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Como conversar sem brigar: o que é a Comunicação Não Violenta

Descubra o que é Comunicação Não Violenta e como usá-la para conversar sem julgar nos relacionamentos

Atualizado em

A Comunicação Não Violenta (CNV) é uma forma assertiva e compassiva de se comunicar, criada pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, que propõe olhar os fatos e as ações dos outros sem julgamento.

A base da conexão entre as pessoas é a comunicação, e quando essa é ineficaz, muitos atritos e conflitos surgem.

O conflito em si é algo positivo quando pensamos que pode ser a base para uma interação entre as pessoas, e desse interim podem surgir ideias e entendimentos.

Agora, quando o conflito vira algo que venha a se tornar uma barreira e as pessoas se afastarem, daí sim temos um problema.

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Resposta rápida sobre o que é Comunicação Não Violenta

  • A Comunicação Não Violenta (CNV) é uma forma assertiva e compassiva de se comunicar, criada pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg.
  • Ela parte de olhar os fatos e as ações dos outros sem julgamento (preconceitos).
  • O objetivo é criar um espaço seguro de fala, em que as pessoas se entendem melhor e os relacionamentos têm a oportunidade de crescer.
  • Pede escuta ativa: ouvir sem julgar e dialogar com foco nos fatos, não nas pessoas.
  • Quando alguém está desregulado emocionalmente, o caminho é o afastamento higiênico: primeiro se acalmar, depois conversar.
  • Como tudo o que se aprende, precisa de treino para virar rotina.

Por que a comunicação é a base dos relacionamentos?

Qualquer instituição, seja uma empresa, escola ou a associação do bairro, é formada por pessoas.

A comunicação no dia a dia acontece informalmente e, hoje em dia, com o advento das redes sociais e as comunicações formais cada dia mais sendo trocadas por mensagens, via WhatsApp, por exemplo, acabam aproximando mais as pessoas.

Isto é bom ou ruim? Só o tempo dirá.

A questão muito importante é a interação entre as pessoas. O respeito deve ser a veia mestra que guia o diálogo, independentemente do cargo ou idade.

A interface entre as pessoas, seja por um documento formal ou rede social, exige que os limites e as interações perpassem pela linha tênue de respeitar a privacidade dos indivíduos. Este é um ponto-chave a ser considerado.

O que é Comunicação Não Violenta?

A Comunicação Não Violenta, trazida ao mundo pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, veio como um farol, mostrando-nos que é possível nos comunicarmos de uma forma mais assertiva e compassiva com as pessoas.

Olhando os fatos e ações alheias sem julgamentos (preconceitos).

Acredito que quem busca se inteirar dessa maneira de se comunicar percebe que agir com mais cuidado na comunicação é ir além de um diálogo disruptivo, mas uma conversa que conecta as pessoas de uma forma saudável, sem ser invasivo.

E, na medida em que as relações se aprofundam, vai se criando um espaço seguro de fala, em que as pessoas conseguem se entender melhor e os relacionamentos têm a oportunidade de crescer.

Para ir mais fundo no tema dos julgamentos, leia como lidar com julgamentos.

Como a Comunicação Não Violenta funciona na prática?

Um diálogo focado nos fatos e não nas pessoas é agir com objetividade, sem agressividade que não é necessária.

Quando acontece uma interação entre as pessoas e uma das partes está desregulada emocionalmente, é preciso fazer um afastamento higiênico, isto é, primeiro se acalmar para, depois, quando estiver recomposto, poder falar com consciência e propriedade do tema que precisa ser debatido.

Numa comunicação assertiva, o óbvio precisa ser dito. Interpretações errôneas podem levar a mal-entendidos que podem gerar situações de conflito. Neste sentido, ambos os lados saem perdendo.

Se a conversa difícil é com alguém do seu convívio, veja também como lidar com pessoas difíceis.

Como a Comunicação Não Violenta ajuda no trabalho?

Algo muito importante que está no radar das empresas atualmente, principalmente em função da NR-1, que regulamenta sobre a saúde mental das pessoas que trabalham na empresa, é que passaram a priorizar ações que estejam de acordo com essa norma.

Reforço aqui a importância das relações interpessoais.

