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Signo de Câncer e a intensidade das emoções

Principal missão canceriana é captar, absorver e devolver tudo que recebe do mundo

O signo de Câncer costuma ser definido pela palavra “sentimento”. Mas é superficial resumir toda a essência do signo a uma simples emotividade. Este é também um signo de ritmo cardinal, ou seja, um dos quatro signos que inauguram estações do ano (no caso de Câncer, o verão no hemisfério norte e o inverno no sul). Deste modo, podemos dizer que é no signo de Câncer que as emoções do mundo se escancaram, seja do calor interno (verão) até o frio mais profundo (inverno). A partir desta analogia, é possível compreender porque as pessoas tipicamente cancerianas sentem tudo de forma tão intensa: é a própria natureza que se encontra intensamente quente ou intensamente fria quando o Sol transita pelo signo de Câncer.

Quem é canceriano?

Diz-se que uma pessoa é “canceriana” se ela tiver nascido entre 21 de junho e 22 de julho, mas este período pode variar em até um dia a depender do ano de nascimento do indivíduo. No caso, a pessoa tem o Sol no signo trópico de Câncer, mas ter o Ascendente ou a Lua em Câncer, são também “marcas cancerianas” que trazem os traços deste signo.

Descubra aqui seu Ascendente e sua Lua

A cardinalidade, ritmo do quarto signo zodiacal, se manifesta através da tenacidade que Câncer apresenta quando deseja alguma coisa. Este é o signo dos desejos concentrados, mas da aproximação lateral. Diferente de Áries, o primeiro signo cardinal, Câncer não vai diretamente até onde deseja, mas se aproxima pelos cantos, “comendo pelas beiradas”. Igualzinho ao caranguejo, animal que representa este signo. E, assim como o caranguejo, quando agarra alguma coisa, é mais fácil lhe arrancarem as patas do que fazê-lo abandonar a isca. Por isso, a tenacidade é uma das maiores virtudes do signo de Câncer. E um dos maiores defeitos deriva exatamente da virtude ou, melhor dizendo, do exagero da virtude: o apego.

A tenacidade é uma das maiores virtudes do signo de Câncer. E um dos maiores defeitos deriva exatamente da virtude ou, melhor dizendo, do exagero da virtude: o apego.

É muito difícil para Câncer se desprender das coisas às quais ele se apega. Até mesmo das coisas ruins às quais ele se apega. O fato é que o caranguejo típico tem uma necessidade de continuidade, que o faz ser capaz de preservar tudo, até o que não é agradável, pois assim se sente seguro.

Luminosidade canceriana

Todos nós possuímos o signo de Câncer em algum lugar de nossos mapas astrológicos. Descobrir onde Câncer se situa em seu mapa pode revelar em quais áreas da vida você vive emoções intensas, e a quais setores da existência é mais capaz de estabelecer apegos. Identificar onde o signo de Câncer se manifesta em seu mapa demanda a consulta a um astrólogo experiente. Mas se você tem o Sol, o ascendente ou a Lua no signo de Câncer, você certamente manifestará traços típicos do que estamos descrevendo aqui.

A Lua rege este signo e, assim como a Lua muda de face a cada noite, os nativos de Câncer tendem a flutuar de humor. Assim como a Lua reflete o brilho do Sol, o típico indivíduo de Câncer não exibe um brilho próprio, mas é antes o espelho do brilho dos entes amados. A luminosidade canceriana/lunar está justamente na capacidade de refletir o brilho alheio – seja o de seus amigos, familiares, ou da pessoa amada. Pois esta é uma das grandes missões cancerianas: captar, absorver e devolver tudo o que de bom e de ruim recebe do mundo. Obviamente, é possível escolher o que se absorve, admitindo algumas coisas e rejeitando outras. E aprender a selecionar e filtrar as coisas que recebe do mundo é um grande passo de amadurecimento na vida dos típicos cancerianos.

Alexey Dodsworth

Alexey Dodsworth

Mestre em Filosofia pela USP, atualmente cursando doutorado em Filosofia em regime de dupla titulação pelas Universidades de São Paulo e de Veneza, na Itália. Como pesquisador acadêmico, sua principal linha de investigação envolve os paradigmas decorrentes das diferentes relações estabelecidas entre a humanidade e o espaço cósmico ao longo dos séculos. Sua experiência com temas filosóficos e éticos já o levou a ser consultor da UNESCO e assessor especial no Ministério da Educação. Escritor e roteirista de ficção científica e fantasia, duas vezes ganhador do Prêmio Argos de literatura por seus livros “Dezoito de Escorpião” e “O Esplendor”. Estudioso de Astrologia há mais de 30 anos, autor de livros do gênero e também das análises de Astrologia, Tarot e Runas do Personare. Sua afinidade com temas esotéricos se alinha com sua defesa à liberdade de saberes, sejam eles oficialmente científicos ou não. Alexey Dodsworth também é autor do livro “Os Seis Caminhos do Amor”, da Coleção Personare.

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