Vicente Sevilha Jr
  • Por Vicente Sevilha Jr
  • Leia em 2 min.
  • 26/09/2017
  • Atualizado em 06/05/2018 às 19:05

É mais caro ser solteiro?

Entenda se pessoas desacompanhadas realmente gastam mais dinheiro

É mais caro ser solteiro?

Muita gente que está sem par reclama que a solteirice encarece a vida, já que o solteiro acaba gastando mais com lazer, comida delivery e até motel. E é justamente neste ponto que nasce a pergunta: é realmente mais caro ser solteiro?

Naturalmente ninguém está querendo que você, leitor, balize sua decisão de ser solteiro ou casado com fundamento na questão econômica. Na minha opinião, casamento e união não têm absolutamente nenhum perfil de investimento financeiro e, consequentemente, as regras econômicas não se aplicam de forma direta ao assunto.

Mas deixando de lado o aspecto social e indo para o aspecto econômico da vida em conjunto, podemos fazer algumas reflexões. Para facilitar nossa análise, vou sugerir que nosso olhar sobre o tema venha de dois ângulos diferentes.

O comprometido

Sob este ângulo, existem algumas considerações que podem ser feitas de forma inquestionável. Há um grupo de itens que consomem recursos financeiros, e que fica bem mais barato quando duas pessoas se unem e os dividem, como por exemplo:

  1. – Moradia
  2. – Alimentação
  3. – Empregada doméstica
  4. – Tarifas como energia elétrica, água, condomínio, IPTU

Quando pensamos neste ângulo prático, a vida de solteiro pode ser realmente mais cara. Mas este ângulo também permite outra visão. O casamento pode levar a despesas que não existiam antes, como por exemplo o custo de criação de um filho, que não é nada baixo, mesmo quando dividido.

O solteiro

Já no caso do solteiro, ele pode ter um desembolso maior ao assumir sozinho as despesas com moradia, alimentação, etc. Por outro lado, pode não ter despesas com a criação de filhos – pelo menos na teoria, é claro.

Por outro lado, o solteiro costuma comer mais fora de casa, ir a baladas e programas sociais, viajar e, enfim, gastar mais com outros itens que ele não gastaria se deixasse de lado a solteirice.

Mas então, o que fazer?

Bom, se você não sabe se casa ou compra uma bicicleta, lamento informar que não é a questão do que é economicamente mais viável que vai responder ao seu dilema existencial. Quer saber a verdade? Tudo é uma questão de disciplina financeira e não de relacionamento a dois.

O solteiro, que vive com suas finanças desreguladas, que avança no cheque especial, que parcela o saldo do cartão de crédito e que gasta mais do que ganha não vai resolver seu problema unindo-se a alguém. Pois mesmo que esta união represente mais recursos financeiros disponíveis para a pessoa, seu perfil indica que ela continuará gastando mais. Em outras palavras, se ela se casar e diminuir alguns itens de despesas, por dividi-los com alguém, pode até ter um alívio nos primeiros meses, mas em pouco tempo vai elevar seu nível de gastos e a pessoa voltará a se endividar.

O solteiro que consegue conjugar rendimentos e gastos e que tem, portanto, uma realidade financeira estável, ao se casar continuará com este procedimento e manterá suas finanças equilibradas. Mesmo que assuma novas despesas no futuro, com filhos, por exemplo.

Não é missão do casamento equilibrar suas finanças. Essa missão é sua. Então, aí vai minha dica: aprenda a lidar com suas finanças, sendo você solteiro ou casado, e tire o assunto “finanças” do seu ambiente de relacionamento afetivo. Acredite, seu estado civil ficará bem mais agradável.

Olá, essa matéria foi útil para você?
Vicente Sevilha Jr

Vicente Sevilha Jr

Vicente Sevilha Jr é bacharel em ciências contábeis e autor do livro "Assim Nasce Uma Empresa", voltado para empreendedores que desejam abrir um negócio próprio. Saiba mais