção plena estão altamente representados nesse contexto, como: a curiosidade, a compaixão e o não julgamento de experiências!

É a união mente e corpo cada vez mais forte, moderna e atuante, pautada em uma das mais incríveis atividades humanas: a imaginação!

Marcelo Anselmo, autor deste artigo, possui um Mini Curso Online sobre Mindful Eating, Princípios do Comer Consciente. Confira clicando aqui!

Olá, essa matéria foi útil para você?
Marcelo Anselmo

Marcelo Anselmo

Fisioterapeuta e Professor de Educação Física; Mestre em Educação; MBA em Marketing; Especialista em Gerontologia; Certificado em Gerenciamento de Estresse; Especialista em Mindfulness e Mindful Eating. Contato: marcelo@plenitudebemestar.com.br Saiba mais