Equipe Personare
Por Equipe PersonareLeia em 5 min.30/09/2015 

9 destinos tranquilos para o réveillon

Dicas de viagem ajudam a se conhecer melhor e diminuir o ritmo no fim de ano

Com o fim de ano chegando, muita gente começa a planejar o destino ideal para passar as festas. E não é só de champanhe, fogos de artifício e badalação que é feito o réveillon. Se você quer fugir das opções agitadas e desfrutar de lugares mais tranquilos, que proporcionam relaxamento ou até estimulam o autoconhecimento, saiba que é possível começar 2016 fazendo uma viagem que será – acima de tudo – para dentro de você.

Para Tales Luciano Duarte, autor do blog Yogui, o ideal é visitar lugares com alguma conexão espiritual. Ele acredita que se determinados locais são referências de peregrinação, é porque devem ter algum poder especial, para atrair tantas pessoas. “Para mim, viajar inspira humildade. Afinal, quando você está num terreno que não domina, acaba saindo de sua zona de conforto de atuação, seja pela língua diferente, pelos costumes que não conhece ou pela culinária totalmente diferente da que está acostumado. Tudo isso leva você à humildade de ter que reaprender tudo novamente, como era quando criança. E a diversidade de determinado lugar inspira um autoconhecimento instantâneo, no sentido de aprender a respeitar o outro e suas tradições”, define Tales.

Já Deise de Oliveira, autora do blog Viagem Pelo Mundo, acredita que a dica é descobrir quais aspectos você deseja desenvolver na sua personalidade e buscar lugares que atendam suas necessidades.

a dica é descobrir quais aspectos você deseja desenvolver na sua personalidade e buscar lugares que atendam suas necessidades.

No entanto, independente da sua escolha, é importante sentir-se preparado para respeitar esse momento e saber quando é a hora de fugir da correria do dia a dia.

“O mundo é muito grande e cada um de nós tem uma percepção do que seria um destino perfeito para o autoconhecimento ou o relaxamento. Eu, por exemplo, me sinto mais conectada comigo mesma quando estou perto de uma natureza exuberante ou de uma obra grandiosa feita pelo homem, que faz eu me sentir como um grão de areia em meio ao universo”, explica a blogueira.

Tendo isso em mente, confira 9 sugestões de destinos tranquilos, oferecidas por amantes de viagens como Deise, Tales e outros, que compartilharam suas experiências pelo mundo.

Fernando de Noronha – Pernambuco (PE)

Dica de Deise de Oliveira, do blog Viagem Pelo Mundo

Foto: Deise de Oliveira

“Considerado um dos destinos mais incríveis do Brasil, Noronha está no imaginário de muita gente. Também, não é por menos: algumas de suas praias estão sempre em listas das mais belas do país.

A ilha é um convite ao relaxamento e à interação com a natureza. Aqui a sua única preocupação será qual praia visitar e onde ver o melhor pôr do sol. Foi aqui também a primeira vez que vi mais de 300 golfinhos rotadores em seu habitat natural e livres. Viver Noronha intensamente é um ótimo motivo para se “desplugar”, diminuir o ritmo e agradecer”.

Leia mais sobre Fernando de Noronha aqui.

Alto Paraíso – Chapada dos Veadeiros (GO)

Foto: Tales Luciano Duarte

Dica de Tales Luciano Duarte, do blog Yogui

“Esta foto é na cidade de Alto Paraíso, em Goiás, na Chapada dos Veadeiros. A região é totalmente mística desde muito tempo. Como é um lugar cortado pelo paralelo 14 – o mesmo paralelo que leva a Macchu Pichhu, no Peru – e também revestido de cristais de quartzo no seu subsolo, trouxe há décadas diversos espiritualistas de diversas regiões do mundo, que acabaram se estabelecendo na cidade. A energia do local realmente é algo que dá para sentir na pele. No Brasil, é uma das regiões que mais sinto essa energia brotando em todo lugar. Além de toda veia mística, há também uma beleza natural incrível, com centenas de cachoeiras de água cristalina que passaram pelos cristais de quartzo, irradiadas de energia”.

