Como se masturbar de forma consciente para aumentar o prazer

Vamos falar sobre como se masturbar para que você possa cuidar ainda mais de você, do seu prazer e do seu amor-próprio!

Como se masturbar de forma consciente para aumentar o prazer

Sexo é muito mais do que prazer. Sexo também mexe com nossa autoestima, autoconfiança, coragem, criatividade, sensualidade, iniciativa… E vale sexo com si mesma? Claro! Sempre! A mulher que lida bem com sua sexualidade, que consegue permitir entrega total, pode começar a ativar as conexões neurais poderosas que a tornam mais segura e mais motivada a explorar os caminhos da vida. Por isso, vamos falar sobre como se masturbar para que você possa cuidar ainda mais de você, do seu prazer e do seu amor-próprio!

Alias, quando o sexo é bem feito e estimulado, podemos fazer descarga adrenérgica (secreção do corpo dos neurotransmissores adrenalina e norepinefrina) que ocorre no momento do orgasmo. Ou seja, orgasmo traz bom humor, descarrego de emoções e pode até auxiliar a diminuir a Tensão Pré-Menstrual (TPM).

Como se masturbar de modo consciente

Além da masturbação ser um ato de amor consiga mesma, também é imprescindível para que você comece a estimular seu corpo e descubra suas zonas erógenas. Você conhece seu clitóris e sabe como gosta de ser estimulada nele? Conhece seu ponto G? Sabe quais são as partes do seu corpo de maior sensibilidade?

Apesar de muito delicada, a rede neural da vulva e do clitóris é imensamente poderosa quando tocada de forma correta. E a melhor forma de ativar esse sistema é se tocando.

No entanto, muitas mulheres não sabem dar prazer a si mesmas. Por isso, aqui vão cinco dicas sobre como se masturbar de modo consciente.

1 – Masturbação consciente para começar

A maioria das mulheres primeiro começa a se tocar, para depois ficar excitada. E isso pode ser uma questão importante. Atritar a vagina sem estar excitada pode calejar as terminações nervosas da região, que são delicadas. Então, a vulva vai adormecendo, ou seja, a pessoa vai sentindo cada vez menos prazer, o que diminui a libido e dificulta o orgasmo.

O dica é: comece a se masturbar de maneira consciente. Antes de se tocar, busque estímulo mental que provoque seu desejo, seja uma lembrança ou uma fantasia.

2 – Usar lubrificante pode ser muito bom

Muitas vezes, a própria lubrificação natural da vagina não é suficiente. Por isso, usar lubrificante à base de água, hidratantes vaginais ou óleo de coco pode ser muito bom. Alias, óleo de coco é uma opção mais natural que pode até hidratar a mucosa e proteger de bactérias.

Mas, atenção: o óleo de coco não pode ser usado junto com o preservativo, pois corre o risco de romper a proteção!

Alias, se tocar “a seco” pode atritar grosseiramente e calejar as terminações nervosas. Quando não estamos devidamente lubrificadas, é possível causar mini fissuras vaginais. E essas fissuras podem abrir portas para bactérias.

Usar a saliva como lubrificante também não é legal porque pode ocorrer rápida oxidação da pele e prejudicar a lubrificar correta na “hora h”.

3 – Excitação pode começar fora da cama

O desejo feminino pode (e muito!) ser estimulado bem antes do sexo ou da masturbação.

É muito bom poder alimentar sua mente para que a masturbação possa ocorrer de forma saudável. Quanto menos estímulo mental você se der a si mesma, mais terá que se esforçar no atrito físico, o que pode prejudicar sua sensibilidade íntima.

A ideia, então, é que a masturbação também aconteça na mente. E como fazer isso? Escolhendo o recurso que mais vai contribuir para sua excitação. Para algumas mulheres será ler contos eróticos, outras vão preferir ter conversas picantes online, umas fantasiarão histórias em sua mente, verão filmes românticos… Encontre a melhor forma de excitar sua mente e tente começar esse estímulo antes de se tocar.

4 – Vá além das mãos

Apesar de muitas mulheres utilizarem apenas as mãos para se tocarem, pode ser legal oferecer a si mesma outros estímulos. Por exemplo:

  • vibradores (mas com moderação, ok? O uso excessivo pode machucar)

  • estímulo clitoriano com a mão, enquanto introduz um dildo na vagina ao mesmo tempo

  • cremes que provocam sensações de quente/frio

  • varinha do prazer

5 – Descubra o gatilho que aumenta seu prazer

Enquanto você se masturba ou tem relação sexual com alguém, seu cérebro fornece ao corpo informações sobre o que está sentindo. O problema é que nem sempre essas informações são reais.

