Bruna Rafaele
Por Bruna RafaeleLeia em 1 min.28/12/2018 

3 dicas para evitar a angústia no fim do ano

Época do ano convida a reflexões, mas com uma virada de chave é possível entrar em 2019 com leveza

Muitas pessoas não percebem o que as impulsiona para se sentirem mal no final do ano, mas a sensação está ali, uns anos mais, outros menos. Mas certamente ter que participar de festas e encontrar pessoas, recordar de quem já não está mais aqui e, principalmente, repassar na memória metas não cumpridas e as novas que se quer alcançar podem causar algum tipo de angústia. E não é com essa energia que queremos entrar em um novo ciclo, não é mesmo?

O importante é entender que ninguém deve viver pressionado pelos “deveres sociais”. Cada um de nós pode e deve se sentir feliz e inteiro e não é preciso ter ninguém dizendo o que deve ser feito para cumprir com o papel social. Em muitos casos, isso é um desejo de terceiros que a pessoa tenta satisfazer, sem nem mesmo se dar conta de como se sente invadido pelo que o outro quer.

Metas: pegue leve com você

Nem tudo que se coloca como objetivo num prazo de um ano é possível de ser concretizado. Temos que viver com o que é possível, não com o impossível, uma utopia. Tudo que precisamos alcançar através de mudanças demanda tempo de amadurecimento, organização e execução do que se quer viver. Então, foque na sua saúde emocional para conseguir ter forças internas para entrar no movimento do que você deseja alcançar.

Os finais de ciclo nos lembram que a cada etapa da vida é preciso deixar ir coisas e pessoas que já não fazem mais sentido continuarem em nossas vidas para que o presente se torne mais leve. Assim, seguimos rumo a um presente melhor do que foi o passado. Praticar o desapego do passado também é essencial para se viver bem no presente.

Infelizmente, muitas pessoas buscam soluções instantâneas para assuntos complexos que precisam de atenção e com isso, elas negam seus processos de reconhecimento de que elas devem ser atuantes e não passivas frente aos seus desafios. Quando se toma consciência sobre este lugar do qual todos nós devemos nos colocar como dignos, começa a surgir maior clareza de que é possível estabelecer objetivos possíveis, a partir de uma vontade dentro de si de mudar.

Para refletir:

  1. Busque pensar sobre o que te deixa para baixo: Você mesmo/a ou alguém? Se for você, não se maltrate, pense em estabelecer como prioridade na sua vida ser seu melhor amigo. Se for outra pessoa, pense em quanta importância você dá ao que os outros falam e o valor que você dá ao que você sente. Por mais que você ame alguém, você não precisa deixar que essa pessoa te faça se sentir mal. Se atente a relacionamentos tóxicos e em que não há troca de afetos bons.
  2. Como bagagem para o próximo ano: você já pensou no quanto você aprendeu com suas experiências durante o ano? Quem sabe teve muito mais aprendizado do que momentos ruins? Será que vale à pena sofrer pelo que você não conquistou ou tirar de cada situação vivida um ensinamento sobre o que você quer realmente?
  3. A cada hora, dia, semana, mês e ano envelhecemos, mas o amadurecimento é opcional. O que isso significa? Que você pode escolher aprender com a vida ou deixar que tudo se repita e se negar a oportunidade de se desfazer do que você não quer mais para si. Parece que há situações que são um labirinto sem fim, que a cada solução que aparece, surge um novo problema, mas o que você acha de inverter a ordem e assim viver melhor? Para cada problema, acredite que há uma solução. Pense sobre isso e descubra maior leveza no seu dia a dia.
Bruna Rafaele

Bruna Rafaele

Psicanalista lacaniana, Mentora (FGV) e Mestre em Estudo da Linguagem (PUC-Rio). Atende pessoalmente e online.