Carregando pagina

Amor > Relacionamento

Conheça dois perfis femininos que originam dificuldades no amor

Mulheres fortes que intimidam os homens, ou fracas que se tornam reféns do outro

 
Imagem: Sam Manns (@sammanns94), via Unsplash

Em meus atendimentos, percebo que os problemas na vida amorosa, tanto de mulheres como de homens, têm uma profunda relação com um contexto histórico, no qual ao longo dos últimos séculos, as energias do feminino foram sendo distorcidas pela exacebação do masculino.

+ Equilibre sua energia masculina e feminina

Geração após geração, as energias masculinas foram se exacerbando, o que afetou desde a maneira como os partos são realizados, ou seja, o momento em que nascemos; passando pela maneira como as mães cuidam e educam seus filhos; pelos vínculos afetivos que desenvolvemos em todos os níveis; até chegarmos a um contexto mais amplo, que dá forma à nossa forma de enxergar e agir diante da vida em todos os seus aspectos.

Relação difícil com pai dá origem a feridas emocionais

É difícil ter sucesso na vida enquanto rejeita ou despreza seu pai

É difícil ter sucesso na vida enquanto rejeita ou despreza seu pai
Técnica em áudio ajuda a curar o vínculo afetivo e liberar o amor interrompido

Para sobreviver a esta realidade de vida, moldada pela opressão das energias masculinas, as mulheres desenvolveram certos padrões de comportamento, como uma resposta a este desequilíbrio. A autora do livro 'A Mulher Ferida", Linda S. Leonard, descreve oito perfis básicos que estão presentes nas mulheres, como uma consequência de sua relação com o pai. Estes perfis representam as diferentes feridas da relação pai-filha, e cada um deles traz consequências na vida afetiva das mulheres.

Mulheres com dificuldades no amor alternam entre duas atitudes

A figura paterna atua no contexto primordial, que é nossa família, como o referencial da energia masculina. Porém, dentro de um cenário em que estas energias estão desequilibradas de maneira mais ampla e coletiva, a relação pai-filha já se inicia sob influências distorcidas ao longo de suas gerações anteriores, em também em um contexto coletivo, sedimentado ao longo de séculos de feridas emocionais.

+ Seja por raiva, medo, vingança ou esquecimento, excluir pai da vida pode causar desordem familiar

Para lidar com a dor dessas feridas, as mulheres tendem a adotar duas reações básicas: serem mais fortes que a dor (perfil da amazona encouraçada) ou se deixarem ser tomadas por ela (perfil da eterna menina)."Para lidar com a dor dessas feridas, as mulheres tendem a adotar duas reações básicas: serem mais fortes que a dor (perfil da amazona encouraçada) ou se deixarem ser tomadas por ela (perfil da eterna menina)."

Geralmente alternamos entre essas duas atitudes, sem perceber que elas apenas nos megulham ainda mais na dor e não nos permitem enfrentá-la e curar as feridas. Isto acontece por não termos um referencial equilibrado, pois ao longo do tempo e da crescente distorção das energias do masculino e feminino, fomos esquecendo e até passamos a menosprezar os caminhos de cura e equilíbrio, tornando aceito e normal justamente maneiras de se pensar, sentir e agir que só agravam nossas feridas.

Entenda melhor, abaixo, os dois perfis que muitas mulheres tendem a adotar.

1 - A amazona encouraçada

Quando a mulher age neste perfil, adota uma atitude que faz frente ao masculino distorcido, se mostrando forte, dominadora, capaz. Veste sua "couraça" de proteção, que a mantém ilusoriamente protegida daquilo que possa lhe causar dor, rejeição, vergonha. Tem medo de sua própria vulnerabilidade e fragilidade, pois as considera como fraquezas.

Sua força pode ser sua maior fraqueza

Sua força pode ser sua maior fraqueza
Qualidades deixam de ser aliadas quando mal aproveitadas

A amazona encouraçada se sente realizada no mundo material, mas insatisfeita e infeliz no nível emocional. Geralmente só procura ajuda quando o cansaço e o esgotamento se tornam insuportáveis, dobrando-se sob o peso das responsabilidades. Tem pavor de perder o controle e, por isso, procura manter tudo sob seu domínio. Porém, o preço deste esforço para controlar tudo a sua volta é muito alto. Geralmente não consegue perceber que o que a faz sentir angústia, solidão e falta de alegria e prazer é a prisão que ela mesma criou, dentro de sua exaustiva couraça. A amazona usa como desculpa a sobrecarga de responsabilidades para não ter de enfrentar suas emoções e fragilidades.

Aquilo que esta mulher considera sua maior força, poder e proteção, na realidade se torna justamente seu verdadeiro ponto fraco, fazendo com que se afaste de seu poder criativo, alegria e espontaneidade. Este perfil utiliza seu poder pessoal de maneira exagerada. Quatro maneiras de manifestação da amazona encouraçada são descritas por Linda S. Leonard:

  • A filha conscienciosa - a mulher obediente, disciplinada, capaz e responsável. Se esforça para atender às expectativas alheias na busca de reconhecimento. Vive no senso de dever, sempre a serviço do outro. Torna-se fria, árida e rígida.

