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Planeta regente de 2023: existe ou não?

Não há um planeta regente de 2023 porque não se pode dizer que um planeta apenas estará no comando do ano. Entenda esse mito

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Na Astrologia, muito se fala a respeito de que cada ano seria regido por um planeta, ou seja, que teríamos um planeta regente de 2023. Antes de mais nada, é fundamental questionar o sistema que mede os anos.

Sabemos que não funcionamos apenas com um só calendário, o que por si já leva a questão de ter um “planeta regente do ano” a uma contradição: qual ano? Quando começa? Quem está com a “razão”?

O mito do planeta regente

Provavelmente, quem começou a popularizar a ideia de planeta regente do ano foi um almanaque de grande circulação e isso reverbera até hoje.

Curiosamente, um sistema que que se divulga só no Brasil é o sistema de regência dos Caldeus. Esse sistema entende que através do desenho de uma estrela de sete pontas é possível encontrar um astro em cada uma delas.

No sentido horário, portanto, por esse sistema, encontraríamos a sequência dos astros que vão reger cada ano. Esta sequência é repetida por 36 anos, ciclo maior segundo os caldeus e cada ciclo de 36 anos também teria um regente.

A conta de 36 anos se deve ao número de decanatos de cada signo (três decanatos), vezes o número de signos (doze).

Porém, depois dos caldeus, outros povos observaram outras formas de percebermos uma tônica sob a qual um período estará submetido.

Planeta regente de 2023: método é ineficaz para analisar o ano

A regência simbólica de um astro para o ano tem se comprovado uma falácia. Ou seja, basta uma busca sobre planeta regente de 2023 e você perceberá a ineficácia deste método.

Falar de regência seria o mesmo que dizer que um planeta estaria no comando do ano. Ao invés de falarmos sobre o planeta regente de 2023, podemos pensar nos trânsitos que os planetas fazem pelos signos neste ano.

Isso porque um ou até mais astros que podem se destacar mais ou alguns aspectos ainda mais importantes podem dar o tom de como o ano transcorrerá.

Assim, podemos dizer que não há um planeta regente em 2023, mas que alguns planetas farão trânsitos marcantes e importantes neste ano.

Trânsitos astrológicos para 2023

Coletivamente, ao invés de você ir atrás de um planeta regente para 2023, é importante começar pela observação dos trânsito astrológicos do ano, principalmente os movimentos dos planetas Saturno, Júpiter e Plutão. Esses três planetas vão mudar de signo em 2023.

Você pode entender o significado de Saturno em Peixes, Júpiter em Touro e Plutão em Aquário nas previsões da Astrologia para 2023 aqui.

Planetas lentos são os reais marcadores de fases, que não necessariamente estão limitadas a “um ano”, pois cada um deles segue um ciclo próprio. Mas podem deixar marcas importantes em 2023.

Saturno, por exemplo, depois de dois anos e meio em Aquário passa para Peixes. Plutão está em Capricórnio desde 2008, com sua tendência a revelações, conflitos e transformações profundas em assuntos ligados a poder e governos (simbolizados por Capricórnio). Em 2023, o planeta muda para Aquário por três meses, inaugurando um novo momento.

Já Urano em Touro ainda está acontecendo. Esse planeta fica por volta de sete anos em cada signo, ou seja, entrou em 2018 em Touro e vai até 2026. Assuntos taurinos, como, por exemploeconomia, moedas, subsistência, abastecimento, segurança material e agricultura, devem ser mexidos nesse período.

Você também pode entender como cada signo pode viver os trânsitos de planetas importantes neste ano nas previsões para os signos em 2023 aqui.

Leonardo Lemos

Leonardo Lemos

Astrólogo formado em Santos-SP. Ex-presidente da Central Nacional de Astrologia (CNA) e atualmente professor da Escola Regulus de São Paulo. Há 28 anos traduz os símbolos do céu através da Astrologia.

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