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Musicoterapia para festa junina

Canções podem unir pessoas e estimular interações durante comemoração

Canções podem unir pessoas e estimular interações durante comemoração

Musicoterapia para festa junina

Quentão, bandeirinhas, pé-de-moleque, fogueiras… São tantos os símbolos característicos das festas juninas, que quando a época das comemorações se aproxima muitas pessoas já começam a planejar como vão entrar no clima. Mas além das comidas e roupas típicas, outra influência bem forte neste tipo de evento é a música. Afinal, quem nunca dançou quadrilha ou arriscou alguns passos de forró?

Segundo a musicoterapeuta Nydia Monteiro, a música é fundamental para ambientar qualquer tipo de comemoração, já que ajuda na hora de associar as canções a sentimentos, sensações e memórias presentes naquele momento ou em outro período especial. Desta forma, a especialista acredita que a música dá o andamento das festas e une as pessoas, facilitando, iniciando ou reforçando todas as relações que podem acontecer.

a música dá o andamento das festas e une as pessoas, facilitando, iniciando ou reforçando todas as relações que podem acontecer.

Para compor um repertório de Musicoterapia adequado para a festa junina, é papel do profissional especializado no assunto analisar a identidade sonora dos convidados e estabelecer objetivos terapêuticos a serem alcançados, como estimular a interação, aliviar o estresse e aumentar o prazer. “Se os convidados forem da terceira idade, por exemplo, o tipo de música mais adequado deve estimular a memória e a autoestima das pessoas, assim como reforçar os vínculos e as relações. Desta forma, seria interessante ter, durante a festa, músicas que fizeram sucesso na época desses convidados. Já para as crianças, as canções indicadas seriam aquelas que aumentam a movimentação, a atenção e o prazer em interagir e participar do evento”, ensina Nydia.

Ritmo das músicas deve aumentar aos poucos

Para estimular a interação entre as pessoas, Nydia reforça que o ideal é que a música vá aquecendo aos poucos ao longo da festa, estimulando a alegria e a participação dos convidados. O ritmo, neste caso, deve ser gradativo, com canções mais lentas no início da comemoração, que vão ficando mais rápidas à medida que o tempo passa. Da metade da festa para o final, invista em músicas que estimulam a movimentação coletiva e a participação de todos os presentes de forma improvisada e espontânea, como acontece no momento da quadrilha.

Caso deseje interromper o som em algum momento durante a comemoração, é aconselhável que isso ocorra somente depois que a maioria das pessoas participar das danças. “Ao cortar a música, existe o risco de não possibilitar o envolvimento de todos na festa e quebrar o ritmo festivo. Se isso for feito para dar espaço aos jogos e brincadeiras típicos de festa junina, os convidados devem ser preparados verbalmente e com antecedência, de forma que tenham curiosidade, prazer e vontade de participar. Assim, não faltarão estímulos até o fim da festa”, aconselha a musicoterapeuta.

Outro conselho de Nydia é que a música deve voltar a ser tocada logo após o momento de maior silêncio, adequando-se às pessoas que ainda estão presentes. Uma dica, segundo ela, é optar pelas canções que mais fizeram sucesso durante a festa, para que a sensação de prazer e a associação do som com sentimentos positivos permaneçam em cada um dos presentes. Quando o fim da comemoração estiver se aproximando, o ideal é que as músicas sigam a ordem inversa de como aconteceram no início: as mais rápidas e agitadas devem tocar primeiro e, na sequência, os ritmos mais lentos. Assim haverá uma preparação e um desaquecimento natural do ritmo e do comportamento das pessoas.

Canções devem acompanhar a natureza das brincadeiras

Uma festa junina não está completa se não houver a hora das brincadeiras. Para manter o interesse dos convidados, Nydia aconselha que as músicas escolhidas para este momento tenham sintonia com as atividades propostas. Para os jogos que necessitam de estímulo e movimentação, como corrida do saco e pau-de-sebo, músicas mais rápidas e com ritmos bem marcados reforçam e animam participantes e observadores. Já nas brincadeiras que precisam de maior concentração ou atenção, como pescaria, bingo, rabo do burro e correio elegante, a música pode ser interrompida, pois o silêncio ou a diminuição do barulho se adequa mais ao momento.

Repertório junino deve sintetizar a cultura nordestina

Sendo a segunda celebração mais importante na cultura brasileira, a festa junina é o momento de homenagear a cultura da zona rural. Então, a música que tocará durante a festividade deve sintetizar principalmente a cultura nordestina, que tem representantes espalhados em todos os cantos do país. “As músicas de Luiz Gonzaga são as mais tocadas até hoje durante esta época, em todos os cantos do país e representam bem nosso povo, que luta, tem fé e alegria sempre, mesmo nas maiores dificuldades. As canções do Rei do Baião possuem muita força”, acredita Nydia.

Outros exemplos de músicas que não podem faltar nas festas juninas são as cantigas clássicas que a grande maioria das pessoas conhece, como as famosas “Pula Fogueira”, “Sonho de Papel”, “Pedro, Antônio e João”, “Balãozinho” e “Capelinha de Melão”. O forró é mais um estilo famoso que pode agitar os convidados, geralmente representando vários estilos, como baião, xaxado, xote e a adorada quadrilha – que marcou a infância de muitas pessoas e tem o poder de animar, unir e valorizar uma festa junina. Então, abuse desses sons nas celebrações e permita-se levar pelas canções típicas desta época do ano.

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