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Primavera com El Niño forte: como preparar o corpo para a estação

Entenda por que as alergias pioram na primavera, o que o El Niño muda em 2026 por região e como cuidar do corpo com a Medicina Chinesa

Atualizado em

A Primavera marca uma transição importante no ciclo da natureza. Na perspectiva da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), um período de expansão, movimento e crescimento do Yang. É na Primavera também que o tema das alergias volta à rotina de muita gente, com espirros, coceira nos olhos e crises respiratórias.

É como se a natureza retomasse o movimento: as sementes germinam, as plantas florescem e os dias ficam mais longos. Esse movimento externo serve de referência para compreender como o organismo se adapta.

Mas a primavera de 2026 chega com uma particularidade climática. O El Niño já está estabelecido no Pacífico, o que muda temperatura, umidade e qualidade do ar de forma diferente em cada região do Brasil. E o corpo responde a tudo isso.

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Resumo sobre primavera e alergias

  • A primavera de 2026 começa em 22 de setembro, às 21h05 no horário de Brasília, com o Sol entrando em Libra.
  • O aumento de pólen, as mudanças de temperatura e a qualidade do ar podem desencadear ou agravar alergias respiratórias.
  • Na Medicina Chinesa, a primavera se liga ao Elemento Madeira, ao Fígado e ao fator climático Vento.
  • A capacidade de adaptação às mudanças se relaciona ao Pulmão, com participação de Baço e Rim.
  • Práticas integrativas complementam, e não substituem, a avaliação e o tratamento médico das alergias.

Quando começa a primavera de 2026

A primavera de 2026 começa em 22 de setembro, às 21h05 no horário de Brasília, junto com a entrada do Sol em Libra. A partir daí, os dias seguem ficando mais longos até o verão.

Em 2026, essa transição acontece sob um El Niño forte, então vale entender o que o fenômeno muda antes de falar de cuidados.

A primavera na Medicina Chinesa

Na Teoria dos Cinco Elementos da Medicina Tradicional Chinesa, a primavera se relaciona ao Elemento Madeira, que representa crescimento, expansão, movimento e capacidade de adaptação.

Dentro dessa correspondência tradicional, a Madeira se liga ao Fígado e à Vesícula Biliar, aos olhos e aos tendões, tendo a raiva como emoção associada e o Vento como fator climático.

Vale compreender essas associações dentro da linguagem própria da MTC, já que elas não correspondem diretamente às estruturas da fisiologia moderna.

Na primavera, portanto, a MTC recomenda atenção à capacidade de o corpo acompanhar esse movimento de expansão sem perder a regulação.

Por que as alergias podem aparecer ou piorar na primavera?

Rinite alérgica, conjuntivite alérgica e outras manifestações respiratórias podem sofrer influência de fatores ambientais. O aumento da circulação de pólen, as mudanças de temperatura e umidade, as partículas em suspensão e as alterações na qualidade do ar podem contribuir para o aparecimento ou o agravamento dos sintomas em pessoas suscetíveis.

Na linguagem da MTC, essas mudanças podem ser compreendidas pela influência do Vento, especialmente quando os sintomas têm início rápido e mudam de intensidade ou de localização.

A resposta do organismo também depende do seu estado de equilíbrio, e a capacidade de adaptação às condições externas se relaciona principalmente ao Pulmão, com participação de Baço e Rim.

Assim, a pergunta deixa de ser apenas qual agente provocou a crise e passa a incluir outra: como está a capacidade do organismo de responder ao ambiente? Essa é uma das características mais interessantes da perspectiva preventiva da MTC.

Primavera, Pulmão e proteção

Na fisiologia moderna, o sistema respiratório está diretamente exposto ao ambiente. Inspiramos grandes volumes de ar por dia e, com ele, partículas, poluentes e microrganismos. Na MTC, o Pulmão tem justamente essa relação simbólica e funcional com o exterior, e por isso os cuidados respiratórios ganham destaque nas mudanças de estação.

