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Beleza > Autoestima

Fortaleça sua autoestima

Combata os pensamentos negativos sobre si mesma e reconheça seu valor

Por: Cristiane Costa Cruz

 

A forma como nos vemos pode influenciar o modo como vivemos nossas vidas. A autoestima é o valor que damos a nós mesmos e é baseada na forma como nos vemos. Ou seja, é uma opinião que formamos a nosso respeito, não um fato em si. Uma pessoa que tem uma boa autoestima, é capaz de reconhecer seu próprio valor e sentir-se amada e aceita pelos outros. Já pessoas com problemas na autoestima tendem a sentir que ninguém gosta delas, que não são aceitas pelos outros e que não conseguem fazer nada direito. Desta forma, a forma como nos vemos influencia diretamente nossa capacidade de lidar com a vida e de sermos felizes.

As opiniões que formamos sobre nós mesmos são moldadas pelas experiências que temos no decorrer dos anos. A forma como os outros nos vêem e nos tratam é um fator importante para o desenvolvimento de nossa autoestima. Desde a infância, buscamos sempre aprovação, mas às vezes é muito difícil sentir essa aprovação. Se os pais criticam muito os erros de uma criança, em vez de elogiar seus acertos, sua autoestima vai se enfraquecendo. Isso também acontece em outros tipos de relacionamentos. Em um namoro ou casamento, quando um dos parceiros assume essa postura crítica em relação ao outro, pode rebaixar sua autoestima. Um chefe muito crítico também pode comprometer a autoestima de um subordinado. Desta forma, a forma como você se vê pode ser muito prejudicada quando alguém, cuja aceitação é importante, sempre lhe coloca para baixo.

Voz interior negativa

Para entender melhor como isso funciona, imagine uma escala de valores que vai de menos dez a mais dez, com um zero no meio. Para cada crítica que recebemos, perdemos um ponto e para cada elogio, ganhamos um ponto. Se recebermos mais elogios do que críticas, nossa escala de valores terá uma pontuação positiva, mas se recebemos somente críticas negativas, mesmo fazendo tudo certo, o máximo que atingiremos será o zero.

A partir desse tipo de experiência negativa, forma-se uma espécie de crítico interno, uma voz interior que parece encontrar defeito em tudo. Com o tempo, ouvir essa voz interior negativa pode ter o mesmo peso das críticas externas. Algumas pessoas ficam tão acostumadas ao seu crítico interno que nem percebem quando elas mesmas estão se colocando para baixo."Algumas pessoas ficam tão acostumadas ao seu crítico interno que nem percebem quando elas mesmas estão se colocando para baixo."

Cada pessoa forma uma imagem ideal de quem quer ser, dentro de uma escala de valores própria. Por exemplo, algumas pessoas admiram habilidades físicas, enquanto outras admiram habilidades mentais e há os que valorizam mais as conquistas financeiras. As pessoas que enxergam em si mesmas as qualidades que admiram, têm a autoestima elevada. Já os que não enxergam em si essas qualidades, não conseguem ter uma boa autoestima. Mas isso não quer dizer que não tenham essas qualidades, muitas vezes as possuem, só que não conseguem enxergar.

Padrões inalcançáveis

Pessoas que buscam modelos ideais fora de suas possibilidades, têm problemas sérios na autoestima. Atualmente, muitas pessoas buscam padrões difíceis de atingir. Há um constante bombardeio de mensagens, dizendo que devemos ser jovens, magros, bonitos, elegantes, bem-sucedidos profissionalmente, ter muito dinheiro para gastar, um bom apartamento em um bairro nobre, móveis planejados, uma TV enorme e um carro novo na garagem. Além disso, ainda é preciso ter um excelente casamento, um casal de filhos perfeitos e matriculá-los nas melhores escolas, para garantir que tenham um futuro brilhante. Esse é o modelo ideal que inspira muitas pessoas. Mas quando não conseguem tudo, sentem-se frustrados, em vez de valorizar as conquistas parciais.

