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Autoconhecimento
Entenda a importância de conhecer regras de astrologia antiga
Nos próximos dias 18 a 20 de novembro, o Sindicato de Astrólogos do Rio de Janeiro realizará um simpósio de Astrologia reunindo profissionais não apenas do Brasil, como de outros países. Convidaram-me para falar sobre os aforismos de Cardan, assunto muito pertinente para o presente momento, em que estudiosos brasileiros resgatam a importância do estudo dos clássicos da literatura astrológica.
Não me considero um astrólogo clássico, por motivos óbvios: utilizo Urano, Netuno e Plutão na leitura de cartas astrológicas. Por outro lado, não posso me considerar exatamente um "moderno", pois não considero que estes planetas sejam os "verdadeiros regentes" dos signos de Aquário, Peixes e Escorpião. Vejo os três corpos celestes além de Saturno como co-regentes - assunto que deixarei para um próximo artigo. E, em verdade, não vejo muito sentido na separação entre "astrologia clássica" e "moderna" - creio ser perfeitamente possível aproveitar o melhor dos dois mundos e, evidentemente, é preciso testar e verificar o que funciona e o que não funciona O que desejo, no presente momento, é ressaltar a importância do estudo e compreensão das regras que Hyeronimus Cardanus estabelece para o estudo de mapas astrais.
Cardanus, também conhecido como Gerolamo Cardano ou simplesmente Cardan, nascido na Itália, região da Lombardia, foi não apenas um astrólogo, mas um muito bem dotado matemático e médico. Foi o primeiro pesquisador a descrever detalhadamente a febre tifoide. Envolvido em diversas controvérsias em decorrência de sua personalidade genial e excêntrica, chegou a ser encarcerado por cometer a heresia de propor um estudo astrológico de Jesus Cristo. Para a Astrologia, legou uma série de regras de interpretação altamente eficientes, conhecidas como "os aforismos de Cardan", resgatados e publicados por William Lilly. Alguns destes aforismos serão o objeto de minha apresentação no Simpósio do SINARJ.
A título de exemplo, cito um, cujo desconhecimento desencadeia muitos mal entendidos entre estudantes e astrólogos no Brasil. Numa de suas regras interpretativas, Cardan afirma que um planeta que se localize no último quinto de uma casa, age sobre a seguinte. Isso significa, por exemplo, que se você tem Marte a 8 graus de Libra e sua Casa 5 começa a 10 graus de Libra, você tem Marte na Casa 5, e não na Casa 4.
Temos, aqui, dois problemas:
Aplicamos as regras de Cardan ao Horóscopo Personare, de modo que se um planeta transita pelos últimos graus de uma casa, ele já passa a valer como transitando pela casa posterior. Vale ressaltar que isso nada tem a ver com simplesmente seguir regras de um livro antigo. Nem tudo o que é antigo é "melhor" ou válido por si. Aplico tais regras por ter verificado sua importância ao longo de meus anos de prática.
Assim sendo, caso você deseje aprender um pouco mais sobre as propostas de interpretação descritas por Cardan (além de outros assuntos por demais importantes), sugiro que não perca a oportunidade de participar do Simpósio do SINARJ - uma oportunidade única para aprender, intercambiar e melhorar seus conhecimentos de Astrologia.