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Por Equipe PersonareLeia em 3 min.18/06/2015 Atualizado em 23/09/2019

Seis problemas que o estresse causa à saúde

Entenda como corpo pode ser danificado pelo mal e como amenizar os sintomas

O estresse atinge 90% da população mundial, é o que garante a Organização Mundial de Saúde (OMS). Só no Brasil 70% da população sofre do mal, sendo que 30% apresentam níveis elevados de estresse. Apesar do estresse ser responsável pelo instinto de sobrevivência e representar uma defesa natural do organismo, estar frequentemente estressado pode gerar consequências físicas, psicológicas e emocionais. Entre os problemas que o estresse causa estão queda de cabelos, dores musculares, dor de cabeça, baixa libido, depressão e insônia.

Entenda os problemas que o estresse pode causar para sua saúde como amenizar os efeitos que o mal pode desencadear em seu corpo e mente.

1 – Estresse pode causar queda de cabelo

O estresse pode causar diversos problemas físicos, inclusive no que diz respeito aos cabelos. O tricologista capilar Luciano Barsanti, médico especializado na saúde dos fios, alerta que a calvície é o distúrbio mais comum do estresse.

“A queda de cabelos pode acontecer tanto em homens quanto em mulheres que já tenham históricos familiares. E em muitos casos a perda gradativa dos fios está ligada aos hormônios produzidos pelo estresse, como a testosterona, que interrompem as células responsáveis pelo crescimento capilar”, esclarece o especialista.

A mesma coisa acontece com a chamada “pelada” ou Alopecia Areata, que é uma doença autoimune desencadeada por níveis exagerados de estresse, causando a perda dos fios em áreas específicas da cabeça. De acordo com Luciano, outro problema que o estresse agrava é o embranquecimento precoce dos fios. Apesar de ser um fator genético, pessoas muito estressadas podem acelerar o processo, por conta da diminuição de melanina no organismo – fator responsável pela coloração dos fios.

Para diminuir esses efeitos, a dica de Luciano é tentar levar uma vida mais tranquila.

“Tente passar um tempo a mais com a família, praticar Meditação e Yoga para relaxar, beber bastante água durante o dia e evitar o fumo e a bebida. O equilíbrio interior é fundamental para a nossa saúde física”, pontua o tricologista capilar.

2 – Doenças de pele têm relação com estresse

A pele também costuma sofrer com o estresse. A dermatologista Gabriela Casabona explica que quando o corpo está sob tensão, sua imunidade diminui, fazendo com que as doenças fiquem mais propensas a aparecer.

“O organismo está preparado para lidar com o estresse do dia a dia, mas não por longos períodos ou com grande intensidade. Infelizmente, quando o limite de estresse é ultrapassado, automaticamente ele gera efeitos colaterais no metabolismo. Na pele, por exemplo, é comum o surgimento de ressecamento, acne e aspecto cansado”, afirma Gabriela.

Para a dermatologista, pessoas com ansiedade crônica são as que mais sofrem com distúrbios de pele.

“Muitos eventos da vida podem agravar o quadro de estresse, como o transito diário caótico, complexidades e responsabilidades no ambiente de trabalho e também na vida afetiva. Tudo isso pode levar o paciente a níveis altos de estresse, ocasionando os problemas já mencionados”.

Para amenizar os efeitos do estresse na pele, o mais indicado é procurar um especialista para saber exatamente o que está acontecendo.

3 – A dor que vem do estresse

Muitas pessoas se queixam de dores musculares, porém nem sempre associam o desconforto ao estresse. Segundo a fisioterapeuta Mariângela Bizeli, a pessoa estressada contrai, sem perceber, a musculatura do ombro, que pode ocasionar dor de cabeça, de coluna e até torcicolo. A má postura durante o trabalho, ou em qualquer outra situação do dia a dia, também pode potencializar os efeitos do estresse e aumentar as dores no corpo.

“Isso acontece principalmente quando a pessoa adota uma postura curvada e cabisbaixa. Pode haver uma sobrecarga na coluna lombar, causando dores nessa região”, pontua a fisioterapeuta.

As dores nas articulações também podem surgir por conta do estresse. A fisioterapeuta explica que devido à diminuição das defesas do organismo, o paciente estressado pode apresentar quadros de tendinite e dores generalizadas.