Um item que tem gerado muita insatisfação às mulheres é a questão da aparência, devido à cobrança por um ideal de perfeição impossível de se atingir. Os meios de comunicação de massa nos bombardeiam com imagens de mulheres jovens, lindas e perfeitas, devidamente produzidas e retocadas, em programas de edição de imagens. Por se espelhar nessas imagens, a maior parte das mulheres sente-se feia e inadequada. Ao nos depararmos com uma imagem de perfeição, automaticamente pensamos: Quem sabe se eu comprar este produto, ficarei um pouco mais parecida com essa mulher perfeita? A ideia é criar padrões de beleza cada vez mais distantes da realidade, para que as pessoas consumam cada vez mais. É preciso estar atenta para não deixar que essas idéias de perfeição prejudiquem nossa autoestima

Problemas com a autoestima podem levar à depressão e também podem levar uma pessoa a ficar aquém do seu potencial, ou a tolerar relacionamentos ruins. Já as pessoas que se aceitam e se enxergam de forma positiva, tendem a ter relacionamentos melhores, sentem-se mais felizes, conseguem lidar melhor com seus erros e frustrações e são mais persistentes para atingir seus objetivos. Pessoas que acreditam em si são mais propensas a desenvolver uma boa carreira acadêmica e profissional. Ter uma boa autoestima permite viver a vida ao máximo.

É sempre possível melhorar a autoestima. Claro que mudar não é fácil, mas não adianta esperar que o mundo mude para nos sentirmos bem. Ao assumir a responsabilidade, podemos buscar objetivos realistas, ver cada sucesso como um passo na direção certa. Também é fundamental identificar os pontos fortes e reconhecer as limitações. Há coisas que podemos tentar mudar, mas há outras que simplesmente precisamos aprender a aceitar como são.

Dicas para melhorar a autoestima

  • Diminua suas expectativas de perfeição. A nota da felicidade está mais próxima de 7 do que de 10.
  • Combata os pensamentos negativos e autodestrutivos. Em vez de olhar somente os erros e defeitos, mude o foco para os acertos e qualidades positivas.
  • Reconheça seus limites. Se perceber que está infeliz com algo que pode mudar, então comece hoje. Se é algo que você não pode mudar, apenas aceite. Será um problema a menos em sua vida.
  • Aprenda com os erros, em vez de se martirizar. Errar faz parte do processo de aprendizagem.
  • Busque sempre coisas novas para fazer. Isso proporcionará a descoberta de novos talentos e fará com que se orgulhe de suas novas habilidades.
  • Ajude outras pessoas, sempre que possível. Sentir-se útil faz muito bem à autoestima.
  • Procure exercitar-se em uma atividade física de que goste. Isso ajudará a fazer as pazes com seu corpo.
  • Orgulhe-se de suas opiniões e ideias e não tenha medo de expressá-las, mesmo que nem todos concordem.
  • Passe seu tempo livre com as pessoas que você ama e fazendo as coisas de que você gosta. Faça um esforço para tornar a vida prazerosa e satisfatória.
  • Busque amigos. A maioria das pessoas está interessada em fazer novas amizades, tome a iniciativa e não espere que os outros venham até você.
  • Sorria, seja gentil com os outros, peça apoio, fale sobre você, seja sincera. Isso ajudará a atrair as pessoas que realmente gostam de você.
  • Cuida da sua aparência, mas sem exageros.
  • Evite situações e pessoas que o fazem sentir-se mal sobre si mesma.

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SOBRE O AUTOR

Cristiane Costa Cruz

Formada em Psicologia pela PUC/SP em 1990. Utiliza a abordagem cognitivo-comportamental. Ministra cursos sobre Psicopatologia e Transtornos Alimentares. Presidente da Mensa Brasil. Saiba mais »

contato: cristianepsico@ig.com.br
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