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Como não usar a comida como compensação

Quais emoções te levam a comer? Entenda como você pode se relacionar com a alimentação de uma forma mais consciente

Usar a comida como compensação de uma emoção é mais comum do que imaginamos e para cada pessoa funciona de uma maneira. Tem pessoas que quando estão ansiosas descontam na comida, para outras é a tristeza, a raiva ou a solidão. Quais emoções te levam a comer?

É comum perceber tédio, irritação, frustração, estresse, cansaço emocional, ansiedade, tristeza, angústia, raiva, solidão… A euforia, alegria e felicidade também podem aparecer e são comuns na celebração. Entenda como você pode se relacionar com a alimentação de uma forma mais consciente.

Por que usamos a comida como compensação?

A comida pode ter muitos significados e usá-la para compensar uma emoção pode estar relacionada a uma proteção de sentir o que está vivenciando. Entenda como lidar com as emoções negativas.

Em outros casos, a sensação de fome pode se confundir com as sensações da emoção. Por exemplo, na ansiedade podemos sentir um incômodo na barriga, um vazio, náusea, cansaço, irritação, impaciência, pensamentos repetitivos sobre comida, entre outros. Para tentar te proteger e aliviar esses incômodos, o corpo a coloca alerta – é fome – levando ao “comer”.

Saindo do piloto automático

Identificar essas emoções te ajuda a reconhecer o que está por trás delas. No caso da ansiedade, é possível identificar quando está presente, por exemplo: você terá uma apresentação importante e tem que lidar com as diversas atividades relacionadas a essa tarefa. Quando identificamos a real necessidade, podemos cuidar dela para aliviar o sofrimento.

O piloto automático facilmente nos guia para comer para aliviar essa questão. O que acontece é que muitas vezes entramos em um ciclo de comer mais e sentir culpa, uma crítica interna e julgamentos ao redor do comer. No final, a ansiedade só aumentou e a comida como compensação não resolveu a questão.

Faça uma pausa

Encontrar o ponto para dar uma pausa e notar o que está acontecendo a cada momento pode te guiar para escolher o caminho a seguir.

Para isso, é muito bom ter à mão alguns recursos que te ajudam a dar essa pausa. Te convido a fazer uma lista de três possibilidades para cuidar de você.

Vou dar alguns exemplos que utilizo quando preciso dar essa pausa. O importante é você criar o que é significativo para você.

  • Levantar da cadeira e fazer um alongamento simples: esticar os braços para cima e depois descer até os pés. Sentir o corpo alongando.
  • Sentir as solas dos pés, girar o tornozelo, massagear com uma bolinha nos pés.
  • Tomar um copo de água consciente. Sentir a temperatura, engolir aos poucos, respirar entre os goles.
  • Olhar pela janela o céu.
  • Apreciar por um momento uma árvore, uma planta, uma flor.
  • Ouvir os sons presentes: passarinhos, carros, avião.
  • Tomar um banho quentinho.
  • Massagear as mãos.
  • Brincar com o cachorro e levar para passear.
  • Meditar.
  • Atividade física.

Note que muitas dessas sugestões você pode fazer no meio de uma reunião, quando percebe que uma emoção está surgindo: pode tomar um copo de água, sentir os pés e muitas vezes ir até o banheiro para ter uma pausa.

Comer não está errado e muitas vezes é o que temos disponível no momento. O que sugiro aqui nesse texto é ampliar para outras formas de cuidado com você. Caso resolva comer, te convido a estar atenta aos cinco sentidos e apreciar a sua comida: olhando as cores, formas e texturas, sentido o cheiro, ouvindo os sons daquele alimento ao mastigar, pegar com as mãos e saborear cada pedaço. Saiba mais sobre o Mindful Eating.

Luiza Camargo Mendes

Luiza Camargo Mendes

Psicóloga, instrutora de Mindfulness e Mindful Eating, praticante de meditação e yoga, que encontrou no Mindful Eating um grande significado para sua atuação.

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