Juliana Garcia

Como você reage quando falta o chão?

Por trás desses momentos pode haver um convite muito especial

Como você reage quando falta o chão?

Quando você se depara com uma pergunta crucial à qual não sabe responder, como se sente? Como você reage quando o novo chega e você não conhece as regras desse jogo? Tente identificar que sentimentos costumam vir à tona. Irritação ou frustração por não ter a resposta na ponta da língua? Medo por estar entrando num terreno desconhecido? Tristeza por estar diante de um limite? Bem, se o que brota são sensações nesses níveis emocionais, eu vim aqui lhe dizer: você pode deixar as coisas serem mais leves. Sim, as coisas podem ser mais leves, mais fluidas e você pode aproveitar o processo. Que processo? O processo de aprender a amar as perguntas. O processo de aprender a desfrutar do próprio processo. De se preocupar menos, de se afligir menos, de se cobrar menos e aproveitar a jornada.

Da próxima vez que se deparar com o desconhecido, com alguma pergunta para a qual você não tem ainda uma resposta, com um questionamento que coloca você em contato com algum vazio… Existe uma série de outras possibilidades e afirmações que você poderia experimentar:

  1. Que curioso poder me deparar com algo que eu não conheço.
  2. Puxa, que bom eu poder me aventurar em novas descobertas!
  3. Os limites me mostram a minha força para encontrar novos caminhos.
  4. Que oportunidade para aprender a explorar novos pontos de vista!
  5. Quem disse que o que eu consigo visualizar como “certo” é a única possibilidade?
  6. A vida está me dando a chance de perceber o que eu não conheço!
  7. Como é bom aprender, crescer, me descobrir mais a cada dia.
  8. Essa pergunta me coloca em contato com mais outras perguntas, que vão me guiar nessa busca para que eu descubra o que preciso descobrir.
  9. Tudo virá no exato momento em que eu estiver pronta para receber. Se eu me mantiver fechada em antigos paradigmas, como vou poder receber o que a vida tem para me oferecer?
  10. Eu me abro para o novo. Eu quero descobrir o novo. Eu quero percorrer o caminho e aproveitar a jornada.

Tempos atrás eu estava vivendo um período muito desafiador, cheio de rupturas, de dores e medo. Eu não tinha a menor ideia de como prosseguir, porque tudo que eu tinha como seguro já não estava no lugar.

Eu não tinha a menor ideia de como prosseguir, porque tudo que eu tinha como seguro já não estava no lugar.

Mudanças profundas estavam acontecendo. Eu não tinha nenhuma resposta. Eu não sabia nem o que perguntar para mim mesma para conseguir direcionar meu próximo passo. Eu estava completamente sem chão. Um dia, enquanto eu tomava banho e chorava, sem drama, mas simplesmente deixando que a dor pudesse passar… Uma frase veio muito clara dentro de mim: “Está sem chão? Pode ter chegado a hora de voar!”.

Era a vida falando comigo, num momento em que eu me permiti me entregar. E esse virou um dos meus lemas. “Está sem chão? Pode ter chegado a hora de voar!”

Se eu pudesse lhe dar somente um conselho, um conselho de quem já atravessou essa estrada de maneiras bastante doloridas… Esse conselho seria: dê uma chance para que as coisas possam fluir mais levemente. Deixe a vida lhe mostrar um jeito mais simples. E aceite. Basta parar de resistir.

Deixe a vida lhe mostrar um jeito mais simples. E aceite. Basta parar de resistir.

Enquanto ainda não for natural para você encarar dessa forma, que tal começar a olhar para aquela lista de afirmações e ensaiar? Interprete o papel de quem acredita que é possível fluir. Acredite no papel. Teste, tente, experimente dizer e sentir até que seja real, coloque-se em movimento, permita-se explorar novas possibilidades, até que você se sinta confortável com o desconforto que o novo provoca. Até que você sinta cada fibra em você vibrar com a possibilidade de embarcar rumo ao desconhecido.

Quando lhe faltar o chão, dê um sorriso cúmplice e diga à vida: “Sim, eu aceito o convite para voar!”.

Para continuar refletindo sobre o tema

Momentos de crise, momentos de voo

Troque a dor pelo equilíbrio

Recomeçar, apesar dos desafios

Afinal, a nossa vida é justa?

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Juliana Garcia

Juliana Garcia

Escritora, criadora, consultora, psicóloga, psicodramatista. Seu trabalho gira em torno da Autenticidade e da Criatividade. Psicóloga graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pós-graduada em Psicodrama pelo Instituto Mineiro de Psicodrama Jacob Levy Moreno. Cursou formações em Coaching pela Abracoaching e Condor Blanco Internacional. Foi professora do curso de pós-graduação em Psicodrama pelo Instituto Mineiro de Psicodrama Jacob Levy Moreno. Criadora de diversos cursos livres e conteúdos mais livres ainda. Contato: contato@julianaggarcia.com.br Saiba mais