Como entender meu horóscopo personalizado em tempos de Coronavírus

Há momentos em que tendências coletivas se sobrepõem às recomendações do mapa astral individual, por isso entenda como reinterpretar seus trânsitos astrológicos

O Horóscopo Personalizado, esse texto que você vê logo que entra no site do Personare, é composto por trânsitos astrológicos e traz informações sobre acontecimentos e tendências para um certo período da sua vida.

Eles consideram seu mapa astral individual e servem para condições normais. Há circunstâncias – raras, geralmente difíceis e graves – em que o coletivo deve se sobrepor ao indivíduo. E é o que estamos vivendo agora, em decorrência da pandemia do coronavírus.

Em situações assim, as tendências individuais continuam a agir, mas devem levar em consideração o bem comunitário.

Por exemplo, você pode ter acordado hoje com o desejo enorme de ir a uma festa, e esta inclinação social aparecerá em seus trânsitos. Mas, considerando o contexto coletivo, você não deve ir a uma festa. Nem hoje, nem amanhã e nem semana que vem, até que as autoridades médicas e sanitárias avaliem que é seguro.

Quaisquer previsões ou conselhos que você receber, seja da astrologia, seja de qualquer sistema oracular, deverão levar em conta a situação de emergência coletiva na qual nos encontramos.

É uma questão de bom senso, neste momento, ajustar as tendências e desejos individuais às necessidades coletivas, pois só assim poderemos enfrentar e vencer esta crise mundial de saúde pública.
É importante também entender que há formas alternativas de vivenciar trânsitos. Eis alguns exemplos:

  1. O trânsito diz que este momento é ótimo para a interação social? Isto é verdade em termos astrológicos. Hoje em dia há muitas formas de interagir socialmente, como salas de bate-papo, redes sociais, aplicativos de comunicação instantânea que permitem telefonemas e interação por vídeo. A interação pode perfeitamente ser virtual e não será menos social por causa disso.
  2. O trânsito diz que este momento é ótimo para estar com outras pessoas? Você pode estar, só que virtualmente.
  3. O trânsito recomenda viajar? As circunstâncias de exceção que estamos vivendo não permitem isso, seu mapa astral individual não considera o mundo inteiro. Você terá de encontrar formas simbólicas de realizar esta viagem, como, por exemplo, aproveitando o confinamento para ler e aprender sobre outra cultura.
  4. O trânsito recomenda que você vá a uma festa? Vista sua melhor roupa, faça uma festa em sua casa e use a internet para fazer uma reunião de bate-papo com seus amigos queridos. Peça que eles convidem pessoas que você ainda não conhece. Aproveite o trânsito festivo de modo que ele leve em conta as circunstâncias excepcionais que estamos vivendo coletivamente.
  5. Se o trânsito diz que este é um momento ótimo para demonstrar afeto, então demonstre. Apenas considere que, dadas as circunstâncias atuais, a melhor forma de demonstrar afeto é mantendo distância das pessoas, de modo a proteger-se e protegê-las.

É um consenso entre especialistas que muitas pessoas infectadas pelo coronavírus podem ter sintomas brandos ou até não ter sintomas, mas a velocidade de disseminação do vírus é altíssima e coloca idosos e pessoas fisicamente vulneráveis em situações de alto risco.

  • Você pode demonstrar afeto por e-mail, em chats ou com um telefonema.
  • Você pode demonstrar que se importa, que ama, valendo-se de recursos virtuais.

Sabemos como isso é difícil, pois, em geral, somos seres habituados a demonstrar amor através do contato físico. Mas, neste momento, a melhor forma de demonstrar que se importa é protegendo os outros do contato físico.

A situação global é difícil e crítica, mas a superaremos com responsabilidade. A superaremos, entendendo que, a despeito de nossas tendências, de nossos trânsitos pessoais ou de nossos desejos individuais, o momento é de pensar no coletivo e de nos ajudarmos mutuamente.

Seja você a diferença que quer ver no mundo. E confie: a crise vai passar.

Alexey Dodsworth

Alexey Dodsworth

Astrólogo há 30 anos, é escritor, membro da MENSA e atualmente cursa doutorado em Filosofia e Ética em Veneza. Tem ampla experiência em ensino de Filosofia, já tendo sido consultor da UNESCO e assessor especial no Ministério da Educação.