Especial 2º semestre

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Além do dinheiro: quais são suas escolhas?

Necessidades humanas podem interferir em suas decisões financeiras

Atualizado em

Em momentos de recessão financeira, é muito comum surgirem vários especialistas dando dicas sobre como lidar com dinheiro e a melhor forma de ficar rico, sempre de forma rápida e eficaz. Aliás, estas são características comuns no sistema capitalista, encontrar fórmulas e receitas para um sucesso garantido.

A relação com o dinheiro  é mais uma relação como muitas outras em nossa vida.  Assim como existem pessoas que possuem muitos amigos, outras que possuem poucos,  aquelas que não possuem nenhum amigo e inúmeras outras que possuem diferentes composições nas suas relações mais próximas.

Dinheiro e a relação com o pertencimento

Nossa sociedade se organiza de uma forma onde o dinheiro é o principal meio de troca para conseguir serviços e/ou objetos que não possuímos. Dessa forma, ele ocupa um valor social capaz de atender a  desejos como reconhecimento social, anseios por confiança, necessidade de vingança, retribuição de favores, lugar de segurança, prestígio. Ou seja, atua como uma projeção narcísica. E esse narcisismo faz parte constitutivamente da capacidade do ser humano de se vincular, ou seja, sustenta a nossa capacidade de sociabilidade.  

O dinheiro está onde está nosso afeto, ou seja, no que achamos importante em nossas vidas. A “escolha” deste valor vai variar de indivíduo para indivíduo.

O ser humano, por ser um ser social, possui uma necessidade de fazer parte de grupos,   e está sempre em busca da sensação de pertencimento, do sentimento de ser compreendido, de encontrar um sentido para a vida. o. Esse desejo  tem uma função muito importante na organização psíquica das pessoas, podendo levar a inúmeros adoecimentos emocionais.

O dinheiro está onde está nosso afeto, ou seja, no que achamos importante em nossas vidas. Por exemplo, se uma pessoa gasta muito com roupas e  sapatos, provavelmente é alguém que valoriza muito a própria aparência. A “escolha” deste valor vai variar de indivíduo para indivíduo, e pode ser feita através de questões como a autoestima, a necessidade profissional e até mesmo a  aprendizagem familiar, entre outras possibilidades.

Como você usa seu dinheiro?

Para descobrir o que valorizamos, até mesmo de forma inconsciente, é preciso refletir sobre como usamos o dinheiro. Pare e olhe quais contas você está pagando: remédios, contas básicas de casa, saídas para bares e boates, educação dos filhos… A partir dessa análise você saberá exatamente o que é importante nesse momento.

Outro ponto relevante que devemos refletir sobre como acontece é a maneira com que o fluxo de dinheiro se dá em nossas vidas.

  • Você tem dificuldade na entrada do dinheiro, na manutenção e/ou na saída?
  • Onde está a barreira que interrompe esse fluxo?

Observando essas duas simples dinâmicas no relacionamento da pessoa com o dinheiro, podemos fazer uma boa transformação. E inclusive, descobrir  possíveis traumas financeiros, histórias familiares que levaram a crenças limitantes em relação à essa área da vida.

Crenças limitantes bloqueiam sua vida financeira

Qualquer evento que acontece e não saibamos lidar ao longo de nossas vidas pode ser considerado um trauma. Para nos defender dessa situação, o cérebro coloca em prática mecanismos de defesa que tem a disposição – luta, fuga ou congelamento.

A partir de estudos da Neurociência, foi descoberto que um trauma pode passar de geração a geração caso não seja resolvido, sendo chamado de transgeracional.

O projeto “Além do Dinheiro” se propõe a mudar a percepção da relação do dinheiro com as emoções. Ele busca trazer à tona as questões que realmente influenciam na administração financeira, identificando-as e transformando-as. Isso acontece através de palestras, workshops e processos terapêuticos individuais e em grupos, realizados com a terapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing), reconhecida pela Organização  Mundial de Saúde (OMS).

Danielle Pinheiro

Danielle Pinheiro

Danielle Pinheiro (CRP 05/33648) é psicóloga, mestre em Psicologia (UFF) e criadora do projeto Trauma por Ser Mulher. Especialista em saúde mental feminina e trauma, atua como terapeuta pioneira em IFS e supervisora/facilitadora de EMDR certificada pelo EMDR Institute, EMDRIA e EMDR Ibero-América. É terapeuta em Brainspotting (formada por David Grand) e Experiência Somática.

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