Vanessa Tuleski
Por Vanessa TuleskiLeia em 2 min.25/03/2020 Atualizado em 16/06/2020

Astrologia e desafios de 2020: como entender o coronavírus e as tensões mundiais

Acúmulo de planetas lentos em Capricórnio trouxe tendência de tensões de ordem internacional e mudanças estruturais importantes

Para entender a relação entre Astrologia e Coronavírus vamos voltar ao artigo de previsões para 2020, lançado no Personare em setembro do ano passado, em que foi explicado que este seria o ano de uma concentração planetária bastante rara: Júpiter, Saturno e Plutão.

São planetas lentos que, em dois milênios, só ficaram juntos seis vezes, e que, de acordo com o artigo, tinham potencial de provocar crises internacionais.

O ano de 2020 é palco de vários ciclos entre planetas lentos (Júpiter/Plutão, Saturno/Plutão, Júpiter/Saturno), que marcam grandes mudanças de paradigmas, que tendem a reverberar para os próximos anos. (Releia aqui o artigo para entender as previsões para 2020 no contexto coletivo)

O coronavírus certamente faz parte do quadro destas mudanças, pois está tendo grande impacto político, entre as fronteiras e no campo econômico.

Previsões para o desenrolar do coronavírus ao longo do primeiro semestre

Na segunda quinzena de março, Marte, um planeta de trânsito mais rápido, se aproximou da tensa combinação de Júpiter, Saturno e Plutão, que estão conjuntos.

Os astrólogos já esperavam algum acontecimento impactante de ordem mundial, que poderia ser uma guerra, um conflito ou uma catástrofe natural. Assim como estavámos apreensivos com o mês de janeiro, quando o Sol passou pelos três planetas lentos.

A Astrologia nem sempre sabe “o que” acontecerá em termos de evento, mas conhece o clima e as condições gerais do evento.

Esta combinação, porém, não é somente negativa. Avanços poderão se verificar nos próximos anos, pois grandes crises também trazem grandes crescimentos e transformações posteriores, como foi o caso da Segunda Guerra Mundial.

Contudo, neste momento, o encontro de Marte com Júpiter, Saturno e Plutão trouxe uma crise de proporção mundial como já era esperada e anunciada pela comunidade astrológica para 2020.

Entenda a sequência de aspectos de Marte que temos por vir

14 a 25/03 – Marte conjunto a Júpiter – o fechamento das fronteiras

Júpiter é um significador de fronteiras e contexto internacional e foi neste período que diversas nações fecharam as fronteiras e as medidas de quarentena começaram a ser proclamadas em vários lugares.

O lado positivo de Marte com Júpiter é que traz força e decisão para combater o avanço exponencial do vírus. Caso estas medidas não sejam tomadas, Marte/Júpiter pode significar um tremendo propagador do vírus.

18 a 27/03 – Marte conjunto a Plutão – Disputas de poder

Este aspecto é violento e agressivo. Está associado a mortes e a disputas de poder. Por outro lado, bem usado, faz com que se lance decisivamente em relação a algo. Plutão é 8 ou 80, ao estilo “é preciso ser radical para erradicar”.

Torçamos para que as medidas radicais que estão sendo tomadas no Brasil, como o próprio isolamento, evitem o avanço da doença.

26/03 a 05/04 – Marte conjunto a Saturno – tempo de restrições

Classicamente, esse é um aspecto de restrição, disciplina, contenção e de medidas de punição quando regras são descumpridas. Embora só esteja marcado para o dia 26/03, na verdade, já estamos nesta sintonia.

Também é um contato que algumas vezes marca oposições de forças, no caso, um lado que quer avançar, e outro que tenta pará-lo ou que pode bloqueá-lo. Lembra bem a disputa com o vírus que se deseja deter.

Pode também trazer muito trabalho, e, na esteira disso, dose de estresse e cansaço, pois marca disputas que não são fáceis. Mesmo para quem está em casa, cumprindo a quarentena, há tendência a sobrecarga ou ao cansaço.

02 a 12/04 – Marte em quadratura com Urano – possibilidade de descontrole

A combinação é de imprevisibilidade e até de descontrole. Torçamos que o coronavírus possa ser mais contido até chegar aqui.

A sugestão da Astrologia é que a quarentena prossiga até meados de abril, pois, com Urano envolvido, é fácil de perder o controle e, até mesmo, surgir grandes tensões sociais.

Contudo, continuar obedecendo não vai ser fácil, pois este aspecto gera grande impaciência, irritabilidade e rebeldia, e também situações que saem fora do previsto. Aqui é preciso atentar para que as pessoas não “surtem” em razão de toda a pressão que o coronavírus propicia.

De maio a segunda quinzena de junho – É preciso ainda mais cuidado!

Se não houver cuidado e combate ao Covid-19, Vênus, Sol e Marte vão se envolver com Netuno, um planeta sempre ligado a contaminações, e Marte vai estar em Peixes, signo ligado a padecimentos, internações e doenças.

Tudo isso marca o mapa do eclipse lunar de 05/06 (que reverbera por seis meses), por isso, é preciso ter muito cuidado até lá.

