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Nova NR-1 e saúde mental: o marco da segurança no trabalho em 2026

Nova NR-1 muda as regras da saúde mental em 2026. Descubra como líderes devem atuar para prevenir o adoecimento e cumprir a legislação

Atualizado em

Estamos vivendo um marco histórico no Brasil. Com a Nova NR-1, a saúde mental deixou de ser apenas um tema individual ou subjetivo e passou a ocupar, de forma definitiva, o centro das discussões sociais, organizacionais e políticas.

Com essa atualização, o cuidado com o bem-estar emocional tornou-se uma exigência técnica e legal nas empresas.

Este artigo foca nas mudanças estruturais e legais. Para entender como preparar o seu terreno interno e pessoal para este ano, recomendo que leia nosso artigo anterior:

  • Janeiro Branco 2026: convite para escrever uma nova história

Esse movimento exige de todos nós um novo olhar — mais responsável, mais humano e mais sistêmico. Abaixo, detalho o que muda na lei e por que isso é urgente.

O que é a NR-1 e por que ela se tornou tão relevante?

A NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1) é uma norma vinculada à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada em 1978, com o objetivo de estabelecer diretrizes gerais sobre saúde e segurança no trabalho.

Durante décadas, a NR-1 esteve focada principalmente nos riscos físicos, químicos e biológicos. Em 2019, houve um avanço com a obrigatoriedade do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). No entanto, nada se compara à atualização recente.

Em 2025, a norma passou por uma mudança sem precedentes: a inclusão explícita da saúde mental e dos riscos psicossociais como responsabilidade das organizações. Isso representa uma quebra de paradigma no mundo corporativo.

O colapso da saúde mental em números

Essa transformação não surgiu do nada; ela nasce de uma realidade dura. Vivemos hoje um colapso de saúde mental. Os números de afastamentos por transtornos como ansiedade, depressão e burnout cresceram de forma exponencial.

Para termos dimensão da gravidade, dados do Ministério da Previdência Social e do INSS mostram que:

  • Crescimento explosivo: Entre 2014 e 2024, os afastamentos por transtornos mentais cresceram cerca de 1000%.
  • Efeito Pandemia: Em 2020, foram registrados aproximadamente 90 mil afastamentos.
  • Cenário Atual: Em 2024, esse número ultrapassou 472 mil afastamentos (aumento de mais de 400% em relação a 2020).

Esses dados não falam apenas de estatísticas. Eles falam de pessoas, de famílias e de histórias atravessadas pelo sofrimento.

Burnout não é o problema — é o sintoma

Quando falamos em burnout, é fundamental compreender algo essencial: o burnout é a ponta do iceberg. Se uma pessoa chega ao adoecimento, existe um ecossistema inteiro em desequilíbrio ao seu redor.

O adoecimento individual funciona como uma denúncia: algo naquele ambiente não está saudável. É comum surgir a pergunta: “Mas o problema é da empresa ou da pessoa que já chegou adoecida?”

Hoje, a ciência e a epigenética respondem com clareza: o ambiente influencia diretamente a expressão genética.

  • Ambiente saudável: Mesmo com predisposição genética, se a pessoa estiver em um ambiente com segurança psicológica e escuta, a chance de adoecer é muito menor.
  • Ambiente tóxico: Funciona como “gasolina e fósforo”, potencializando e agravando o sofrimento.

Burnout: como tratar a partir das emoções com terapias

Saúde mental é um tema sistêmico

Não existe “vida pessoal” de um lado e “vida profissional” do outro. Existe uma única vida. Se alguém não está bem emocionalmente, isso atravessa todas as áreas.

Esse tema não é apenas técnico para mim. Ele também atravessa minha história pessoal. Minha mãe cometeu suicídio no final da década de 90, e esse impacto reverbera até hoje em toda a minha família.

Por isso, afirmo com responsabilidade: saúde mental não é um problema de uma pessoa. É um problema coletivo. Prevenir o adoecimento é, no fim das contas, prevenção de suicídio e cuidado com a vida.

Teste: você sabe cuidar da sua saúde mental?

Nova NR-1 e saúde mental: o que muda a partir de 26 de maio de 2026?

A partir de 26 de maio de 2026, a NR-1 passa a exigir que os riscos psicossociais sejam avaliados e considerados dentro da gestão de saúde e segurança do trabalho.

Isso significa que as empresas — independentemente do tamanho ou faturamento — precisarão:

  • Olhar para o ambiente emocional e psicológico.
  • Criar ações efetivas de prevenção.
  • Promover segurança psicológica.
  • Desenvolver políticas reais de cuidado.
  • Assumir responsabilidade sobre o ecossistema que constroem.

Como você tem cuidado da sua saúde mental?

Diante desse novo cenário, convido você a uma reflexão sincera. Saúde mental é saúde integral. Atividade física, contato com a natureza, respiração, meditação e terapias integrativas são fundamentais.

Mas lembre-se: processos clínicos devem ser conduzidos por psicólogos e psiquiatras.

Pergunte-se hoje:

  • Como está a minha saúde emocional?
  • Como cuido do meu corpo, alimentação e nível de estresse?
  • Como posso silenciar o excesso de ruído interno?
  • Quando foi a última vez que busquei ajuda profissional?

Um convite à consciência e à ação

A atualização da NR-1 vai muito além de uma norma; é um chamado para romper o silêncio e a normalização do adoecimento.

Se você é líder, empresária(o), empreendedora(or) ou alguém que sente o chamado de integrar saúde mental, propósito e presença, quero te convidar para aprofundar esse olhar.

Nos dias 30, 31 de janeiro e 1º de fevereiro, estarei conduzindo a Imersão Líderes da Nova Era — um espaço de autoconsciência, integração e cuidado, para quem entende que liderar começa por si.

Saiba mais e inscreva-se na Imersão

Amanda Figueira

Amanda Figueira

Psicóloga, professora, mentora e especialista em comportamento humano. Tem como propósito, apoiar pessoas em seus processos de transformação através da psicoeducação, do autoconhecimento e do acolhimento e ressignificação das suas próprias histórias, utilizando uma metodologia própria e inovadora que já foi testada em mais dos 10 mil atendimentos realizados nos últimos 15 anos.

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