E essa interação só funciona porque o ser humano é um ser gregário, que necessita viver em sociedade, e a qualidade dessa conexão é que vai fazer a diferença nos relacionamentos.

A escuta ativa é uma das primeiras ações de um gestor: ouvir sem julgar e estar aberto para esse diálogo.

E, ao responder às questões levantadas sem julgamento, baseado nos fatos e levando em consideração as emoções e necessidades dos envolvidos, o gestor consegue ter uma percepção maior do que está acontecendo e, com essas informações, tomar as melhores decisões que beneficiem a todos, numa equação ganha-ganha.

Dessa forma, consegue-se um melhor comprometimento dos que trabalham na empresa. Se o clima já está pesado, leia o que fazer quando pintar um clima pesado no trabalho.

Como começar a praticar a Comunicação Não Violenta?

Para todas essas ações, é preciso treinar para se tornar parte do dia a dia. Uma rotina saudável de boa convivência num ambiente pleno de bem-estar e boa convivência entre todos.

Comunicar-se com cuidado começa por quem fala. Se você se reconhece em aceitar qualquer coisa para estar com alguém, ou em repetir situações decepcionantes na vida afetiva, vale começar pelo amor-próprio no relacionamento.

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Conclusão

A Comunicação Não Violenta nos lembra que é possível conversar com firmeza e cuidado ao mesmo tempo. Olhar os fatos sem julgamento (preconceito), ouvir de verdade e se acalmar antes de falar já mudam o clima de qualquer relação.

Seja em casa, na empresa ou no casamento, o treino diário é o que transforma a teoria em hábito. Para quem quer cuidar da relação a dois, veja como resgatar a conexão a dois.

Perguntas frequentes sobre Comunicação Não Violenta

O que é Comunicação Não Violenta?

A Comunicação Não Violenta (CNV) é uma forma assertiva e compassiva de se comunicar, que olha os fatos e as ações das outras pessoas sem julgamento (preconceito).

Ela busca ir além de um diálogo disruptivo e criar uma conversa que conecta as pessoas de forma saudável, sem ser invasiva.

Com o tempo, as relações se aprofundam e nasce um espaço seguro de fala, em que todos conseguem se entender melhor.

Quem criou a Comunicação Não Violenta e quais são os passos dela?

A Comunicação Não Violenta foi criada pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg.

O modelo dele costuma ser resumido em quatro passos: observar a situação sem julgar com preconceito, reconhecer o que você sente, identificar a necessidade por trás do sentimento e fazer um pedido claro.

Em todos eles, a ideia é falar de fatos e de necessidades, sem acusar a outra pessoa.

Como usar a Comunicação Não Violenta nos relacionamentos?

Foque nos fatos e não nas pessoas, pratique a escuta ativa, ouvindo sem julgar (preconceito), e diga o óbvio, para evitar interpretações errôneas e mal-entendidos.

O respeito deve guiar o diálogo, independente do cargo ou da idade, e a privacidade das pessoas precisa ser considerada. Tudo isso exige treino até virar parte da rotina.

A Comunicação Não Violenta funciona no ambiente de trabalho?

Sim. A escuta ativa é uma das primeiras ações de um gestor: ouvir sem julgar e estar aberto ao diálogo.

Ao responder às questões levantadas com base nos fatos, considerando emoções e necessidades dos envolvidos, o gestor percebe melhor o que acontece e decide de forma que beneficie a todos, numa equação ganha-ganha.

Isso tende a trazer mais comprometimento da equipe.

O que fazer quando estou muito alterado em uma conversa?

Faça um afastamento higiênico: primeiro, acalme-se. Quando estiver recomposto, volte para falar com consciência e propriedade do tema que precisa ser debatido.

Uma das partes desregulada emocionalmente dificulta qualquer entendimento, e conversar com calma ajuda a manter a objetividade, sem agressividade desnecessária.

Andrea Leandro

Andrea Leandro

Especialista em Terapia Floral Sistêmica e Harmonização de Espaços, é pioneira e facilitadora dos 26 movimentos do Brain Gym® no Brasil. Coautora de 8 livros e criadora do projeto Meditando com a Gurizada, atua na interseção entre educação emocional e bem-estar sistêmico. Realiza atendimentos online no Personare.

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