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Liderança e saúde mental: o papel de quem lidera na Nova Era

Qual o papel da liderança na saúde mental? Saiba como a aptidão emocional e a auto-liderança são chaves para ambientes corporativos saudáveis

Atualizado em

Vivemos um momento histórico no Brasil quando o assunto é liderança e saúde mental. A campanha do Janeiro Branco e a atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que se torna obrigatória a partir de maio de 2026, colocam o tema no centro das discussões.

O aumento alarmante dos adoecimentos emocionais transformou essa pauta: não é mais uma tendência, é uma necessidade urgente.

Diante desse cenário, surge uma pergunta essencial: qual é o papel da liderança na saúde mental?

Se existe um ponto-chave para que essa transformação aconteça de forma real dentro das empresas, ele passa, inevitavelmente, pelas lideranças. Quem ocupa cargos de gestão atua como o grande agente de mudança dentro dos ecossistemas organizacionais.

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Antes de liderar pessoas, é preciso liderar a si

Não adianta termos campanhas institucionais, políticas de RH bem estruturadas ou suporte jurídico para atender às exigências da lei se as lideranças não estiverem preparadas internamente para sustentar esse movimento.

Todo líder, antes de qualquer coisa, precisa aprender a liderar a si mesmo.

A saúde mental e a liderança se encontram no exemplo. Na postura. Na forma como essa pessoa se comunica, se posiciona, lida com a pressão, a frustração e as metas.

A liderança da nova era não é aquela que apenas cobra resultados. É aquela que sabe sustentar resultados sem adoecer pessoas — incluindo a si própria.

A liderança como ponto central da transformação

O papel da gestão nunca foi tão importante quanto agora. Estamos vivendo uma oportunidade inédita de transformação dentro das empresas. Quem lidera ocupa uma posição simbólica poderosa:

  • Segura o bastão da responsabilidade;
  • Dá o tom da cultura organizacional;
  • Molda diretamente o clima emocional do time.

Não existe mais espaço para uma cultura baseada na rivalidade interna, na competição predatória ou na desintegração entre setores. Empresas são sistemas vivos — e sistemas só prosperam quando existe colaboração.

Trocar a cultura da competição pela cultura da colaboração é um passo fundamental para ambientes mais saudáveis e para o cumprimento das novas normas de segurança psicossocial.

Aptidão emocional: a competência da Nova Era

A pessoa líder que este novo tempo pede precisa desenvolver algo essencial: aptidão emocional. Isso vai além da técnica e envolve:

  • Compreender a liderança situacional;
  • Adaptar sua comunicação a diferentes perfis comportamentais;
  • Entender que cada pessoa colaboradora funciona de uma maneira única;
  • Desenvolver a escuta ativa;
  • Saber reconhecer e validar o outro;
  • Perceber sinais de sofrimento antes que virem adoecimento (como burnout).

Ser visto e reconhecido é um salário emocional poderoso. Muitas vezes, oferecer algo que faça sentido para a história daquele colaborador — e não apenas benefícios financeiros — gera pertencimento, engajamento e bem-estar.

Claro, metas continuam existindo. Empresas precisam de resultados. Mas existe uma enorme diferença entre cobrar metas e adoecer pessoas. Resultados sustentáveis só existem em ambientes saudáveis.

Saúde mental não se impõe — se vive

Não adianta impor discursos sobre saúde mental se a liderança não vive isso na prática. O primeiro passo é o cuidado com a própria regulação emocional.

A liderança é o espelho do time.

  • Se o gestor vive no limite, o time vive no limite.
  • Se a gestora ignora suas emoções, o time aprende a silenciar as próprias dores.

Por isso, cuidar de si não é egoísmo. É responsabilidade corporativa e humana.

Quebrando crenças: além da medicalização

Ainda existe uma construção ideológica de que saúde mental se resume a medicalização. Claro que medicamentos e acompanhamento psiquiátrico são fundamentais quando necessários. Mas saúde mental vai muito além disso.

Vivemos em uma sociedade que anestesia dores com excesso de trabalho, álcool, consumo e distrações digitais constantes. São formas de fuga.

O convite da saúde mental é outro: olhar para dentro. Mudar hábitos. Rever crenças. Observar com quem andamos, o que consumimos e como nos comunicamos. O ambiente transforma o indivíduo — e o indivíduo transforma o ambiente.

O papel das experiências de reconexão

É dentro desse contexto que surgem propostas como imersões de liderança. Não como algo distante ou “alternativo”, mas como espaços estruturados de reconexão e prevenção.

Natureza, silêncio, alimentação consciente, práticas corporais, respiração e meditação não são elementos místicos. São humanos. Somos natureza, mas nos afastamos dela.

Muitas pessoas dizem: “isso não é para mim”. A pergunta que fica é: o que não é para você? Olhar para dentro? Cuidar de si? Reconectar-se com sua essência?

O melhor terapeuta de si mesmo é o próprio paciente — quando assume autoconsciência e autorresponsabilidade. Isso não exclui profissionais qualificados, mas reforça que a transformação começa em você. Eu sou meu maior líder. Meu maior guia. Minha maior referência.

Conclusão: um convite aos líderes da nova era

A saúde mental não é um tema restrito a empresas ou cargos de chefia. Ela diz respeito a todos nós. Mas quem ocupa posições de liderança carrega uma responsabilidade ainda maior: a de atuar sobre ambientes, culturas e pessoas.

Reflexão final:

  • 👉 Que tipo de ambiente você ajuda a construir ao seu redor?
  • 👉 O que você está fazendo hoje pela sua saúde mental?
  • 👉 Como você está se auto-liderando?

Convite Especial: Imersão Líderes da Nova Era

Se você sente o chamado para aprofundar esse processo, quero te convidar para uma experiência criada exatamente para isso.

Nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro, estarei conduzindo a Imersão Líderes da Nova Era — um encontro para líderes, empreendedores e profissionais que desejam integrar saúde mental, autoconsciência e presença em sua forma de liderar.

Serão três dias na Serra da Mantiqueira, em meio à natureza, com práticas que favorecem silêncio, reconexão e clareza — em um ambiente seguro, acolhedor e sem conotação religiosa.

Um espaço para voltar para dentro, fortalecer sua liderança interna e sustentar um novo jeito de liderar — a partir de você.

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Amanda Figueira

Amanda Figueira

Psicóloga, professora, mentora e especialista em comportamento humano. Tem como propósito, apoiar pessoas em seus processos de transformação através da psicoeducação, do autoconhecimento e do acolhimento e ressignificação das suas próprias histórias, utilizando uma metodologia própria e inovadora que já foi testada em mais dos 10 mil atendimentos realizados nos últimos 15 anos.

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