Rafaella Coelho
Por Rafaella CoelhoLeia em 7 min.02/09/2009 

Use a força do seu pensamento

Comprove no cotidiano os efeitos positivos da mentalização

Comprove no cotidiano os efeitos positivos da mentalização

Use a força do seu pensamento

Antes de uma casa ser construída, imagina-se o estilo da construção, o número de quartos, o jardim. Faz-se o projeto para depois começar as obras. Trabalha-se primeiro com a mente para ter uma imagem clara daquilo que se deseja ver construído. Esse é um exemplo prático do arquétipo mental, conceito usado por Jung para mostrar que tudo é criado duas vezes: primeiro no plano mental e depois no físico.

Quando fazemos uma mentalização, além de utilizar o arquétipo mental, atuamos no plano energético. Cada pensamento desprende certa quantidade de energia proporcional à sua intensidade, que tem efeitos tanto no mundo exterior, quanto no seu corpo. Quanto mais concentrados e por mais tempo e vezes imaginamos, mais energia é direcionada para este fim.

Para verificar o efeito desta técnica, você pode fazer uma experiência que está no livro Tratado de Yôga, do escritor DeRose:

  1. Coloque algumas sementes de feijão sobre algodão úmido em dois potes. Cada um com a mesma quantidade de algodão, de água e de sementes. Os dois devem receber a mesma quantidade de ar e de luz.
  2. Todos os dias, pela manhã e à noite, dirija-se a um grupo de sementes, sempre o mesmo, e mentalize que está crescendo. O conteúdo do outro prato deve ser simplesmente ignorado.
  3. No final de uma semana, compare as duas porções de sementes. Em noventa por cento dos casos, aquela que você mentalizou para crescer estará mais desenvolvida que a outra. Perceba que se você tem o poder de influenciar uma planta que está fora do seu corpo, imagine a sua capacidade de transformar-se!

Em muitos casos, não basta apenas visualizar, é necessário também a ação efetiva para a concretização. A ação é o coroamento do arquétipo mental formado. Sem a ação,seria necessário acumular muita energia para que a imaginação se realizasse. Por exemplo, nas minhas práticas de Yôga, para conquistar uma posição, primeiro me imagino realizando-a. Depois, preciso executá-la várias vezes até aprender. Assim, o que antes parecia difícil, passa a ser fácil. Dessa forma, mentalize e aja!

Para continuar refletindo sobre o tema:

O documentário Quem somos nós? (2004) contém uma passagem com as fotos microscópicas da água submetida a diversos estímulos, registradas pelo japonês Masaru Emoto. Podemos observar como as moléculas aparecem diferentes de acordo com os pensamentos e intenções. O filme complementa com a seguinte pergunta: se os pensamentos podem fazer isso com a água, imagine o que podem fazer conosco?

Rafaella Coelho

Rafaella Coelho

Instrutora de SwáSthya Yôga, adora compartilhar qualidade de vida e autoconhecimento. Ministra aulas particulares ou em grupos na Uni-Yôga Leblon, no Rio de Janeiro