Deserto do Atacama – Chile

Deise de Oliveira no sal do Atacama

Dica de Deise de Oliveira, do blog Viagem Pelo Mundo

“A imagem que muitos têm do deserto é bem próxima das cenas dignas da saga “Star Wars”, com aquela paisagem monocromática de areia. Mas, na verdade, o Deserto do Atacama é muito mais do que isso. Sabia que você não precisa ir até o Mar Morto para boiar em água salgada? E que o céu do Atacama é um dos mais propícios para a observação das estrelas? Pois é, o Atacama é muito mais do que qualquer adjetivação e merece ser visitado”.

Saiba mais aqui sobre o Deserto do Atacama.

Nantong – China

Foto: Tales Luciano Duarte

Dica de Tales Luciano Duarte, do blog Yogui

“Viajar para algum país do Oriente sempre me atraiu, pois depois de tantos livros lidos, filmes vistos e pesquisas na internet, criei mentalmente a imagem que lá era mais pacífico que o Ocidente e que sua história milenar poderia me ensinar algo além do que via e ouvia por aqui. E foi por uma questão profissional que acabei indo à China. E melhor ainda: a viagem foi toda paga pela minha empresa.

Trabalhava de segunda a sexta em ritmo acelerado no país, mas nos finais de semana saía e buscava alguma coisa “milenar” na velha China. Depois da revolução cultural de Mao Tse Tung, o país que tinha uma forte referência budista se tornou um dos lugares mais ateístas do mundo. Mas sabia que se eu procurasse bem, encontraria templos budistas nos quais eu pudesse reviver um pouco essa veia “mística” que buscava.

Andei por Shaguai, Beijim e diversas cidades, conheci diversos templos budistas, mas foi na cidade de Nantong, na qual estava trabalhando, que encontrei um pequeno templo budista no alto de uma montanha, lugar que mais me inspirou e me reconectou com essa história milenar de autoconhecimento. Com isso, o universo me mostrou que não precisamos buscar tão longe o autoconhecimento, pois isso está mais próximo do que podemos imaginar. Essas tochas de incensos nas minhas mãos, na foto, são para jogar numa grande fogueira que existe no alto do templo e que mantém o odor místico do local. E por mais ateísta que a China seja, existe uma “paz-ssividade” oriental em qualquer local que caminhe. O ritmo é acelerado, mas é calmo ao mesmo tempo. O semblante das pessoas parece tenso, mas não é. Existe algo no ar na China que não sei explicar, mas que transmite uma paz mesmo quando estamos andando por suas ruas abarrotadas de gente”.

Praia da Pipa – Rio Grande do Norte (RN)

Foto: Deise de Oliveira

Dica de Deise de Oliveira, do blog Viagem Pelo Mundo

“Pipa é uma cidadezinha que vai lhe encantando aos poucos. Aqui, o relógio parece que passa mais devagar e a natureza tem um papel essencial. Para chegar a algumas praias com segurança, é imprescindível ter em mãos a Tábua de Marés (que não é nada mais do que um calendário com os horários das marés baixa e alta) para evitar surpresas, como por exemplo, ficar preso em uma praia sem conseguir voltar. A lua e o mar são protagonistas nesta história.

A melhor experiência que eu tive desta viagem foi a chance de conversar com as pessoas que escolheram Pipa como morada. Muitos trocaram as suas vidas agitadas, com altos salários, para uma vida mais simples, menos estressante e mais feliz. É ou não é um lugar mais do que especial?”.

Leia mais aqui sobre Pipa.

