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A vacina contra Covid tem mapa astral? Entenda

Veja a análise do mapa astral do momento exato do anúncio da eficácia da vacina contra Covid do Instituto Butantan

A vacina contra Covid tem mapa astral? Entenda

Quando o assunto é astrologia, é comum imaginar que mapas astrais só possam ser feitos para o nascimento de pessoas. Contudo, é prática antiga a confecção de mapa astral para eventos e cidades.

Um dos estudos astrológicos mais antigos é o que foi elaborado para a fundação de Roma por Lucius Tarutius Firmanus, um século antes do início da Era Cristã. Mesmo contemporaneamente, é comum que astrólogos estudem mapas de cidades, ainda que em vários casos não seja tão simples determinar quando uma cidade foi fundada. Não são poucos os empresários que buscam no conhecimento astrológico um momento favorável para a inauguração de suas empresas.

Para astrólogos, eventos também têm mapa astral. Um exemplo recente que vale ser analisado envolve considerar o momento exato do anúncio da eficácia da vacina contra Covid do Instituto Butantan: 7 de janeiro de 2021 às 12h45, em São Paulo. Desde que a pandemia do novo coronavírus dominou o mundo, os brasileiros estão ansiosos por uma solução, e ela foi oferecida.

É um consenso entre cientistas que a vacina do Butantan é eficiente, e os resultados foram analisados por comitê austríaco independente. O que a ciência tem a dizer você pode encontrar nas publicações e artigos científicos. Mas você talvez tenha a curiosidade de saber: o que o conhecimento astrológico tem a dizer sobre a vacina contra Covid? Para oferecer algumas respostas possíveis, devemos considerar o mapa astral do anúncio da vacina contra covid, que é o que você pode ver a seguir:

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Quais as simbologias presentes neste momento? A primeira coisa que salta aos olhos é o anúncio tendo sido feito quando os planetas Marte e Urano, ambos conjuntos em Touro, se erguiam no Ascendente em Áries.

Há, aqui, uma sincronicidade curiosíssima para quem conhece o mapa da cidade de São Paulo. O mapa astrológico de São Paulo considera o momento histórico da fundação da cidade: quando a primeira missa foi rezada pela Companhia de Jesus, no Pátio do Colégio, em 25 de janeiro de 1554, às 6h45min.

Neste mapa em que Sol e Ascendente se encontram em Aquário, temos o poderoso signo tanto do progresso quanto da diversidade, que é a identidade da cidade de São Paulo. Mas há algo ainda mais impactante: Marte ascendente, sinal que se repetiu no anúncio da vacina do Instituto Butantan.

Marte: liderança e condução

O lema da cidade de São Paulo, que vem estampado em sua bandeira, é “non dvcor, dvco”, que em latim significa “não sou conduzido, eu conduzo”. Esta frase é a expressão literal de Marte no Ascendente de São Paulo. Marte não se deixa conduzir, o planeta não é liderado, e, sim, lidera.

Marte também se levanta no Ascendente do anúncio do Butantan, assumindo o protagonismo de um projeto de vacinação. O governo estadual anunciou sua intenção de que o programa de vacinação começará no próximo 25 de janeiro, aniversário da cidade. Não esperando por um plano federal, tanto Marte no Ascendente quanto Áries declaram: “não sou conduzido, eu conduzo”.

Urano também se levantava no Ascendente no momento do anúncio. Para a astrologia contemporânea, este planeta é símbolo de progresso, avanço tecnológico e científico, ressoando o Ascendente Aquário da cidade. São bons sinais astrológicos, mas há problemas. E não são poucos.

Tais problemas não dizem respeito à eficiência da vacina, este é um ponto que já foi bem determinado pela ciência. São problemas que dizem respeito a conflitos logísticos e políticos. Marte e Urano conjuntos em Touro com Ascendente em Áries marcam bem: progrediremos… com solavancos.

Lua: o povo e a Via Combusta

Em uma análise coletiva, a Lua representa o povo. No mapa do anúncio da vacina, a Lua se encontra no quarto grau do signo astrológico de Escorpião, que é a chamada “Via Combusta”, que vai de 15 graus de Libra a 15 graus de Escorpião. Por estar no quarto grau, isso significaria um prolongamento do estado de sofrimento do povo (Lua).

Isso não se daria por motivos técnicos (a vacina em si), mas por razões logísticas e políticas, o que fica evidenciado por todas as quadraturas envolvendo Marte e Urano de um lado, a Lua do lado oposto e o aglomerado de planetas no Meio do Céu (representando o poder maior, o governo).

