Compulsões… eu tenho?

Todos temos e devemos estar atentos

Compulsões… eu tenho?

Se nos observarmos com atenção, veremos ao menos um comportamento compulsivo em nosso dia a dia. Pode ser jogar, comer, ver TV, ficar ligado nas redes sociais, comprar, navegar na internet, sexual, ver pornografia, ler, falar e, o mais sutil de todos, pensar. A grande maioria de nós esta viciado em pensar de forma compulsiva. É claro que a natureza da mente é criar pensamentos, mas estamos esgotando nossa capacidade de sermos criativos, muitas vezes por falta de espaço entre um pensamento e outro. Fora que, muitas vezes, o pensar vem acompanhado com excessos de atividades não muito saudáveis. Tudo isso gera uma insatisfação generalizada com a vida e que deve ser olhada com atenção para não virar depressão, pânico, ou somatizações mais graves.

O que está por trás da necessidade de estarmos fazendo sempre alguma coisa de forma compulsiva são as rejeições, os desamores, as humilhações e o abandono que sentimos e vivemos, geralmente ocorridos na infância. As compulsões são geradas pela necessidade de se preencher um vazio que, na maior parte das vezes, vem do medo de entrar em contato com a falta de alguma coisa importante.

As compulsões são geradas pela necessidade de se preencher um vazio que, na maior parte das vezes, vem do medo de entrar em contato com a falta de alguma coisa importante.

Os sentimentos de dor, quando guardados no inconsciente, geram a atração de situações cada vez mais impactantes na vida adulta, mesmo quando não nos damos conta disso. Para detectarmos quais são essas armadilhas é só recordarmos das situações desagradáveis que vem se repetindo no decorrer dos anos. Trazendo sempre a mesma frustração ou discórdia. As repetições são os melhores sinais, que nos revelam que ali existe alguma coisa que deve ser olhada, aprendida e transformada. Dessa forma, teremos condições de diminuirmos nossas ansiedades e as compulsões vão de forma consciente sendo abandonadas.

Falta de maturidade emocional

Quando jovens, não tivemos condições de elaborarmos as questões de desamor, por pura falta de maturidade emocional. A criança, muitas vezes, nem entende o que esta acontecendo e já vai codificando a falta de atenção. Costumo usar este exemplo simples: A mãe percebe que é hora de amamentar, se retira para preparar os seios que vão oferecer o alimento ao filho, mas a criança registra que foi abandonada, com muita fome, por sua mãe. Isso pode se repetir inúmeras vezes, confirmando a falta de atenção para a criança. Cria-se neste momento a crença de que a mãe tão amorosa não é tão confiável como parecia e, com essa conclusão, o mundo se torna ainda mais perigoso. Se ela, a sua própria mãe, que parece nos amar faz isso, imagine os outros?

Esta é uma conclusão muito comum entre nós, registrada profundamente em nosso inconsciente, gerado por variadas vivências na idade infantil. É claro que existem situações muito mais complexas, mas tudo sempre gira em torno do abandono e traumas de rejeição. Veja que esta situação simples pode se perpetuar por uma vida toda, se somando a outras e outras situações que podem parecer iguais. Acabamos reeditando e reforçando em nosso emocional inconsciente a falta de confiança em relacionamentos afetivos, o medo das situação novas e desconhecidas, pelo simples equívoco criado quando éramos bebês. Naquele momento exato a criança desejava ser saciada e por se sentir o centro de seu universo, se torna um choque terrível ver a mãe se retirando e não dando à ela o que mais precisava naquele momento: leite, para acabar com sua fome.

Esta e outras vivências, que podem ser ou não de falta de atenção, acabam ficando registradas, escondidas e negadas por muitos anos dentro de nós. Elas acabam se repetindo em outros formatos, e com varias pessoas, reforçando a dor e a crença do abandono e muitas vezes até mesmo do não merecimento. São dores profundas e que não temos a menor vontade de acessar. Esse desamor é exatamente aquele ponto que não queremos entrar em contato. E, para nos distrairmos, criamos, entre outras coisas, as compulsões que são ainda mais autodestrutivas que nossas antigas dores guardadas.

Como identificar um comportamento compulsivo

Se você quer identificar algum comportamento compulsivo em seu dia a dia, basta observar atentamente seus hábitos. Neles estão todos os sinais que podem ajudar a ter dias mais harmônicos e leves. É claro que eu não estou sugerindo que pare de mexer no computador, ou se isole do convívio social, ou até não compre mais nada para você. Não estamos falando de equilíbrio x excessos. Só com a identificação de que há algo que não está bem e com a compreensão de que você pode escolher fazer diferente, é que começa a verdadeira revolução de consciência que vem de dentro para fora.

Só com a identificação de que há algo que não está bem e com a compreensão de que você pode escolher fazer diferente, é que começa a verdadeira revolução de consciência que vem de dentro para fora.

Quanto mais difícil for, maior é a dor escondida. Olhe para isso. Se achar necessário procure a ajuda de algum profissional. Cuide de você, esta vida é tudo que você tem. Se arrisque no novo e a cada conquista, crie mais confiança e alegria, que vai dando força para novos passos.

Comece se propondo um pouco de cada vez – pare alguns minutos de olhar o celular, deixe-o abandonado um pouco no silencioso e vá fazer uma atividade na natureza. Aproveite cada instante deste exercício e se for possível sem diálogos internos e externos. Abra espaço em sua mente para relaxar e expandir a presença aqui e agora. Só ative seus cinco sentidos e perceba o que esta acontecendo, sem julgamentos.

Desta forma, ou com ainda mais criatividade, crie momentos onde estar presente seja realmente um presente. Vivendo aqui e agora como prioridade. Aos poucos, as pequenas conquistas diárias vão se transformando em prazer e alegria. Você cria um novo hábito consciente e saudável e quando vê conquistou um novo estilo de vida, aquele que você sempre quis, mas achou que seria impossível. Acredite, por mais difícil que seja, por mais que demore, só depende de você. E você deve e pode conquistar este novo prazer.

Vire um compulsivo de Bem Estar. Conquiste a liberdade de escolher conscientemente o que quer em sua vida, aqui e agora. Este é o único momento de virada! Escolha agora.

Regina Restelli

Regina Restelli

Criadora da Terapia dos Chakras, que promove autoconhecimento e expansão da consciência amorosa. Suas consultas limpam as crenças no campo energético, trazendo bem-estar e energia para autotransformação.