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Prosperidade: como a busca pelo reconhecimento prejudica as finanças

Na visão sistêmica das constelações familiares, a forma como encaramos o trabalho pode exercer grande influência na forma como o dinheiro circula pela nossa vida

Prosperidade: como a busca pelo reconhecimento prejudica as finanças

Prosperidade é um assunto que está sempre entre os mais buscados no mundo virtual. Todos querem prosperar e ser felizes. Geralmente, o primeiro pensamento é ter dinheiro para ter uma vida tranquila e sem preocupações. Contudo, muitos trabalham em excesso e não sentem que recebem o que merecem – a famosa falta de reconhecimento.

Existem algumas dinâmicas ocultas que podem impedir a prosperidade. Especialmente a forma como encaramos o trabalho pode exercer grande influência na forma como o dinheiro circula pela nossa vida. Vamos entender melhor a visão sistêmica da Constelação Familiar sobre este tema.

Leis sistêmicas

Antes de tudo, precisamos conhecer as leis sistêmicas do pertencimento, da ordem e do equilíbrio, porque elas atuam sobre todos nós, mesmo que não concordemos ou as reconheçamos.

  • A lei do pertencimento afirma que quem pertence não pode ser excluído, pois, caso seja, retornará posteriormente ao sistema por sintoma ou crise em algum outro descendente.
  • A lei da ordem ou hierarquia diz que quem vem antes tem prioridade, pois chegou primeiro ao sistema e, por isso, é maior. Quem vem antes dá, e quem vem depois recebe.
  • Pela lei do equilíbrio, em relacionamentos sociais e afetivos deve haver troca e equilíbrio entre o dar e receber nas relações.

Trabalho tem relação com a mãe

Na visão das constelações, a relação com o trabalho está ligada à nossa mãe. Estou a serviço de algo, assim como a mãe se colocou a serviço ao dar à luz a você.

Se a postura diante da mãe é de crítica, você pode ter dificuldades de dar tudo de si no trabalho. Para sentir que estamos a serviço é preciso estar na ordem.

Reconhecer que a mãe é maior e que deu tudo que podia dentro de suas possibilidades é extremamente necessário. Tomar a mãe é acolher com gratidão a vida que veio através dela e seguir adiante.

A postura de olhar para o passado carregado de mágoas e ressentimentos pode impedir que a vida flua para a prosperidade.

Dinheiro ou reconhecimento como moeda de troca

Dinheiro não é energia, é dinheiro mesmo. Muitas crenças equivocadas em relação ao dinheiro podem impedir a prosperidade financeira.

O fato é que o dinheiro é uma moeda de troca para um serviço prestado. Se faço este serviço com amor, inteireza e gratidão, terei a contrapartida.

Quando você presta uma ajuda de forma profissional, é importante ter um preço pelo trabalho. Este preço é uma troca pela experiência, vivência, investimento. Receber dá dignidade ao outro que adquire o serviço.

Muitos profissionais de ajuda, principalmente em áreas terapêuticas, têm dificuldade de cobrar. Isso deve-se a crenças limitantes em relação ao autovalor e ao dinheiro, mas também à moeda de troca equivocada. No fundo, desejam reconhecimento pelo papel que desempenham e, inconscientemente, esta pode ser a forma de pagamento que almejam.

Mas o aplauso e a crítica são enganadores. Diz mais do outro do que de si. São as expectativas do outro que para ele são ou não atendidas. Caso se apoie em receber apenas isto que o outro oferece, você perde seu poder pessoal.

Onde está o reconhecimento

Se o reconhecimento é sua moeda de troca, então você já tem o que acha que precisa. Assim, o dinheiro e, muitas vezes, até o trabalho não permanecem por muito tempo.

O mais importante é preencher um vazio a partir do que o outro oferece. Essa necessidade é infantil. A criança precisa ser reconhecida o tempo todo, mas para adultos isso não funciona mais.

Nestes casos, geralmente há críticas e faltas em relação à mãe. Ela pode ter sido ausente, ou mesmo uma mãe muito crítica. Não é fácil crescer em um ambiente crítico e hostil, mas ao se tornar adulto você pode ressignificar.

Caso não consiga fazer por si mesmo, pode optar por ajuda profissional. A psicoterapia na visão sistêmica pode te abrir um novo olhar sobre sua postura diante de sua família de origem.

Este reconhecimento que talvez você queira da mamãe ou da família não é possível. Ele não pode mais vir do outro. Afinal, ele está dentro de você e só você pode se reconectar a ele novamente.

Ninguém diz o valor de quem você é. O valor vem de suas raízes, da sua fonte, de quem você é. Isso é que te faz singular. A sua origem, só você tem. E é isso que lhe dá um valor único, da forma que aprendeu no seu sistema, da conexão com seus pais.

Reconhecer seu autovalor e o valor do seu sistema de origem com gratidão, independente dos erros e acertos que ocorreram ali, é passaporte para uma vida leve e próspera.

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Maria Cristina

Maria Cristina

É psicóloga e consteladora familiar. Atende online e presencial na cidade de Belo Horizonte. Tem amor pela profissão e o desejo constante de auxiliar as pessoas a enfrentar suas crises e a buscar o autoconhecimento. Saiba mais