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A singularidade do signo de Aquário

Mais do que se destacar do comum, os aquarianos gostam de contestar

A primeira coisa que se costuma dizer sobre o signo de Aquário é que ele vive num mundo 50 anos adiante. Isso significa pensar além, ser visionário, vanguardista. Mas também é verdade que Aquário tem forte dificuldade em viver o mundo tal como ele é. Está sempre imaginando. É um signo de Ar, de função-pensamento, e tem grande dificuldade em lidar com o lado Terra (prático) da vida.

Quem é aquariano?

Diz-se que uma pessoa é “aquariana” se ela tiver nascido entre 21 de janeiro e 19 de fevereiro, mas este período pode variar em até um dia a depender do ano de nascimento do indivíduo. No caso, a pessoa tem o Sol no signo trópico de Aquário, mas ter o Ascendente ou a Lua em Aquário, ou mesmo Urano em posição de destaque são também “marcas aquarianas” que trazem os traços deste signo.

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Apesar de ser um signo de Ar, Aquário não é flexível. Trata-se de um signo da Triplicidade Fixa e, assim como ocorre com Touro, Leão e Escorpião, manifesta fortes traços de rigidez e teimosia. Dizemos, então, que Aquário é o signo da ideia fixa, pois reúne o Ar e a Triplicidade Fixa. Os aquarianos típicos sempre têm teorias muito fortes e quase imutáveis sobre como as coisas deveriam ser. E, é claro, tais teorias não encontram eco na realidade tangível, e é por isso que Aquário é um tipo que está sempre a contestar.

Aquário: liberdade controversa

É sabido que Aquário se rebela contra a ordem vigente… só para instaurar outra ordem no lugar, tão rígida quanto a anterior. E é por isso que constitui erro grave considerar que o décimo-primeiro signo do Zodíaco Ocidental representa a liberdade absoluta. De forma alguma! Aquário em verdade representa a liberdade dos velhos paradigmas, mas inaugura ele mesmo uma prisão, ainda que sem perceber: a prisão ao novo.

A regência de Aquário é outro alvo de controvérsias. Saturno é o regente tradicional deste signo, mas a modernidade lhe concedeu outro regente, Urano. É curioso observar como os aquarianos típicos são extremamente saturninos: levam muito a sério a vida e suas ideias, podem ser secos e frios e transmitir um ar de arrogância e autoridade. Ao mesmo tempo, são uranianos e gostam de coisas pouco convencionais.

É curioso observar como os aquarianos típicos são extremamente saturninos: levam muito a sério a vida e suas ideias, podem ser secos e frios e transmitir um ar de arrogância e autoridade.

E é importante compreender essa inconvencionalidade. É errado supor que, por ser pouco convencional, um aquariano típico se vista de forma esquisita. Se “destacar-se do comum” significar num determinado contexto usar terno e gravata, Aquário assim o fará. Sair do padrão não significa ser punk ou hippie, ao menos não necessariamente. Sair do padrão, a depender da família em que se nasça e do local em que se viva, pode significar ser direitista e conservador!

Por fim, vale dizer que Aquário, como signo de Ar (de relacionamentos) representa o mais elevado tipo de sentimento que pode ocorrer nas relações humanas. Falo do sentimento de amizade. Na amizade verdadeira não há cobranças, posses ou ciúmes. Na amizade verdadeira, respeitamos o espaço e a diferença do outro. E talvez seja por isso que os aquarianos típicos colecionem amizades tão diferentes, como quem coleciona borboletas: por sua variedade, diferença e disparidade de cores. A matriz aquariana da vida é aquilo que nos permite admirar as coisas não por sua semelhança, mas por sua singularidade!

Alexey Dodsworth

Alexey Dodsworth

Mestre em Filosofia pela USP, atualmente cursando doutorado em Filosofia em regime de dupla titulação pelas Universidades de São Paulo e de Veneza, na Itália. Como pesquisador acadêmico, sua principal linha de investigação envolve os paradigmas decorrentes das diferentes relações estabelecidas entre a humanidade e o espaço cósmico ao longo dos séculos. Sua experiência com temas filosóficos e éticos já o levou a ser consultor da UNESCO e assessor especial no Ministério da Educação. Escritor e roteirista de ficção científica e fantasia, duas vezes ganhador do Prêmio Argos de literatura por seus livros “Dezoito de Escorpião” e “O Esplendor”. Estudioso de Astrologia há mais de 30 anos, autor de livros do gênero e também das análises de Astrologia, Tarot e Runas do Personare. Sua afinidade com temas esotéricos se alinha com sua defesa à liberdade de saberes, sejam eles oficialmente científicos ou não. Alexey Dodsworth também é autor do livro “Os Seis Caminhos do Amor”, da Coleção Personare.

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