Por exemplo, já dirigiu por horas na estrada e, quando você saiu do carro, teve a sensação de que ainda está em movimento? Ou você já foi a um brinquedo que gira, em um parque de diversões, e ao sair ainda se via girando? É isso que acontece!

Gatilhos negativos podem tornar o sexo negativo, sem que de fato esteja sendo. Por exemplo: digamos que você tenha se sentido usada por uma pessoa que pareceu não te dar muito valor no passo. E essa pessoa pegou sua mão e colocou na genital dela, para tocá-la. E se agora você se bloqueia em situações semelhantes com outras pessoas pode ser o cérebro dando sinais negativos mesmo que a atual relação seja ótima. Um gatilho mental negativo foi ativado.

O contrário também acontece: quando encontramos um gatilho para uma relação positiva, isso também pode servir de gatilho para a próxima ser boa. Exemplo: digamos que você teve um sexo maravilhoso, escutando o som da chuva. Toda vez que ouvir este mesmo barulho pode ter a impressão que o ato tornou-se igualmente maravilhoso, porque seu cérebro emite sinais para isso.

Portanto, é preciso ter essa consciência para aprender a “manipular” a atividade sexual, especialmente durante a masturbação, onde você é quem comanda a atividade do início ao fim. Pegue algo de que gosta e amplie essa sensação para usufruir dela quando necessário. Como uma música específica, uma forma de tocar alguma parte do corpo, uma fantasia. Forme seu próprio gatilho positivo na masturbação e amplie essa sensação boa durante suas relações a dois, para que elas sejam mais prazerosas.

6 – Limpe as memórias nocivas da sua vagina

Pouca gente sabe disso, mas as experiências vividas por uma mulher podem se acumular no útero e no canal vaginal. Portanto, quando você vive algum medo, mágoa, trauma ou dificuldade, tudo isso fica registrado para sempre em forma de memória celular nestes órgãos.

É possível que uma mulher não consigar ter orgasmo porque seu útero está lotado de memórias nocivas em relação à sexualidade. E por mais que ela não lembre conscientemente desses registros, eles continuam reverberando.

Por exemplo, quando a menina passa anos ouvindo frases do tipo: “fecha as pernas!”, o que pode ficar registrado nela é a crença inconsciente de que sua vagina precisa ser fechada, abafada, escondida.

Ou uma mulher que veio de uma família que orientava sobre sexo só após o casamento. Neste caso, ela pode se ver obrigada a reprimir seu desejo sexual. Com o tempo, essa memória celular registrada no útero começa a reverberar o sentimento de que fazer amor ou se masturbar é errado, perigoso, pecaminoso.

Algo muito comum também é uma mulher ter sofrido um tipo de abuso, muitas vezes sem se dar conta disso. Quando você se sente “pressionada” a ir para cama com alguém (seja para agradar, por medo de perder a pessoa ou outras questões) seu corpo entende que aquilo é uma violação e pode travar e não permitir a entrega ao prazer.

Além dessas situações citadas acima, outros acontecimentos na vida também podem ter ficado registrados na forma de memória celular em seu corpo, afetando seu prazer na cama. Por exemplo: assédios, traições, situações nas quais se sentiu diminuída ou ridicularizada, etc. 

Você pode trabalhar os impactos destes acontecimentos na sua mente e também em uma limpeza de memória de seu útero.

É por isso que oriento toda mulher a fazer uma vivência conhecida como “Reconsagração do Ventre. Este método é feito em uma única vivência. Nele, realizamos práticas de pompoarismo e respiração, para melhorar sua saúde genital e também “puxar” as memórias instaladas no seu útero e vagina.

O útero reage à Reconsagração e começa a se contrair para expulsar as memórias. O processo é tão forte que a maioria das mulheres sente cólicas durante a vivência, por conta das contrações de expulsão.

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Roberta Struzani

Roberta Struzani

Terapeuta especializada em sexualidade e saúde ginecológica. Realiza atendimentos presenciais e online focados no autoconhecimento, na elevação da autoestima e na saúde do aparelho reprodutor feminino. Sua principal ferramenta de trabalho é o Pompoarismo. Saiba mais