Rosine Mello
Por Rosine MelloLeia em 2 min.29/10/2014 

Yoga ajuda a ser mais independente

Prática ensina que "ser" é mais importante que "ter"

Durante toda nossa infância, juventude, maturidade e velhice somos impelidos a possuir, comprar, ter, vencer, superar, atingir, competir… Já parou para pensar nisso? E se não tivéssemos que agir desta forma tão formatada, tão igual aos outros e a tudo que nos cerca? Parece que estamos guerreando durante 24h por um cargo melhor, pelo melhor desempenho, pela melhor grama (que geralmente é a do vizinho e nunca a nossa), pela viagem mais interessante e por aí vai. Acumulamos bens e conhecimento e geralmente não temos tempo para desfrutar ou mesmo ajudar o próximo com o que adquirimos.

Acumulamos bens e conhecimento e geralmente não temos tempo para desfrutar ou mesmo ajudar o próximo com o que adquirimos.

Estabelecemos metas e toda vez que falhamos ou até quando conseguimos alcançá-las, lançamos novos objetivos e gastamos uma imensa energia. Nisso, redobramos nossos esforços até que um dia nos sentimos exaustos, desvalorizados, sem rumo, sem chão, instáveis e sozinhos. É simplesmente impossível viver em um mundo de ilusões e muito menos conquistar e vencer todas essas batalhas.

Ter, possuir, conquistar e vencer são coisas necessárias e faz parte da vida e da nossa evolução ter um teto, dinheiro e realização profissional, assim como nos sentirmos queridos, tornado-nos construtores da nossa vida. Porém, se você entrou nesse círculo exagerado descrito acima, tome cuidado. Pode ser sinal que você está sem o equilíbrio do Elemento Terra e que o seu Fogo está sem controle, pois você perdeu a visão real da vida. Para caminhar na vida do “ter”, mas sem perder a noção do “ser” é preciso se conhecer. Nesse caso, a palavra chave é “autoconhecimento” e esse é o caminho do Yoga.

Posturas facilitam cultivo de bons sentimentos

No Yoga, Virabhadra significa “Postura do Guerreiro” ou “encarnação da fúria do Deus Shiva”, e consiste em asanas feitos em pé, que trabalham de forma intensa a estabilidade e o equilíbrio. Essas posturas nos ajudam a equilibrar as nossas metas e a conexão do mundo material com o espiritual. Eles nos colocam com os pés no chão, pois nos trazem para o nosso “eu”, harmonizam o nosso senso de sobrevivência e tomamos consciência de que somos imortais. Através dos “Guerreiros”, conseguimos fluir na dança da vida. O nosso Fogo torna-se transformador e assumimos a responsabilidade por nossos caminhos e escolhas. Abrimos nosso coração para bons sentimentos, aprendemos a perdoar, a termos esperança, confiança, a sermos humanos, compreendemos o verdadeiro sentido da palavra doação. Com eles aprendemos a expressar a nossa verdade interior e a seguirmos nossas intuições. E acima de tudo a nos desapegarmos dos resultados das nossas ações. Entregamos nossos atos, confiamos, aceitamos e agradecemos o que vier a acontecer.

“Guerreiros da Independência”, não vamos deixar que o ciclo do “ter” nos domine, mas sim equilibrar o “ser” e o “ter”

Rosine Mello

Rosine Mello

Formada em Educação Física, é praticante de Hatha Yoga desde 1998. Atua como professora desde 2005, certificada pelo Simplesmente Yoga.