Em momentos de recessão financeira, é muito comum surgirem vários especialistas dando dicas sobre como lidar com dinheiro e a melhor forma de ficar rico, sempre de forma rápida e eficaz. Aliás, estas são características comuns no sistema capitalista, encontrar fórmulas e receitas para um sucesso garantido.
A relação com o dinheiro é mais uma relação como muitas outras em nossa vida. Assim como existem pessoas que possuem muitos amigos, outras que possuem poucos, aquelas que não possuem nenhum amigo e inúmeras outras que possuem diferentes composições nas suas relações mais próximas.
Dinheiro e a relação com o pertencimento
Nossa sociedade se organiza de uma forma onde o dinheiro é o principal meio de troca para conseguir serviços e/ou objetos que não possuímos. Dessa forma, ele ocupa um valor social capaz de atender a desejos como reconhecimento social, anseios por confiança, necessidade de vingança, retribuição de favores, lugar de segurança, prestígio. Ou seja, atua como uma projeção narcísica. E esse narcisismo faz parte constitutivamente da capacidade do ser humano de se vincular, ou seja, sustenta a nossa capacidade de sociabilidade.
O dinheiro está onde está nosso afeto, ou seja, no que achamos importante em nossas vidas. A “escolha” deste valor vai variar de indivíduo para indivíduo.
O ser humano, por ser um ser social, possui uma necessidade de fazer parte de grupos, e está sempre em busca da sensação de pertencimento, do sentimento de ser compreendido, de encontrar um sentido para a vida. o. Esse desejo tem uma função muito importante na organização psíquica das pessoas, podendo levar a inúmeros adoecimentos emocionais.
O dinheiro está onde está nosso afeto, ou seja, no que achamos importante em nossas vidas. Por exemplo, se uma pessoa gasta muito com roupas e sapatos, provavelmente é alguém que valoriza muito a própria aparência. A “escolha” deste valor vai variar de indivíduo para indivíduo, e pode ser feita através de questões como a autoestima, a necessidade profissional e até mesmo a aprendizagem familiar, entre outras possibilidades.
Como você usa seu dinheiro?
Para descobrir o que valorizamos, até mesmo de forma inconsciente, é preciso refletir sobre como usamos o dinheiro. Pare e olhe quais contas você está pagando: remédios, contas básicas de casa, saídas para bares e boates, educação dos filhos… A partir dessa análise você saberá exatamente o que é importante nesse momento.
Outro ponto relevante que devemos refletir sobre como acontece é a maneira com que o fluxo de dinheiro se dá em nossas vidas.
- Você tem dificuldade na entrada do dinheiro, na manutenção e/ou na saída?
- Onde está a barreira que interrompe esse fluxo?
Observando essas duas simples dinâmicas no relacionamento da pessoa com o dinheiro, podemos fazer uma boa transformação. E inclusive, descobrir possíveis traumas financeiros, histórias familiares que levaram a crenças limitantes em relação à essa área da vida.
Crenças limitantes bloqueiam sua vida financeira
Qualquer evento que acontece e não saibamos lidar ao longo de nossas vidas pode ser considerado um trauma. Para nos defender dessa situação, o cérebro coloca em prática mecanismos de defesa que tem a disposição – luta, fuga ou congelamento.
A partir de estudos da Neurociência, foi descoberto que um trauma pode passar de geração a geração caso não seja resolvido, sendo chamado de transgeracional.
O projeto “Além do Dinheiro” se propõe a mudar a percepção da relação do dinheiro com as emoções. Ele busca trazer à tona as questões que realmente influenciam na administração financeira, identificando-as e transformando-as. Isso acontece através de palestras, workshops e processos terapêuticos individuais e em grupos, realizados com a terapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing), reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