Tulum – México

Foto: Tales Luciano Duarte

Dica de Tales Luciano Duarte, do blog Yogui

“Nem sempre conseguimos viajar para locais místicos e que possuem uma natureza extrema. Mas isso não acontece em Tulum, no México, pois lá essas duas coisas são reunidas. O local fica localizado a 150 km de Cancun e é o seu oposto, pois não há shoppings, casais em lua de mel, turistas fazendo festa, hotéis 5 estrelas ou passeios de barco em alta velocidade no mar. Tulum é uma praia de pescadores e tem toda uma veia mística, porque é onde se encontram as ruínas maias, que ficam ao lado do mar do Caribe.

E diz a lenda que os índios maias receberam os espanhóis – quando estes chegaram em seus navios – com bastante festa e alegria, pois imaginavam serem deuses vindos do mar. Só depois perceberam que não eram deuses, mas sim pessoas que queriam simplesmente explorar sua terra e, se possível, extinguir sua civilização. Mas a cultura mexicana dos maias, astecas e de toda cultura hispânica existente ali antes da chegada dos espanhóis é irradiante. Todos já reconhecem os maias como povos adiantados para seu tempo, em matemática, ciências e curas. Junto com os incas, do Peru, são considerados os povos mais adiantados que povoaram a América e tiveram conhecimentos precisos de construções de pirâmides e templos, de Astrologia e de uma tecnologia desconhecida pela civilização atual.

Então, entender porque o México nos remete a uma busca de autoconhecimento é fácil. Lá nós ainda sentimos no ar todo o mistério das civilizações que povoaram o local. Em muitas cidadezinhas indígenas do México ainda se preservam rituais e lendas dessa época de ouro de sua cultura, apesar de toda “americanização” existente hoje no país. E em Tulum, essa praia paradisíaca do Caribe onde parecem ter vivido os maias, realmente é de inspirar qualquer mortal a um momento de reflexão e busca por uma conexão com esse passado tão rico de inteligência instintiva”.

Mont Saint Michel – França

Foto: Deise de Oliveira

Dica de Deise de Oliveira, do blog Viagem Pelo Mundo

“Este foi um dos lugares mais lindos que eu já visitei na França, pois é impressionante como a arquitetura e a natureza podem ser trabalhadas de forma harmônica. A ilha possui um monastério e uma abadia datados do século XII. Em períodos de maré cheia, o monte se tornava ilha. E durante a maré baixa, era possível fazer o trajeto a pé. Atualmente a região está em obras para que essa ação da natureza volte a acontecer.

Este é o segundo destino mais visitado na França (depois de Paris, é claro) e só quem vai até lá consegue entender o motivo. Além das estradas que levam ao monte serem bem cuidadas, existe toda uma estrutura para o turista, com ônibus grátis desde o estacionamento até a entrada ao monte”.

Descubra mais aqui sobre Mont Saint Michel.

Índia

Carla e Tales no dia de seu casamento na Índia

Dica de Carla González Ramos, do blog Yogui

“Sempre tive o sonho de ir para Índia, por alguma intuição que não sabia explicar? Em 2011, recém-formada em arquitetura e namorando à distância com meu atual marido, resolvi trabalhar no exterior, fora do México, meu país natal. Sem muitas opções de intercâmbio, comecei a me deixar levar pelo que o universo trouxesse para mim. Foi assim que começou uma viagem para Índia, o lugar mais longe que estive e o que mais fez meu coração se sentir aconchegado.

Cheguei à cidade de Hyderabad, no Estado de Andhra Pradesh, para trabalhar numa empresa. Depois de um mês, já com um grande amor declarado por este país graças ao acolhimento da família Raju (família de meu chefe, pertencente a uma casta), minha verdadeira vocação foi surgindo e o universo foi traçando o caminho de tal jeito que todos os sonhos que alguma vez tive, mas que guardava como fantasias, acabaram virando realidade, desencadeando, assim, uma série de eventos que parecem tirados de conto de fada.

Cada vez que os Raju sabiam de alguma coisa do país deles que me apaixonava, tentavam me incluir o máximo possível naquela experiência. Quando souberam do meu interesse por Yoga, por exemplo, fizeram de tudo para eu conseguir uma vaga de última hora para ir ao “International Yoga Festival”, em Rishikesh, onde pela primeira vez tive a experiência de viver a rotina num “ashram” e aprofundar verdadeiramente meus conhecimentos em Yoga, como filosofia de vida.

