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Apego Emocional: 8 dicas de como lidar com o problema

O apego emocional é uma espécie de prisão, mas ela tem saída, e está ao nosso alcance.

Tente lembrar de alguma situação do passado em que estava infeliz e, ainda assim, não conseguia abrir mão. Eis aí o apego emocional.

Isso pode, facilmente, se passar por amor. Mas a verdade é que, se essa condição causa sofrimento, tristeza e angústia, com certeza, não é saudável. 

Apego emocional é uma espécie de prisão! E, infelizmente, uma realidade muito comum. Necessidade de controle e expectativa, desorganização do fluxo energético, insegurança e baixa autoestima são alguns reflexos desse mal.

A boa notícia é que tem como superar o apego emocional. Neste texto, vou falar mais sobre o tema e ajudar você a se livrar daquilo a que está se apegando. Vem comigo que eu explico.

O que é apego emocional e como se estabelece

À luz da psicologia, apego é uma forma da pessoa ter proximidade com algo ou alguém que lhe seja importante. Também é entendido como a procura por aprovação e atenção.

No caso do tema deste artigo, o objeto de apego vai suprir uma necessidade emocional específica daquela pessoa, que está em busca de segurança e afeto. A questão é: como isso acontece?

O processo de apego emocional pode se estabelecer ainda na infância. Dependendo da relação com a mãe – ou com a pessoa que cuida –, o apego se desenvolve. Tem a ver com você ter suas necessidades diárias supridas por outra pessoa.

E isso é levado para a vida adulta. Enquanto adultos, permanecemos nessa busca pela completude das necessidades e sentimentos, buscando nos adaptar ao meio em que vivemos.

Por exemplo: no trabalho, geralmente nos aproximamos de pessoas com quem podemos também dividir informações de vida íntima e pessoal. Da mesma maneira nas relações amorosas, com quem criamos vínculos pelo nível de afinidade.

Essas são formas saudáveis e muito naturais de viver as relações. É uma maneira das pessoas se sentirem vivas, pois o vínculo é algo vital para a convivência em sociedade.

Uma relação natural e saudável tem como premissa a independência das partes. Isto é, quando ocorre a separação, tudo é vivido e compreendido como algo natural.

O problema é que, nem sempre, esse apego é saudável, como falei no início. Às vezes, ele resulta em sofrimento – e está aí a necessidade de mudança.

As limitações impostas pelo apego emocional

Um apego emocional pode te aprisionar. Sim, é isso mesmo. Essa situação pode limitar seu comportamento em qualquer nível, impedindo seu crescimento pessoal e até gerando um transtorno de personalidade dependente.

Um dos sintomas, por exemplo, é o medo de algum tipo de abandono ou desprezo. O irônico é que, muitas vezes, essa é uma ideia fora da realidade em que a pessoa está envolvida. Isso porque, de certa forma, ela sequer vai sentir falta do que (ou de quem) está apegada emocionalmente caso venha a soltar aquele algo ou alguém.

Porém, nesse caso, vários sentimentos e emoções estão em desequilíbrio dentro do indivíduo, sendo insegurança e baixa autoestima os fatores principais. Assim, a pessoa quer continuar com a relação porque acredita que é o necessário para manter sua vida equilibrada e feliz.

Isso não deixa de ser um sintoma da necessidade de controle – que pode criar elos negativos e retardar, ainda mais, o desapego.

O apego emocional pode ser ativado a partir da separação ou ameaça de separação, envolvendo emoções básicas de medo, raiva e tristeza. E, pra não enfrentar esses sentimentos, muitas pessoas se mantém em relações falidas.

Só que o custo dessa escolha é alto: se diminuir, perder sua autonomia, abrir mão de suas vontades e de sua felicidade. Será que vale a pena?

Diferença entre apego e dependência

Inicialmente, posso dizer que ambos são muito parecidos. Mas a dependência emocional é o resultado de um apego em maior nível.

O apego emocional é um sentimento mais interno e individual. Por exemplo, a pessoa quer muito estar com alguém, mas não interfere de forma definitiva na vida ou rotina do outro.

Já a dependência emocional é uma necessidade invasiva e excessiva de ser cuidado, se estabelecendo por vínculos infantilizados. Ou seja, o dependente exige atenção e zelo do outro que, na maioria das vezes, tem sua vida perturbada por essa demanda.

Tudo isso desequilibra mentalmente qualquer pessoa. Alguém que é muito dependente emocionalmente, por exemplo, pode estabelecer regras que limitam a liberdade do outro, apenas pelo medo de perder, de ser abandonado. Se a pessoa controlada acredita que isso é amor, pode continuar vivendo essa história com sofrimento.

Essa condição emocional ou comportamental atrapalha o relacionamento dos envolvidos, mas também possui repercussões em diferentes áreas da vida.

