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Alexey Dodsworth

Signo de Peixes: flexibilidade e compaixão

Piscianos são quase indestrutíveis, pois sabem se adaptar ao ambiente

Signo de Peixes: flexibilidade e compaixão

O signo de Peixes tem seu nome no plural, apesar de nem todos perceberem. Não é “peixe”, é “peixes” mesmo. Um que nada para cima, outro que nada para baixo. Acontece que este signo, assim como Gêmeos, Virgem e Sagitário, pertence à Triplicidade Mutável e é, portanto, um signo de natureza dupla. Ambivalente, dividido entre dois mundos. É até difícil definir se é introvertido ou extrovertido, já que depende do momento e da maré. É coerente em sua incoerência e se encontra nos desencontros.

Quem é pisciano?

Em Astrologia Ocidental, dizemos que são piscianas as pessoas que nasceram entre os dias 20 de fevereiro e 20 de março, muito embora este período possa variar em até um dia a depender do ano de nascimento. Também possuem fortes traços piscianos aquelas pessoas que nasceram com o Ascendente ou a Lua em Peixes, ou com Netuno em posição de destaque no Mapa Astral.

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A inclinação a mudar de opinião não é uma fraqueza neste caso, e sim sua maior força. Enquanto as pessoas sofrem por sua inflexibilidade e rigidez, Peixes permanece como aquele tipo quase indestrutível, pois se adapta ao ambiente. Difícil de agarrar, por ser escorregadio, é capaz de vencer pessoas aparentemente mais fortes justamente por suas características mutáveis, ambivalentes e adaptáveis.

Vontade poderosa

Esta adaptabilidade, contudo, é apenas aparente. Como ocorre com os signos de Água, ele consegue manipular tudo sutilmente, fazendo com que – no final – o ambiente se adapte aos seus desejos. A diferença é que enquanto Câncer é tenaz e Escorpião é voluntarioso, o tipo clássico de Peixes parece inofensivo. A vontade pisciana não é aparente, mas é mais poderosa, pois vem unida com uma sensação de experiência, de já conhecer este mundo. Acontece que uma das maiores capacidades de Peixes reside justamente no poder de absorver a experiência alheia. A coisa funciona mais ou menos assim: para que eu tenho que passar por isso, se alguém que eu conheço já passou e eu posso aprender com ele?

Peixes é regido tradicionalmente pelo planeta Júpiter e modernamente por Netuno. Desta dupla regência deriva sua natureza normalmente compassiva e interessada em ajudar os outros. No nível mais elevado, os piscianos realmente se dedicam a ajudar os outros e se envolvem em causas sociais. O exagero disso nos conduz ao aspecto sombrio do signo: a tendência a se colocar em situações em que é transformado numa vítima, num sofredor, em alguém em que as pessoas “montam”. Com o tempo, o pisciano típico aprende a equilibrar os exageros e sai da posição de vítima de abusadores, compreendendo que até mesmo a compaixão, quando excessiva, pode se tornar um grande mal.

A capacidade de se sintonizar com aspectos subjetivos da realidade confere aos piscianos típicos o talento incomum de compreender o ambiente de uma forma mais profunda do que o normal. E é a partir deste mergulho intenso no sutil e no invisível que Peixes se converte num dos mais misteriosos e fascinantes signos do Zodíaco.

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Alexey Dodsworth

Alexey Dodsworth

Mestre em Filosofia pela USP, atualmente cursando doutorado em Filosofia em regime de dupla titulação pelas Universidades de São Paulo e de Veneza, na Itália. Como pesquisador acadêmico, sua principal linha de investigação envolve os paradigmas decorrentes das diferentes relações estabelecidas entre a humanidade e o espaço cósmico ao longo dos séculos. Sua experiência com temas filosóficos e éticos já o levou a ser consultor da UNESCO e assessor especial no Ministério da Educação. Escritor e roteirista de ficção científica e fantasia, duas vezes ganhador do Prêmio Argos de literatura por seus livros “Dezoito de Escorpião” e “O Esplendor”. Estudioso de Astrologia há mais de 30 anos, autor de livros do gênero e também das análises de Astrologia, Tarot e Runas do Personare. Sua afinidade com temas esotéricos se alinha com sua defesa à liberdade de saberes, sejam eles oficialmente científicos ou não. Alexey Dodsworth também é autor do livro “Os Seis Caminhos do Amor”, da Coleção Personare. Saiba mais