Saúde mental como prioridade: como reconhecer sinais e agir além do Janeiro Branco
Saúde mental como prioridade vai além do discurso. Descubra como identificar sinais de adoecimento e aplique 5 ações práticas
Por Amanda Figueira
Encerrando os artigos do mês de janeiro — e aproveitando a força simbólica e coletiva do Janeiro Branco — chegamos a um ponto essencial desta conversa: compreender a saúde mental como prioridade.
Estamos entrando em um ano que marca um momento histórico para o bem-estar emocional no Brasil. Nunca se falou tanto, nunca se legislou tanto e nunca foi tão urgente olhar para esse tema com seriedade, profundidade e responsabilidade coletiva.
Mas, afinal, como reconhecemos o sofrimento antes que ele se torne um transtorno? E qual é o nosso papel — individual e coletivo — nesse cuidado?
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O sofrimento começa antes do transtorno
Para tratar a saúde mental como prioridade, precisamos entender que o adoecimento não ocorre da noite para o dia. Em artigos anteriores, mencionei o burnout como a ponta do iceberg.
Quando alguém adoece, raramente isso acontece de forma isolada. Existe um contexto maior envolvido:
- Um ambiente adoecido;
- Um ecossistema em desequilíbrio;
- Outras pessoas sofrendo em silêncio ao redor.
Por isso, saúde mental não é apenas uma questão individual, ela é sistêmica. Todos nós somos, de alguma forma, corresponsáveis pelo ambiente que criamos, pelo silêncio que sustentamos, pelas relações que alimentamos e pelas atitudes que reforçamos — ou interrompemos.
Não se calar também é cuidado. Olhar, perceber, acolher e agir são as formas mais potentes de prevenção.
Leia também: Como identificar os sintomas de Burnout e buscar ajuda
Tudo começa em mim: a autorresponsabilidade
Antes de cuidar do outro, existe uma pergunta inevitável que precisamos fazer: o que eu estou fazendo pela minha própria saúde mental?
Se eu não olho para mim, dificilmente consigo olhar para o outro com qualidade. Se eu não cuido de mim, não sustento o cuidado fora. Costumo dizer que o melhor terapeuta de si mesmo é o próprio paciente — quando existe autoconsciência e autorresponsabilidade.
Somos nossos maiores guias e curadores. Isso não exclui a importância fundamental da ajuda profissional (psicólogos e terapeutas), mas reforça que a transformação verdadeira começa dentro.
Coerência harmônica: o cuidado além do modismo
Vivemos um tempo em que muitas práticas saudáveis estão em alta: corrida, acordar cedo, banho de gelo, rotina disciplinada. Tudo isso pode ser maravilhoso. Mas a pergunta que precisa ser feita é: com que nível de consciência eu faço isso?
Existe um conceito essencial para a saúde mental como prioridade: a coerência harmônica. Ela acontece quando existe alinhamento entre três pilares:
- o que eu penso,
- o que eu falo,
- e o que eu faço.
Não adianta acordar às quatro da manhã para correr se continuo vivendo uma vida que não faz sentido para mim. Não adianta praticar hábitos “da moda” se sigo anestesiando dores com álcool, excesso de estímulos, conteúdos tóxicos ou relações adoecidas.
Quando não há coerência, perdemos algo precioso: a nossa autenticidade.
O coração como bússola para o bem-estar
Fomos educados a viver predominantemente a partir da mente: pensar, planejar, calcular, controlar. Mas as civilizações antigas faziam o contrário: as decisões vinham do coração.
A mente mente. Ela cria ilusões e constrói expectativas que nos afastam da realidade. O coração, por outro lado, não falha. Ele é bússola.
Como dizia Deepak Chopra, quando escutamos o coração, encontramos um alinhamento mais verdadeiro com quem somos.
Hoje, a ciência e a neurocardiologia já reconhecem o que as tradições antigas sabiam: intuição, emoção, corpo e mente estão profundamente conectados. Baixar o volume da mente é uma necessidade urgente de saúde mental.
5 ações simples que regulam o sistema nervoso
Cuidar da saúde mental não exige grandes revoluções diárias. Exige presença nas pequenas ações. Confira práticas simples e eficazes para regular seu bem-estar:
1. Respiração consciente
Pare agora. Faça três respirações longas e profundas. É imediato: o corpo responde e a mente desacelera. Respirar é vida; negligenciar isso é negligenciar o básico.
2. Contato com a natureza
Estudos mostram que o tempo em ambientes naturais reduz significativamente sintomas de ansiedade e depressão. Em países como o Canadá, já existe prescrição médica de tempo na natureza.
3. Sol e corpo em movimento
A deficiência de vitamina D é um fator silencioso de adoecimento emocional. Expor-se ao sol e movimentar o corpo são antidepressivos naturais potentes.
4. Silêncio e desaceleração
O sistema nervoso precisa de pausa para se reorganizar. Permita-se momentos sem estímulos digitais ou sonoros.
5. Honrar o cotidiano
Uma vida extraordinária não é feita apenas de grandes eventos, mas nasce da forma como honramos o ordinário. Tomar um banho com presença, preparar um café, conversar com alguém querido. É nesse “ordinário” que a saúde mental se fortalece.
Conclusão: a transformação começa em você
Hoje vivemos um movimento importante na sociedade pós-pandemia. Muitos de nós estamos revendo valores e nos perguntando: “vale a pena?”. Vale a pena ganhar mais e viver menos? Vale a pena adoecer para sustentar um padrão que não faz sentido?
Essas perguntas são sinais de consciência. E consciência gera mudança. Saúde mental não é luxo, moda ou discurso bonito. É cuidado diário e coerência.
Reflexão final para você:
- 👉 O que você pode mudar hoje — agora — para cuidar melhor de si?
- 👉 Que pequenas ações estão ao seu alcance neste momento?
- 👉 Como você pode contribuir para tornar o ambiente ao seu redor mais saudável?
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Psicóloga, professora, mentora e especialista em comportamento humano. Tem como propósito, apoiar pessoas em seus processos de transformação através da psicoeducação, do autoconhecimento e do acolhimento e ressignificação das suas próprias histórias, utilizando uma metodologia própria e inovadora que já foi testada em mais dos 10 mil atendimentos realizados nos últimos 15 anos.
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