Sintomas de apego emocional

Em uma relação, são vários os sinais que indicam apego. Se seu bem-estar e equilíbrio emocional dependerem de outro, por exemplo, saiba que o sinal de alerta já está ligado. Confira abaixo outros indícios de que tem alguma coisa errada aí:

  • Comportamentos de submissão ao outro
  • Sinais de fissura e abstinência na ausência do objeto amado
  • Dificuldades de tomar decisões nos relacionamentos
  • Sentimentos de insatisfação
  • Vazio emocional
  • Medo da solidão
  • Baixa tolerância à frustração
  • Tédio
  • Desejo de autodestruição e sentimentos negativos
  • Falta de consciência sobre seus problemas
  • Sensação de estar preso ao relacionamento e de que não conseguirá deixá-lo
  • Conflitos de identidade

Tanto no apego quanto na dependência, existe a necessidade de preencher carências sentimentais e vínculos em aberto. Mas, em vez de procurar a autossuficiência, a pessoa vai buscar nos outros essas referências.

É claro que nenhuma relação nesse nível será satisfatória. Pelo contrário, vai sempre ser disfuncional. Sendo assim, o indivíduo não consegue manter a concentração em suas atividades cotidianas, pois existe uma excessiva preocupação com o(a) parceiro(a).

8 dicas para lidar com o apego emocional

Não existe receita mágica para acabar com o apego emocional de uma hora pra outra. Até porque, como foi dito, o problema pode estar se desenvolvendo há anos. Muitas vezes desde a infância.

Então fica difícil acabar rapidamente com algo que está enraizado há tanto tempo. Portanto, compreender esse cenário é de extrema necessidade para a superação do problema. E, com dedicação e persistência, é possível se libertar.

Para isso, suas novas relações serão pautadas nas dicas que vou dar aqui. Veja só:

  1. Reconheça o problema: O primeiro passo é reconhecer que existe o apego emocional ou que você é emocionalmente dependente de outra pessoa. Reflita sobre o que cada apego oferece, tanto de maneira positiva como negativa.
  2. Tenha mais segurança: Em relação às suas ações e comportamento, tenha em mente de que o futuro é incerto e não há como controlá-lo, e um possível erro não é uma falha sua que somente será consertada pela ação de terceiros. A vida é assim, incerta.
  3. Foque em você: Mantenha suas ações e pensamentos em você. Coloque-se no centro e seja consciente de seu conhecimento e vontades. Não é sobre ser egoísta, mas estar consciente do que é realmente importante para sua vida, seu dia a dia, seus sonhos. Com o tempo, você vai perceber que o apego emocional vai dando lugar a você no centro de sua vida.
  4. Saiba dizer não: Dessa maneira, você está se autoafirmando e colocando em prática suas vontades e desejos. Esse é um fator importante para a busca do equilíbrio emocional em sua vida. Lembre-se de que isso vem com treino e estímulo.
  5. Deixe o passado no passado: Deixe na memória tudo o que passou. Não se prenda a experiências e pessoas que fizeram parte de sua vida meses ou anos atrás. Pense que o novo não vai chegar e tomar lugar se o velho não for embora. O passado pode até servir de experiência, mas jamais vai ditar os rumos da sua vida.
  6. Questione sempre: a pessoa dependente emocionalmente de outra não consegue enxergar além do que lhe é dito. E é neste ponto que mora o perigo. É preciso questionar, duvidar.
  7. Assuma suas responsabilidades emocionais: Sua vida é de sua responsabilidade, assim como suas emoções. Portanto, não adianta passar essa responsabilidade para frente e querer colocá-la nas mãos de outra pessoa.
  8. Use terapias integrativas: inúmeras são as possibilidades com as técnicas integrativas. Em conjunto, elas irão trabalhar profundamente na raiz do problema, liberando o fluxo de energia e promovendo equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida.

Terapia para lidar com apego emocional

Lembre que o apego emocional é filho do excesso de controle e ansiedade, é a resistência impedindo o fluxo de energia no organismo. E é aí que as técnicas das Terapias Integrativas se apresentam como excelentes soluções, porque têm grande potencial para liberar esse fluxo e ajudar a superar o apego, trazendo autoconhecimento e liberando as energias.

O Reiki, por exemplo, promove o autoconhecimento pelo relaxamento e vai agir muito nas questões emocionais e mentais. Por outro lado, o Pranic Healing vai limpar os centros de energias do apego, do controle e das expectativas, energizando os chakras com compreensão de um todo e cortando os elos com objetos e pessoas.

Já os Florais vão agir nos sentimentos que se relacionam com o apego, como frustração, expectativa e resistência, equilibrando todos eles para o momento do desapego. Por último, a Acupuntura promove consciência energética e compreensão da dinâmica de fluxo.

Enfim, dá para perceber que o desapego emocional está ao alcance de todos. Basta reconhecer o problema e dar início à sua cura. Nem sempre é fácil, mas, quando você conhecer esse tipo de liberdade, sua felicidade estará bem encaminhada.

Eric Flor

Eric Flor

Eric Flor Francisco é terapeuta integrativo do RJ formado em fisioterapia, acupunturista e mestre em Reiki. Faz atendimentos no Rio de Janeiro com Auriculoterapia, Ventosaterapia, Moxaterapia, Orgoniteterapia, Cristalterapia e PranicHealing para promoção de equilíbrio, vida saudável e bem-estar.

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