Parecia que quanto mais perto ficava das coisas que verdadeiramente tocavam meu coração, mais tudo ia fazendo sentido. Quando voltei ao trabalho de escritório em Hyderabad, onde apesar de já ser uma metrópole, o clima pacífico e espiritual é sentido no ar, estabeleci uma rotina semelhante a que tinha no “ashram”, mudando até minha dieta para vegetariana.

Logo depois, os Raju perceberam que eu vivia um amor à distância e bastou eu falar da vontade que tínhamos de casar, que, no dia seguinte, eles já estavam arrumando um grande casamento indiano para mim. Demorou uma semana para o Tales, meu atual marido, chegar ao país, mas assim que ele descansou do longo voo a gente casou numa cerimônia brilhante, colorida e cheia de calor humano, que durou quase o dia todo, com direito a manjares vegetarianos indianos e muitas bênçãos: primeiro na casa dos Raju e depois no templo hinduista. Da lua-de-mel a gente cuidou e resolvemos ir para Goa, antiga colônia portuguesa na Índia, hoje em dia cidade que mais parece uma série de vilarejos atracados no tempo e na floresta, onde gente do mundo todo se mistura com o objetivo de aproveitar o lugar onde nasceu a música trance – derivada originalmente dos hipnotizantes mantras indianos – e conhecer o primeiro mercado de pulgas do mundo, meca da história do intercâmbio comercial mundial. De novo, muitas cores e muita informação visual entravam estranhamente num tom bem harmonioso pelas ruas, apesar dos contrastes sociais que se apreciavam por todo lugar.

Passou tudo muito rápido, até que o Tales precisou voltar ao seu país, o Brasil, e eu fiquei por mais um tempo na Índia, sabendo de alguma forma que ainda não tinha consolidado essa transformação que por dentro sentia que já estava acontecendo. Voltei a trabalhar, mas minha fome por Yoga ficou maior e desta vez eu fiz de tudo para conseguir uma vaga num dos tão disputados cursos para professores de Yoga, na Índia. O destino me levou a fazer o “Teacher Training” em Dharamshala, cidade de exílio dos tibetanos e base do Dalai Lama. Depois de duas horas de estrada sinuosa numa van que passava a centímetros da beirada das montanhas dos Himalaias, descobri um povo e uma paisagem únicos, que me acompanharam como cenário durante um mês, numa viagem ainda mais longe, para dentro de mim.

Nesta viagem, atravessei um sentimento de solidão nunca antes vivido, o pior dos obstáculos: meu eu inferior. Digo que atravessei, pois depois consegui descobrir a autenticidade e riqueza da existência eterna do meu eu maior e a conexão dele com o divino. Foi então que eu senti que culminava a transformação pela qual eu devia passar neste país, com a satisfação como se fosse a mesma de ter conquistado o topo de uma das mil montanhas dos Himalaias, tendo de guia o meu coração”.

Clique aqui para saber mais sobre Yoga na Índia.

Stonehenge – Inglaterra

Foto: Deise de Oliveira

Dica de Deise de Oliveira, do blog Viagem Pelo Mundo

“Stonehenge é uma das obras mais intrigantes feita pelo homem, pois até hoje não sabemos exatamente a sua função. O que sabemos é que as rochas que estão aqui provém do País de Gales. Supõe-se que este espaço tenha sido usado para cerimônias religiosas e eventos astronômicos, pois durante o solstício de verão o sol se alinha perfeitamente entre um dos portais.

E é justamente por conta desse mistério e também em busca de absorver um pouco da energia de tais rochas que milhares de pessoas visitam o Stonehenge todo o ano. Para chegar aqui, o ideal é ir até a cidade de Salisbury e pegar um ônibus turístico, o Stonehenge Tour”.

Saiba mais sobre Stonehenge aqui.

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