⚠️ Em 2026, esse cuidado merece atenção redobrada onde o calor, a baixa umidade e o aumento de queimadas possam comprometer a qualidade do ar. O monitoramento oficial aponta maior risco de incêndios entre agosto e outubro, principalmente na Amazônia, no Cerrado e em partes do Centro-Oeste. Observe sintomas como tosse, irritação nasal, falta de ar e chiado, e procure avaliação profissional quando necessário.

O que o El Niño muda nesta primavera

O El Niño foi confirmado em junho de 2026 e está estabelecido no Pacífico. Segundo o Painel El Niño 2026-2027 do INMET, há mais de 90% de chance de um evento muito forte no trimestre setembro-outubro-novembro, com previsão de chuvas acima da média em áreas do Sul e chuvas abaixo da média no centro-norte do país.

O fenômeno não produz o mesmo efeito em todo o território, então vale prestar atenção ao contexto local:

  • No Norte, períodos mais secos e quentes podem favorecer baixa umidade e concentração de partículas no ar.
  • No Nordeste, temperaturas elevadas e possível redução de chuvas tendem a aumentar a sensação de calor e o ressecamento das vias aéreas.
  • No Centro-Oeste, calor, seca e maior risco de queimadas pedem atenção especial.
  • No Sudeste, a combinação de calor, umidade, poluição e mudanças bruscas de temperatura pode influenciar sintomas respiratórios.
  • No Sul, a tendência é de mais chuva, inclusive episódios intensos, com destaque para o Rio Grande do Sul.

Por isso, falar de primavera em 2026 também é falar de adaptação, e ela muda de uma região para outra.

Como cuidar do organismo na primavera

A prevenção começa antes da crise. Na perspectiva da MTC, a mudança de estação é um bom momento para observar alimentação, sono, digestão, respiração, emoções e energia. Alguns cuidados simples ajudam a manter uma rotina mais equilibrada:

  • Priorizar uma alimentação variada, com verduras, legumes, frutas e alimentos minimamente processados.
  • Manter boa hidratação, sobretudo nos períodos de calor e baixa umidade.
  • Observar quais alimentos parecem piorar sintomas digestivos ou respiratórios em você.
  • Reduzir o excesso de álcool, frituras e ultraprocessados.
  • Manter atividade física regular, respeitando temperatura, umidade e qualidade do ar.
  • Evitar exercícios ao ar livre em períodos de fumaça ou baixa qualidade do ar.
  • Cuidar do sono e dos períodos de descanso.
  • Ventilar os ambientes quando o ar externo estiver adequado.
  • Manter a limpeza de roupas de cama e ambientes, reduzindo poeira e ácaros.
  • Observar irritabilidade e tensão, dentro da perspectiva da MTC sobre o Elemento Madeira.

E os chás?

A tradição da MTC e o uso popular de plantas trazem várias infusões usadas para conforto digestivo, relaxamento e hidratação. Hortelã, melissa e camomila, entre outras, podem fazer parte de uma rotina de autocuidado.

💡 Vale evitar a ideia de que um chá depura o fígado ou trata sozinho uma alergia. Plantas medicinais também têm efeitos farmacológicos e podem apresentar contraindicações ou interações com medicamentos, então o uso frequente ou com finalidade terapêutica pede orientação de um profissional habilitado.

Acupuntura e práticas integrativas

A MTC trabalha com uma visão individualizada. Em vez de tratar apenas o sintoma isolado, procura compreender padrões relacionados à forma como cada pessoa responde às mudanças internas e externas.

A acupuntura pode ser usada como prática complementar dentro de um plano individualizado.

Da mesma forma, práticas como meditação, exercícios respiratórios e técnicas de relaxamento podem contribuir para o manejo do estresse e para a percepção corporal.

Essas práticas funcionam como instrumentos de promoção de saúde e qualidade de vida, e não como substitutas da avaliação médica ou do tratamento das doenças alérgicas.

Primavera também é tempo de observar

A primavera lembra que o organismo não está separado do ambiente. Temperatura, umidade, qualidade do ar, alimentação, sono, movimento e emoções fazem parte de um mesmo cotidiano, e a intensidade dessas influências muda de pessoa para pessoa e, em 2026, também de região para região.

