Ceci Akamatsu
  • Por Ceci Akamatsu
  • Leia em 3 min.
  • 12/08/2009
  • Atualizado em 08/04/2019 às 14:57

Você respeita seus limites?

Vença a resistência em reconhecer suas limitações e viva mais feliz

Você respeita seus limites?

Você respeita seus limites? Força seu corpo a permanecer acordado mais horas do que ele aguenta? Não consegue dizer não para os outros, se sobrecarregando de responsabilidades e atividades? Coloca-se em situações e relacionamentos com os quais não está em condições mentais ou emocionais para levar adiante? Obriga sua mente a trabalhar mesmo quando ela não já não suporta mais?

Quando não respeitamos nossa identidade física com seus potenciais e limitações, corremos o risco de mal utilizar nosso corpo, causando lesões e danos. Uma pessoa muito insatisfeita com sua aparência física, por exemplo, pode criar distúrbios como anorexia, ou exercitar-se demais e machucar-se. Se alguém tem diabetes ou alergia a algum alimento, mas insiste em comer o que lhe faz mal, agrava sua doença. Assim também são igualmente nocivos os desrespeitos às nossas identidades emocional, mental e espiritual.

Normalmente focamos no que gostaríamos de ser, e não necessariamente em quem realmente somos. Isso leva ao famoso sentimento de vazio.

Se a pessoa que desejamos ser está de acordo com nossos limites, com nossa real identidade, seremos satisfeitos e plenos. Entretanto, quando nos pautamos pela verdade dos outros ou na ilusão externa, e não na própria verdade, isso nos leva a muitos tropeços e dor.

Busca por aceitação

Reconhecer os limites da própria identidade nem sempre é um processo agradável. Em um primeiro momento, surge a resistência em aceitá-los. A voz interna do ego-negativo nos gera medo e insegurança, nos fazendo acreditar que se assumirmos nossa verdade, não seremos bons o suficiente ou aceitos, e que nos sentiremos aprisionados e limitados. É preciso nos desapegar das ilusões, de sonhos que aparentemente nos movem, mas na realidade são exatamente aqueles que nos levam para o vazio e frustração.

Quanto mais abertos estamos para buscarmos quem realmente somos e para assumirmos nossa verdade, permitindo-a aflorar, sem o apego às imagens e padrões pré-estabelecidos, mais leve e natural é o processo.

Uma vez reconhecidos os limites de sua identidade, o próximo passo é fazer novos acordos com você mesmo e com quem se relaciona. Passe a trabalhar as horas que seu corpo aguenta. Explique que não pode fazer o favor ao outro, pois isso o sobrecarregaria e o resultado de um favor mal atendido prejudicaria ambos.

Aceite que no momento não está preparado para estar em uma situação ou relacionamento, explicando seus motivos ao outro e se permitindo afastar-se para rever sua identidade. Assim, pode utilizar esses verdadeiros, mas de alguma maneira novos, limites de modo suave e justo.

Você pode,  inclusive, aprimorar seus limites, assim como se faz com seus músculos na musculação. Uma coisa é levantar cem quilos, não estando preparado para isso e se lesionar. Outra, é treinar, começando com pesos leves, aumentando gradativamente até chegar a 100 kg. Os limites podem ser trabalhados para se tornarem mais flexíveis e fortalecidos, mas respeitando sua verdade e identidade, sem precisar rompê-los e se machucar.

Como saber se estamos respeitando nossos limites?

Esteja atento aos seus sentimentos e impressões, ainda que muitas vezes eles sejam bem sutis.Sabe aquele leve mal estar ou aquela voz baixinha lá no fundo lhe dizendo que algo não é bom? Ou quando você sorri de modo forçado, com sentimento de peso e obrigação?

Dê atenção aos seus sentimentos e impressões, ainda que muitas vezes eles sejam bem sutis.Sabe aquele leve mal estar ou aquela voz baixinha lá no fundo lhe dizendo que algo não é bom?

Muitas vezes você sente e sabe que algo não será positivo. Ainda assim ignora sua verdade, desrespeitando-se e machucando-se, não é verdade? Mas a cada segundo você tem a escolha de fazer diferente, optando pelo respeito a si mesmo. Por que não começar agora?

Mais reflexões sobre seus limites

  • Quando alguém lhe pede algo, você avalia se isso vai ou não lhe sobrecarregar, e se realmente deseja atender ao pedido?
  • Quando não atende aos outros, sente-se insuficiente?
  • Sente-se sempre cansado e sugado?
  • Sente-se oprimido ou tem sensação de peso em seus relacionamentos?
  • Precisa atender às expectativas, próprias e dos outros, muitas vezes passando por cima dos seus reais desejos?
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Ceci Akamatsu

Ceci Akamatsu

Terapeuta Acquântica, faz atendimentos presenciais no Rio de Janeiro, em São Paulo e à distância. É a autora do livro Para que o Amor Aconteça, da Coleção Personare.  Saiba mais