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Qual a relação entre família e alimentação?

Sua primeira relação com a comida é um importante passo para entender como está sua relação com o alimento hoje. Entenda neste artigo

Qual a relação entre família e alimentação?

A introdução alimentar na infância influencia diretamente no desenvolvimento do seu comportamento alimentar futuro. Saber como foi a sua primeira relação com a comida e entre sua família e alimentação é um importante passo para entender como está sua relação com o alimento hoje.

Para que um hábito seja modificado, é necessário compreender:

  • como foi criado esse hábito
  • qual é a causa
  • onde você aprendeu esse hábito
  • quem ensinou você sobre essa relação com alimento
  • refletir sobre qual padrão você está repetindo que engloba os motivos pelos quais se torna tão difícil modificar ou incluir um hábito na sua rotina diária

A primeira relação entre alimentação e família

A alimentação é um ato biológico voluntário e consciente de acordo com a necessidade do organismo. Entretanto, para o ato de comer, percebemos que a alimentação é influenciada pelo nosso inconsciente.

A comida envolve muitas emoções, comemos quando estamos tristes, estressados, para aliviar tensões, compartilhamos alimentos com quem gostamos e podemos perder o apetite ao vivenciar um luto.

A nossa primeira nutrição foi através do leite materno da nossa mãe. Ao sentir fome, o bebê chora e recebe o leite da mãe sendo fonte de alimento recebido como alívio da tensão e de prazer já que recebe também o colo e aconchego da mãe. Se nutrindo assim do cheiro, do colo, da voz, do afeto.

Quando essa relação foi positiva, sem grandes traumas, a relação com a comida se torna mais harmoniosa na vida adulta, mesmo que ocorra em algum momento alterações de peso, a pessoa consegue logo harmonizar sem efeito de punição ou preenchimento do “vazio” ao comer.

Adultos que chupam o dedo e a nutrição na infância

Na fase de amamentação, a ingestão alimentar não está presente, mas, a sucção do dedo gera prazer para a criança, acalma e alivia tensões. E quando se sente um vazio, uma falta, pode perdurar na fase adulta.

Uma mãe com questões psicológicas como depressão, excesso de ansiedade, se teve algum trauma tanto na gestação quanto na amamentação, pode gerar alteração do comportamento alimentar futuro na criança. Sobre ansiedade, você pode aproveitar e ler aqui sobre alimentos para amenizar ansiedade. E aqui sobre alimentos que podem aumentar a ansiedade.

Falhas na relação mãe-bebê, a forma como o bebê foi alimentado, como a criança sentiu o período de desmame, as frustrações decorrentes e intensas experiências de dor deixam marcas na busca por satisfação, que mais tarde poderão ser vistas em determinados comportamentos alimentares como a compulsão ou a recusa alimentar.

Após essa fase oral, o alimento pode se tornar a principal representação de afeto e alívio de tensões emocionais, condicionando a obesidade e os transtornos alimentares.

Assim como o adulto que chupa ou morde os dedos precisa trabalhar em terapia os motivos pelos quais isso ocorre. Alguns exemplos são: ansiedade, medo, angústia, não saber lidar com determinadas situações na vida e acabam alimentando esse comportamento como um vício inconsciente. É essencial buscar ajuda terapêutica para trazer para a consciência esses atos e ressignificar.

Como ressignificar a relação entre alimentação e família

Ressignificar a relação com a sua mãe, praticar o autoperdão, fazer terapia, trazer para a consciência os hábitos alimentares da sua família e decidir fazer diferente deles é essencial para que você tenha melhor relação com a sua alimentação.

Portanto, a sua alimentação vai depender do amadurecimento emocional para olhar pra si, reconhecer os seus reais desejos e escolher o que comer de forma consciente, sem dietas prontas e sim, respeitando seus próprios limites de maneira gentil e amorosa cosigo mesma.

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Priscila Monomi

Priscila Monomi

Nutricionista e Terapeuta de Thetahealing, desenvolve um trabalho de conscientização dos motivos que levam a pessoa a comer, identificando crenças alimentares e de vida. Em seus atendimentos online, une conhecimentos da nutrição consciente e intuitiva e técnicas terapêuticas. Saiba mais