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O universo numa casca de noz

Livro apresenta conceitos complexos de forma simples

A natureza costuma ser irônica. Concedeu a Stephen Hawking inteligência demais e saúde de menos. Este físico teórico e cosmólogo inglês é uma das pessoas mais inteligentes do planeta Terra, mas sofre de distrofia neuromuscular, doença que o levou a ficar quase que totalmente paralisado.

O fascinante em Hawking é que, apesar de sua condição extremamente limitadora, nada disso o impediu de produzir uma vasta obra científica a partir de suas notáveis pesquisas. O livro que indicamos este mês se chama “O Universo Numa Casca de Noz”, e tem como principal pretensão apresentar conceitos complexos de forma simples, que a maioria das pessoas conseguirá compreender.

A realidade é tão real quanto parece?

Será que é possível viajar no tempo? E se isso é possível, como resolver paradoxos? Se eu volto no tempo e mato meu avô, eu nunca terei existido e, portanto, não poderia voltar no tempo para matar meu avô. Ou será que poderia?

O que podemos esperar do futuro? Sairemos do planeta Terra? E se a humanidade evoluiu biologicamente, será que continuamos a evoluir?

E a pergunta mais importante: será que a realidade é tão real quanto parece? Seríamos apenas hologramas?

Postura aberta diante de novas possibilidades

Em “O Universo Numa Casca de Noz” você será apresentado a estas questões e a outras tão complexas quanto. Trata-se de um livro fácil de entender e ricamente ilustrado, capaz de estimular nossa curiosidade a tal ponto que se torna difícil não se apaixonar pela ciência após lê-lo.

Trata-se de um livro fácil de entender e ricamente ilustrado, capaz de estimular nossa curiosidade a tal ponto que se torna difícil não se apaixonar pela ciência após lê-lo.

Algumas destas questões podem soar realmente metafísicas e até mesmo esotéricas, mas o autor, Hawkings, se descreve como um agnóstico. Ele diz que é possível, sim, uma abordagem religiosa de todas estas questões. A diferença, segundo ele, é que a religião se baseia em respostas obtidas a partir da autoridade, enquanto que a ciência se pauta em observação meticulosa – observação esta que muitas vezes chega a contestar as verdades dadas pelas autoridades estabelecidas. Mas o método científico, ao contrário do que muitos pensam, não pretende apresentar verdades absolutas. A verdadeira ciência, conforme corriqueiramente explica Hawkings, tem uma postura aberta diante das novas possibilidades, caso contrário não passaria de um dogma como qualquer outro.

Alexey Dodsworth

Alexey Dodsworth

Mestre em Filosofia pela USP, atualmente cursando doutorado em Filosofia em regime de dupla titulação pelas Universidades de São Paulo e de Veneza, na Itália. Como pesquisador acadêmico, sua principal linha de investigação envolve os paradigmas decorrentes das diferentes relações estabelecidas entre a humanidade e o espaço cósmico ao longo dos séculos. Sua experiência com temas filosóficos e éticos já o levou a ser consultor da UNESCO e assessor especial no Ministério da Educação. Escritor e roteirista de ficção científica e fantasia, duas vezes ganhador do Prêmio Argos de literatura por seus livros “Dezoito de Escorpião” e “O Esplendor”. Estudioso de Astrologia há mais de 30 anos, autor de livros do gênero e também das análises de Astrologia, Tarot e Runas do Personare. Sua afinidade com temas esotéricos se alinha com sua defesa à liberdade de saberes, sejam eles oficialmente científicos ou não. Alexey Dodsworth também é autor do livro “Os Seis Caminhos do Amor”, da Coleção Personare.

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