Na linguagem da MTC, a estação convida ao movimento da Madeira: crescer sem perder flexibilidade, expandir sem perder equilíbrio e adaptar-se sem gastar mais energia do que o necessário. Talvez esse seja um dos maiores ensinamentos da primavera: observar antes, regular antes e adaptar antes, em vez de esperar o corpo adoecer para começar a cuidar.

E, quando os sintomas aparecem ou se intensificam, sobretudo falta de ar, chiado e crises respiratórias importantes, a avaliação de um profissional de saúde continua sendo fundamental.

Perguntas frequentes sobre primavera e alergias

Quando começa a primavera de 2026? No Hemisfério Sul, a primavera de 2026 começa em 22 de setembro, às 21h05 no horário de Brasília, junto com a entrada do Sol em Libra. A data marca o Equinócio de Primavera, quando o dia e a noite têm duração praticamente igual. A partir dela, os dias vão ficando gradualmente mais longos até a chegada do verão, em dezembro. Vale lembrar que a mudança de estação não acontece de forma idêntica em todo o país, já que temperatura, umidade e chuvas variam bastante entre as regiões brasileiras.

Por que as alergias pioram na primavera? Na primavera, o aumento da circulação de pólen, as mudanças de temperatura e umidade e as alterações na qualidade do ar podem desencadear ou agravar quadros como rinite e conjuntivite alérgica em pessoas suscetíveis. Na linguagem da Medicina Chinesa, essas mudanças se associam ao Vento, sobretudo quando os sintomas têm início rápido e mudam de intensidade. A resposta do corpo também depende do seu equilíbrio, e a capacidade de adaptação se relaciona ao Pulmão. Em crises respiratórias importantes, a avaliação médica é fundamental.

O El Niño pode influenciar a primavera de 2026? Sim. O El Niño foi confirmado em 2026 e, segundo o INMET, há mais de 90% de chance de um evento muito forte entre setembro e novembro. O fenômeno favorece chuvas acima da média no Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, e condições mais secas e quentes no Norte, no Nordeste e no Brasil Central. Também há preocupação com queimadas na Amazônia e no Pantanal. Para a saúde respiratória, isso significa observar o contexto local, já que a qualidade do ar pode variar muito entre as regiões.

Como prevenir alergias na primavera segundo a Medicina Chinesa? A perspectiva da Medicina Chinesa é preventiva e individualizada. Em vez de focar apenas no sintoma, observa como a pessoa responde ao ambiente, com atenção ao Pulmão e à capacidade de adaptação. Na prática, alguns cuidados ajudam: manter boa hidratação, alimentação variada, sono adequado, ambientes limpos e ventilados quando o ar externo está bom, e evitar exercícios ao ar livre em dias de fumaça. A acupuntura pode entrar como prática complementar. Nada disso substitui o tratamento médico das doenças alérgicas.

Chá de boldo ou de outras plantas cura alergia ou limpa o fígado? Não. Nenhum chá depura o fígado nem trata sozinho uma alergia. Algumas plantas, como hortelã, melissa e camomila, podem fazer parte de uma rotina de autocuidado, associadas ao conforto e à hidratação. Mas plantas medicinais têm efeitos farmacológicos e podem apresentar contraindicações e interações com medicamentos. Por isso, o uso frequente ou com finalidade terapêutica pede orientação de um profissional habilitado. Para sintomas alérgicos persistentes, o caminho é a avaliação médica, com as práticas integrativas atuando apenas como complemento.

Referências

Eric Flor

Eric Flor

Eric Flor é terapeuta integrativo formado em fisioterapia, acupunturista e mestre em Reiki. Faz atendimentos online e presenciais em João Pessoa com Auriculoterapia, Ventosaterapia, Moxaterapia, Orgoniteterapia, Cristalterapia e Pranic Healing (Cura Prânica) na promoção de saúde em todos níveis, equilíbrio e bem-estar.

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