Um astrólogo do século XIII, o italiano Guido Bonatti, aponta que existem outras circunstâncias específicas em que a Lua se encontra especialmente “aflita” como, por exemplo, a existência de uma oposição com o planeta Marte, que é o que ocorre no caso do mapa astral da vacina contra Covid. A Lua só não está mais aflita, segundo Bonatti, porque não está no terceiro grau. Escapamos por um triz!

A interpretação disso, por consequência, é a de que há progresso, mas o sofrimento do povo (representado pela Lua na Via Combusta e com vários aspectos tensos) está longe de acabar.

A vacina é, sem dúvida, uma ótima notícia, mas não representa o fim do problema.

Astrologicamente falando, é provável que o plano de aplicação sofra atrasos ou mesmo tentativas de sabotagem. Problemas burocráticos e guerras político-ideológicas estão bem marcados pelos planetas no Meio do Céu em quadratura a Marte-Urano e à própria Lua.

Quadraturas com Saturno: atrasos e escassez

Dois aspectos revelam problemas que já se desenham no horizonte: um deles é a quadratura Marte-Saturno, e outro é a quadratura Lua-Saturno.

A quadratura Lua-Saturno é um poderoso significante de escassez. É curioso notar que, em mapas astrológicos de nascimento, pessoas que têm este aspecto têm medo intenso de passar por situações de privação. Não importa que a pessoa seja rica, ela alimenta a fantasia de que a qualquer momento poderá não ter o que comer, ou o que vestir, ou onde morar. Isso geralmente se explica porque, na história da pessoa, há um evento grave que envolve privações.

No caso do anúncio da vacina, o que podemos esperar deste aspecto? Faltarão insumos? Agulhas? Talvez, mas não creio nisso. Há outra leitura possível, que é a minha principal aposta: o que o mapa astral da vacina contra covid diz é que, dada a lentidão, faltarão leitos hospitalares para o povo (Lua), que já sofre tanto (Lua na Via Combusta em recepção com Marte).

O mapa sinaliza de forma bastante clara que passaremos por várias situações de restrição antes de podermos retornar à vida normal. E a quadratura Marte-Saturno é clara: o progresso Marte-Urano é desafiado pelo freio das limitações saturninas. Em um mapa pessoal, a tensão entre Marte e Saturno é a marca indelével da procrastinação e da lentidão causada por obstáculos e sabotagens (até mesmo autossabotagens).

O planeta Marte pode até dizer “não sou conduzido, eu conduzo”, mas Saturno impõe: “ok, mas eu não vou deixar que você vá tão rápido”. E quem é Saturno, no caso? Ocupando o Meio do Céu, não tenho dúvidas de que representa figuras de autoridade.

O problema é que Marte se recusa a se submeter: em Touro, signo de seu exílio, Marte pode reagir com violência física quando contrariado. Haverá protestos com confrontos físicos por causa da vacina? Talvez sim.

Há luz no fim do túnel, e essa luz nos foi concedida pela ciência médica e pela pesquisa. Mas o caminho até lá se dará ainda de forma lenta, com atrasos e talvez até mesmo com sabotagens, com risco de convulsão social. Um dia antes da data de início da vacinação anunciada pelo governo estadual de São Paulo, em 24 de janeiro, o Sol se alinha perfeitamente a Saturno: restrições de última hora que são aliviadas pela conjunção Sol-Júpiter no dia 29 de janeiro.

Em circunstâncias assim, é sábio torcer para que a astrologia esteja errada, mas agir considerando que ela talvez esteja certa, pois é desta cautela que depende a vida – se não a nossa, ao menos a de nossos entes queridos e mais vulneráveis.

Em síntese: apesar de o mapa do anúncio da vacina contra Covid ter bons elementos de progresso, não há, ainda, motivo para festa.

Temos que comemorar as evidências científicas da eficiência da vacina, mas comemoremos com segurança e mantenhamos o isolamento, pois vai demorar para tudo voltar ao normal que conhecíamos. Precisamos nos conter, a fim de garantir que haja motivos para festejar no futuro.

Voltaremos ao normal, não tenho dúvidas disso. Mas, enquanto não voltamos, temos a possibilidade – e a responsabilidade – de agir de modo a reduzir os danos ao máximo. Tais ações, convém lembrar sempre, não dependem apenas de cientistas ou governantes, e não devemos esperar por eles. Dependem também de nós e de nossas pequenas ações diárias.

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Alexey Dodsworth

Alexey Dodsworth

Doutor em Filosofia pelas universidades de Veneza e de São Paulo. Tem ampla experiência em ensino de Filosofia, já tendo sido consultor da Unesco e assessor especial no Ministério da Educação. Pesquisa Astrologia desde 1987. Saiba mais