5 perguntas para descobrir que tipo de mãe você realmente quer ser
Descobrir a forma ideal de lidar com a maternidade pode ser mais simples do que se imagina
Por Amanda Figueira
Decidir engravidar (ou repensar como exercer a maternidade) costuma trazer um turbilhão de dúvidas: será este o momento certo? Que tipo de mãe você quer ser? Sua carreira muda? E se a sua intuição apontar um caminho diferente daquele que todo mundo defende?
Essas perguntas são naturais e cada resposta tende a estar mais perto do que você imagina. O ponto de partida é simples: nenhum estilo de maternagem é universal e a melhor versão é aquela que faz sentido para você, para o seu bebê e para o seu contexto de vida.
Antes de buscar respostas em livros, profissionais ou avós experientes, vale escutar você mesma. Este texto reúne reflexões práticas para te ajudar a identificar o seu próprio caminho, com leveza e coerência.
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O que define o seu tipo de mãe
O seu tipo de mãe começa a se desenhar muito antes da gestação. Ele indica a forma como você lida com cuidado, presença, limites, autonomia e prioridades de vida.
Algumas mulheres preferem uma maternagem que respeite integralmente o tempo do bebê. Outras encontram equilíbrio retomando rotinas de trabalho, treinos ou estudos com agilidade. Ambas as escolhas podem ser legítimas, desde que estejam em sintonia com quem você é.
💡 Vale destacar: estilo de maternagem não significa rigidez. Ele tende a evoluir conforme o bebê cresce, conforme sua história muda e conforme você se conhece melhor.
Por que não existe um modelo único de maternagem
A cultura atual circula uma quantidade enorme de informações sobre criar filhos. Existem livros, redes sociais, especialistas, gurus, fóruns e conselhos de família. Esse excesso pode confundir mais do que orientar.
Quando se nasce um bebê, nasce também uma nova mãe. Junto com ela, surge uma forma única de maternar, construída a partir da história, dos valores e do contexto daquela mulher. Por isso, comparar o seu caminho com o de outras mães raramente entrega uma resposta útil.
A pergunta verdadeira não envolve escolher entre estilos rotulados. Envolve descobrir o que faz sentido para você dentro do seu sistema de vida.
Como descobrir que tipo de mãe você quer ser
Encontrar o seu estilo de maternagem pede escuta interna e algumas reflexões práticas. Esses três caminhos podem facilitar o processo.
Conecte-se com os seus valores
Tudo o que fazemos ganha sentido quando está alinhado com aquilo que acreditamos ser importante. Pergunte-se quais valores você quer transmitir ao seu filho e como gostaria de ser lembrada como mãe.
Esse exercício ajuda a filtrar conselhos externos e a identificar o que realmente te representa. Ferramentas de autoconhecimento, como o Mapa Astral, costumam ampliar essa percepção ao mostrar suas potências, desafios e padrões emocionais.
Escute a sua intuição
A intuição materna tende a ser uma das ferramentas mais subestimadas no processo. Profissionais, mães experientes e familiares oferecem informação valiosa, mas a decisão final sempre passa por você.
Antes de adotar um conselho, observe como o seu corpo reage. Há leveza? Há tensão? Essa resposta interna costuma ser mais sábia do que qualquer manual.
Avalie a sustentabilidade da sua escolha
Toda escolha de maternagem precisa caber na sua realidade prática. Avalie se a opção é segura, sustentável no tempo e compatível com sua saúde emocional, financeira e física.
Uma escolha que parece linda no papel, mas que te esgota em poucas semanas, dificilmente sustenta uma criação saudável. O equilíbrio entre ideal e possível é parte essencial do processo.
Os principais tipos de mãe (na perspectiva da maternagem)
Embora não existam categorias rígidas, alguns estilos costumam aparecer com mais frequência. Conhecer essas referências ajuda você a se localizar, sem precisar se encaixar em uma única caixinha.
Mãe que respeita o tempo do bebê
Esse estilo prioriza o ritmo natural da criança, com colo livre, amamentação em livre demanda e proximidade física frequente. Tende a valorizar conexão, vínculo e desenvolvimento emocional como pilares centrais.
Mãe que retoma a rotina rapidamente
Algumas mulheres encontram segurança em voltar logo às atividades pré-maternidade, como trabalho, exercícios ou vida social. Esse estilo indica uma identidade que se mantém ativa em diversos papéis simultaneamente.
Mãe que se dedica integralmente ao filho
Há mulheres que sentem o desejo genuíno de pausar a carreira ou outras dimensões da vida para mergulhar na maternidade. Quando essa escolha é coerente com seus valores, costuma trazer satisfação profunda.
Mãe que concilia maternidade e carreira
Conciliar é o caminho de muitas mulheres contemporâneas. Esse estilo tende a exigir rede de apoio sólida, organização e a aceitação de que nem tudo será perfeito o tempo todo.
❤️🩹 Nenhum desses estilos é melhor que o outro. O que define a saúde da maternagem é a coerência entre escolha e identidade, não o rótulo.
O senso ecológico nas escolhas maternas
Antes de fechar uma decisão importante, vale aplicar o que se chama de senso ecológico. A pergunta central é: essa escolha interfere negativamente em alguém ao meu redor?
Se a resposta for sim, talvez seja o caso de ajustar o caminho de modo que sua decisão promova bem-estar para todo o sistema. Quando há congruência entre o que você quer, o que seu bebê precisa e o que sua família suporta, a maternagem tende a fluir com mais leveza.
📌 Repita como mantra: mamãe feliz, bebê feliz, entorno feliz. Esse princípio ajuda a manter o equilíbrio nas decisões cotidianas.
Quem se interessa por planejar grandes ciclos da vida com mais consciência tende a se beneficiar de ferramentas como o Mapa do Ano da Numerologia, que sugere a energia predominante do ciclo atual.
Conclusão
Descobrir o seu tipo de mãe é um processo de escuta, reflexão e autenticidade. Não há resposta única, nem manual definitivo. Há você, seu bebê e o contexto que vocês compartilham.
Confie na sua intuição, respeite seu ritmo e avalie cada escolha com gentileza. A maternagem mais saudável tende a ser aquela que nasce do encontro entre quem você é e o que faz sentido para a sua família.
E lembre-se: a mãe que você está se tornando é única. Esse é, provavelmente, o seu maior superpoder.
Psicóloga, professora, mentora e especialista em comportamento humano. Tem como propósito, apoiar pessoas em seus processos de transformação através da psicoeducação, do autoconhecimento e do acolhimento e ressignificação das suas próprias histórias, utilizando uma metodologia própria e inovadora que já foi testada em mais dos 10 mil atendimentos realizados nos últimos 15 anos.
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