Ceci Akamatsu
Por Ceci AkamatsuLeia em 3 min.27/06/2018 

Você só tem visto o lado negativo da vida amorosa?

Veja como adotar um olhar investigativo e melhorar sua vida afetiva

Você está vendo só o lado negativo da vida amorosa? O que estamos vivendo no presente é o melhor que poderíamos ter, mesmo que no momento tenhamos uma impressão diferente. Ainda que soframos por nos sentirmos sozinhos, por causa de relacionamentos mal sucedidos ou até mesmo sem um motivo aparente, temos em nossas mãos a oportunidade de buscar a felicidade na vida amorosa.

O problema é que no dia a dia focamos no sentimentos ruins  e, ainda que sem querer, os alimentamos . Assim, deixamos passar as dicas que a vida nos dá em relação ao que precisamos melhorar para alcançar o bem-estar na vida amorosa.

Busque os aprendizados nas sutilezas

Não percebemos, por exemplo, que a solidão traz o aprendizado de ficarmos bem sozinhos. Ou que nas reclamações em relação à pessoa parceria encontramos o que em nós precisamos melhorar. Ou, ainda, que no mal-estar sem motivo aparente estão os medos que precisamos superar.

Tendemos a olhar para nossos desafios na vida amorosa de maneira superficial, nos focando nos efeitos negativos, e não nas causas dos mesmos.

Tudo o que vivemos é resultado de um conjunto de acontecimentos.

Porém, geralmente não sabemos relacionar o que acontece ou que já aconteceu em nossa vida com a qualidade de nossas experiências hoje.

Problemas na vida amorosa: história de vida

Uma pessoa que teve um pai e/ou uma mãe muito rígidos ou, por outro lado, passivos demais, pode se tornar excessivamente dura consigo mesma e com os outros, ou passivas em suas relações. Em ambos os casos, isso tende a levar a uma baixa autoestima, prejudicando não só a questão amorosa, mas todas as áreas da vida.

É interessante notar que tendemos a repetir padrões de comportamentos e atitudes de nossos pais (ou figuras materna e paterna), assim como os padrões de relacionamento entre eles em nossa vida afetiva.

Essa repetição pode ser direta, quando imitamos os mesmos padrões, ou repetimos na polaridade inversa, ou seja, nos padrões opostos.

Ao longo de nossa vida absorvemos as maneiras de pensar, sentir, agir e nos relacionar, sobretudo de nossos pais.

Energeticamente, a criança só começa a se individualizar de fato por volta dos sete anos. Ela e a mãe formam uma unidade energética que começa a se dissociar mais claramente a partir desta idade.

Portanto, muito do que carregamos em nossos corpos, sobretudo, mental, emocional e espiritual são na realidade padrões maternos.

Muito se fala nas crianças como “esponjas”, que absorvem o que acontece ao redor delas. Crianças imitam os comportamentos dos pais quando pequenas, algo de que  que costumamos achar graça.

Mas essa imitação vai muito além de gestos e falas. Nossas ideias, concepções acerca de nós mesmos, dos outros e de nossas relações têm como base esses padrões absorvidos não apenas enquanto criança, mas ao longo de toda nossa vida também.

Harmonia na vida afetiva: qual o primeiro passo?

Uma vez que identificamos os padrões negativos, podemos realizar trabalhos de limpeza energética para transformá-los, buscando a nossa verdadeira essência, ou seja, quem somos independente dos condicionamentos que absorvemos. Aprendemos a utilizar essas informações  de maneira construtiva e não mais nociva a nossa felicidade.

Uma pessoa que percebe que é muito rígida, e que repete isso dos pais, pode intencionalmente limpar energeticamente este padrão, redirecionando esta energia. O que antes ela manifestava através da rigidez, agora pode ser transformado em firmeza e poder pessoal para se colocar em suas relações.

Outra pessoa que repita um padrão de excessiva passividade, ao limpá-lo, vai redirecionar esta energia para paciência e compaixão, tão importantes para cultivar os relacionamentos.

No início do processo de reequilíbrio, pode acontecer das pessoas revelarem seus extremos opostos. Por exemplo, uma pessoa muito rígida pode se ver uma posição de indulgência e desleixo.

Outra pessoa, que seja mais passiva, pode ter que lidar com sua agressividade. Tudo isso acontece para que possamos superar nossos temores e redirecionar conscientemente a energia de antes.

Até então, abordamos apenas dois padrões (o da rigidez e o da passividade), mas na realidade o que repetimos são conjuntos de padrões de personalidade. Portanto, é preciso fazer associações entre os padrões que você apresenta.

Uma vez que nos dispomos a olhar mais atentamente para estas dinâmicas de padrões, vamos descobrindo mais nuances e variações dos mesmos, o que nos dá mais dicas do que precisamos trabalhar e harmonizar.

Um caminho permanente

É importante lembrar que este caminho de transformação se dá ao longo de toda a nossa vida. Cada passo, pouco a pouco, nos permite ser mais plenos, vivenciando todas as áreas da vida, incluindo a amorosa, com mais harmonia e realização.

Se realmente nos dispusermos a trilhar tal caminho, não há como não vivenciarmos o melhor a cada dia!

Dicas práticas para refletir sobre seus padrões de comportamento:

  • Observe como eram seus pais, ou referenciais de figura feminina e masculina em sua infância e adolescência. Quais os principais traços de personalidade e comportamentos deles? Você se percebe repetindo diretamente ou inversamente algum deles? Identifica que certos comportamentos seus são como uma reação às atitudes deles?
  • Procure compreender que ninguém gosta de sofrer, e que as pessoas só agem de maneira prejudicial porque, consciente ou inconscientemente, acreditam que isto lhes ajuda (por exemplo, pessoas rígidas ou controladoras têm medo do caos, das coisas não acontecerem conforme elas quererem; pessoas emocionalmente fechadas, geralmente têm medo de se machucarem, ou simplesmente não aprenderam a lidar com as próprias emoções e, portanto, não conseguem lidar com as emoções alheias também).
  • Uma vez identificados estes padrões ou conjuntos de padrões, faça o exercício meditativo de limpeza energético, direcionando-o para estes padrões, pessoas, relações, situações envolvidos.
  • Se você carrega mágoas em relação aos pais ou outras pessoas, vale a pena trabalhar o perdão. Você pode utilizar o Ho’ponopono, ou outra técnica que prefira (escrever uma carta para a pessoa dizendo como se sente e queimá-la, libertando estes sentimentos, conversar diretamente com as pessoa, orações, etc).
  • Perceba em seu dia a dia como você se comporta e procure fazer escolhas diferentes sempre que notar que está agindo   movido pelos padrões antigos. A cada vez que perceber que ainda está repetindo o padrão, lembre-se que isto faz parte do caminho, e mais importante é seguir em frente. Você pode trabalhar o autoperdão e seguir com as limpezas e redirecionamentos energéticos.
  • Leitura indicada para ajudar a transformar os padrões: O extraordinário poder da intenção, de Esther e Jerry Hicks.
Ceci Akamatsu

Ceci Akamatsu

Terapeuta Acquântica, faz atendimentos presenciais no Rio de Janeiro, em São Paulo e à distância. É a autora do livro Para que o Amor Aconteça, da Coleção Personare.