“Para manter as dores musculares bem longe a dica é praticar exercícios físicos que liberam a tensão, como caminhadas ou outros tipos de esportes. O importante é realizar atividades que tragam prazer. Porém, o acompanhamento de um médico é sempre muito importante”, reforça Mariângela.

4 – Baixa libido e problemas de fertilidade podem ser causados pelo estresse

O estresse também pode ser responsável por vários problemas íntimos. A fisioterapeuta ginecológica Roberta Struzani afirma que uma mulher que não consegue relaxar durante o dia pode levar o estresse para a cama, atrapalhando seu desempenho sexual e até sua fertilidade.

“Quando a mulher está sob efeito do estresse, ela libera substâncias como cortisol e alfa-amilase. Esta última interfere no hormônio progesterona, o que faz o ciclo menstrual diminuir, prejudicando também a fertilidade. No caso do cortisol, ele atrapalha a produção do óvulo e sua liberação para as trompas uterinas, local que ocorrerá a fertilização. Já no caso do homem, a liberação do cortisol pelo estresse interfere na produção de esperma”, explica Roberta.

O local onde ocorre a regulação do estresse no cérebro, chamado hipotálamo, também é responsável pelas respostas sexuais. Sendo assim, a atividade do hipotálamo aumenta quando a pessoa está estressada e dá menos atenção para as áreas da libido, do orgasmo e do prazer, diminuindo-as.

“O orgasmo, por sua vez, é um grande facilitador da gravidez. É através das contrações provocadas no momento do clímax sexual que o espermatozóide é encaminhado mais rapidamente às trompas uterinas – local onde o óvulo se encontra para que ocorra a fecundação”, pontua Roberta.

Ao tratar as causas do estresse, a liberação de endorfina aumenta, diminuindo a ansiedade. Segundo a terapeuta ginecológica, isso eleva o fluxo de sangue no útero, aumentando a espessura do endométrio.

“Este fluxo sanguíneo na região da vagina e útero também proporcionará mais sensibilidade e prazer local, aumentando novamente a libido”, orienta a especialista.

5 – Situações positivas também podem desencadear o estresse

O estresse também pode ser o responsável pela sensação de insegurança, angústia, irritabilidade e várias outros sentimentos que interferem na saúde emocional de alguém. Segundo a psicoterapeuta Celia Lima, a pessoa que não busca apoio profissional ou não constrói uma válvula de escape para aliviar a tensão, acabará sofrendo com o estresse, o que também poderá atingir pessoas próximas, como a própria família.

A influência do ambiente pode ser outro fator que desencadeia a sensação excessiva de tensão, mesmo que o evento seja algo encarado como positivo.

“Situações positivas como a reforma de uma casa, aliada ao nascimento de um bebê, podem desencadear tanto estresse quanto uma exposição a situações traumáticas ou ameaçadoras”, pontua a psicoterapeuta.

Um exemplo clássico de alteração de personalidade devido aos males do estresse é a pessoa que sofre as pressões do trabalho e descarrega suas frustrações exigindo a perfeição dos filhos. Para que a condição do estresse não interfira em uma vida emocionalmente saudável, é importante considerar a opinião de pessoas próximas, como familiares e amigos. Celia sugere que quando a pessoa começa a ouvir frases do tipo “como você está agressivo” ou “você fica nervoso por nada” significa que está na hora de olhar para si mesmo.

“Mudar o estilo de vida, trocar de emprego e dialogar mais com a família pode ajudar a resgatar o equilíbrio emocional”, conclui a especialista.

6 – Estresse prejudica a atenção e o sono

Os níveis excessivos de estresse não interferem somente no emocional e no físico de uma pessoa, como também na parte mental. Segundo o neurologista André Felício, o estresse influencia diretamente na memória e concentração.

“Algumas alterações neuroquímicas geradas pelo estresse prejudicam o ato de transformar a memória recente em memória de longo prazo”, afirma André.

Ainda de acordo com o neurologista, o estresse também dificulta a capacidade de prestar atenção em tarefas diversas. André ressalta que embora a atenção possa aumentar quando alguém está sob estresse, a habilidade de realizar multitarefas se perde. Além disso, a hora de dormir é um dos momentos mais prejudicados quando uma pessoa não consegue relaxar.

“O estresse gera ansiedade e um de seus efeitos é dificultar o início do sono, diferente do que acontece na depressão, na qual a dificuldade é manter o sono”, diferencia André.

 

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