22/3 a 01/07 – Saturno em Aquário – limites nas liberdades

Saturno está em Capricórnio desde o final de 2017. Este é um trânsito de austeridade, medidas nem sempre populares, e novas regras e organizações. Em 2019, Saturno se aproximou de Plutão, aspecto que produz muita insegurança coletiva, que alcança o auge em 2020, com Júpiter também conjunto a estes planetas.

A combinação Saturno/Plutão ocorre ciclicamente (esteve presente na época das Torres Gêmeas, em 2001) e traz momentos de intenso medo coletivo, mesma atmosfera que, de forma amplificada (Júpiter fazendo parte da configuração), estamos vivendo com o coronavírus, em tempos de mensagens instantâneas, Internet e noticiários ao longo de todo o dia.

Entre 22/03 e 01/07, Saturno fica em Aquário, voltando novamente a este signo, de forma definitiva, somente no finalzinho de 2020.

Saturno em Aquário, neste momento, significa limites (Saturno) na liberdade de ir e vir (Aquário), o que é necessário para conter o vírus. Mas também fomenta que a sociedade se organize descentralizadamente para combater o problema.

Não há como saber se até 01/07 a recomendação de isolamento social continuará, pois tudo vai depender de como as coisas vão se dar em abril. Como foi dito no início do artigo, maio e junho mostram aspectos astrológicos que podem ajudar na continuidade da contaminação do vírus.

Se ela passar para o segundo semestre, o contexto vai seguir bem difícil, já que Marte vai fazer aspectos desafiadores a Júpiter, Saturno e Plutão, indicando uma guerra custosa (mas não impossível) de vencer.

Saturno em Aquário, porém, traz consciência social maior de que fazemos parte de um grupo, de uma coletividade, e que precisamos atuar de forma inteligente em conjunto.

Olhar para o passado para aprender mais com a Astrologia

Destacamos alguns acontecimentos passados para quem gosta e estuda Astrologia para que possamos aprender mais sobre o assunto:

Eclipse de 26/12 – Júpiter em Sagitário e Netuno em Peixes – Possível aspecto de pandemia

Primeiramente, em 2019 tivemos um aspecto de possível pandemia: Júpiter em Sagitário em quadratura com Netuno em Peixes. Ambos planetas em seus signos de domicílio, onde ficam muito fortes, e ambos em conflito entre si, que é o que expressa uma quadratura na Astrologia.

Possivelmente, o Covid-19 entrou em mutação nesta época, sendo um vírus de grande abrangência internacional (Júpiter em Sagitário) e imenso (Júpiter) potencial de contaminação (Netuno em Peixes), com rápido alastramento.

Segundo ponto: eclipses produzem ativações e temas ligados a eles e reverberam por pelo menos seis meses. No eclipse solar de 26/12, Sol e Lua estavam conjuntos a Júpiter, o planeta do que é gigante, das fronteiras e das viagens.

Em 31/12, as autoridades chinesas alertaram para o surgimento de uma série de casos de pneumonia de origem desconhecida em Wuhan, cidade de 11 milhões de habitantes.

A China é, certamente, um país que tem correlação com Júpiter, dado ao seu gigantismo e ao fato de que os produtos chineses se espalharam no mundo inteiro, algo ligado ao maior planeta do zodíaco.

Além disso, o eclipse foi visível naquele país. Os astrólogos estudam que há intensidade maior dos eclipses nos locais em que eles podem ser vistos.

Eclipse de 10/01 – Saturno e Plutão – Ameaça e insegurança

Em 10/01/2020, ocorreu o primeiro dos seis eclipses de 2020. Foi um eclipse lunar que envolveu Sol, Lua, Mercúrio, Saturno e Plutão. Lembrando que a conjunção exata entre Saturno e Plutão, um trânsito coletivo (2019-2020) ligado a medo, ameaça e insegurança, deu-se apenas dois dias depois, em 12/01.

A atmosfera, por volta destes dias, foi bastante pesada e angustiante, efeito reverberado, posteriormente, às notícias do alastramento do coronavírus pelo mundo.

No próprio dia 10/01 foi noticiado a primeira pessoa morta pelo vírus. E, em 13/01, foi confirmado o primeiro caso fora da China, na Tailândia.

Entre o final de janeiro e o início de fevereiro, Marte quadrou Netuno, aspecto ligado a potencial ampliado de contaminação. Foi nesse período que a OMS qualificou a epidemia de “emergência de saúde pública de alcance internacional”.

Na primeira quinzena de março, o Sol ficou conjunto a Netuno, outro aspecto de propagação e contaminação, e foi quando começou a se noticiar muitos casos de mortes na Itália, outro país associado a Júpiter, de fartura e com turismo forte.

Foi nesta época que a Itália se viu obrigada a fechar escolas e universidades. E, em 13/03, a Europa se tornou o novo epicentro do vírus.

Vanessa Tuleski

Vanessa Tuleski

Vanessa Tuleski mora no RJ e dá consultas astrológica-terapêuticas pessoalmente ou à distância, focando no que o céu tem a dizer, mas também no que o livre arbítrio pode fazer.