  • A mártir - busca o reconhecimento por meio do sofrimento e sacrifício. Em seu movimento de autonegação, sente medo de perder o controle. Coloca-se como vítima trabalhadora e sofredora para que os outros sintam-se culpados, com pena dela.

  • A superstar - com seus feitos e conquistas, busca conseguir aprovação e ser valorizada pela sua capacidade. Tende a se tornar viciada no trabalho e em suas realizações, tornando sua vida sem sentido e vazia.

  • A rainha guerreira - vive a vida como uma série de batalhas, pois esta mulher incorpora o padrão masculino em si. Sua determinação cega a torna fria e dura, o que a faz enfrentar situações de confrontos e conflitos.

Posteriormente descreverei mais detalhadamente cada um desses subperfis em outro artigo.

2 - A eterna menina

Quando sob influência deste perfil, a mulher, independente de sua idade, assume um papel de passividade, submissão e desamparo, ou, por outro lado, em sua polaridade oposta, pela revolta, rebeldia, na qual apresenta uma falsa força.

Repetir problemas amorosos é forma inconsciente de lealdade à família

Repetir problemas amorosos é forma inconsciente de lealdade à família
Para ter relações saudáveis, é preciso se libertar de padrões pessoais e de gerações passadas

Mas em ambos os casos a mulher "eterna menina" entrega o seu poder pessoal ao outro, o que pode gerar quadros de depressão ou paralisação. Falta a ela poder sobre sua própria vida. Sente-se fraca, incapaz, e impotente diante da vida e das situações. Nos relacionamentos afetivos, busca atenção e admiração dos homens. Mostra-se insegura, indecisa, perdida por causa de seu apego a inocência, que gera dependência, e pela culpa intensa que a leva a autocondenação.

Há quatro maneiras de manifestação da "eterna menina", descritas por Linda S. Leonard. São elas:

  • A bonequinha queridinha - molda sua personalidade de acordo com o que ela precisa para se sentir aceita. Vive a partir do que os outros querem, para assim se sentir querida.

  • A menina de vidro - se afasta da realidade e prefere viver em seu mundo de fantasia para não ter que se expor e enfrentar a hostilidade do mundo externo. Tende à introspecção e timidez.

  • A despreocupada: dom Juan de saias - não quer aceitar as limitações e a realidade, prefere viver no mundo das possibilidades e por isso não se envolve. Dá vazão aos seus desejos, é desprendida de tudo.

  • A desajustada - pode mostrar comportamentos de revolta ou rebeldia, manifestando padrões autodestrutivos, como vícios e relacionamentos doentios.

Estes subperfis também serão mais detalhadamente descritos em um artigo posterior.

Mulheres transitam por todos os perfis

Todos estes perfis e subperfis não excluem um ao outro, mas representam facetas que as mulheres adotam ao experienciarem seus relacionamentos. Em determinados momentos, algumas características estarão mais atuantes, enquanto em outros momentos facetas diferentes estarão mais aparentes. Mas, de maneira geral, tendemos a transitar por todas elas.

Ainda que pareçam negativas, essas facetas da mulher representam forças, qualidades que estão sendo direcionadas de maneira desequilibrada e, por isso, acabam gerando experiências desagradáveis. Na medida em que vamos conseguindo curar cada vez mais as feridas em cada uma delas, retomamos seu poder, e, assim, elas passam a nos levar a experiências positivas. Se tornam forças em vez de fraquezas. Enquanto estamos inconscientes destes padrões, acabamos servindo a eles de maneira destrutiva, quando o que buscamos é podermos direcioná-los de maneira consciente e construtiva."Enquanto estamos inconscientes destes padrões, acabamos servindo a eles de maneira destrutiva, quando o que buscamos é podermos direcioná-los de maneira consciente e construtiva."

Portanto, a conscientização se torna o primeiro passo para a cura. Uma vez reconhecidas estas facetas, o próximo passo é perceber como elas atuam sobre nossa vida, aceitá-las, para finalmente podermos, então, tornar disponível esta mesma energia de maneira positiva.

Para continuar refletindo sobre o tema

Todos esses perfis e seus caminhos de cura serão mais detalhadamente esclarecidos nos próximos artigos desta série, para que possamos identificá-los com mais clareza em nós mesmas e assim harmonizá-los.

Para saber mais sobre as dinâmicas na relação pai e filha que dão origem aos padrões citados e sobre os caminhos de cura, recomendo a leitura do livro "A Mulher Ferida", Linda S. Leonard (Ed. Saraiva).

Nos atendimentos terapêuticos auxilío minhas clientes nos passos de cura e limpezas desses padrões para catalisar este processo, tornando-o mais consciente e eficiente.

Outro trabalho energético bastante indicado para este caminho de cura: corte de laços kármicos com a relação pai-filha e com os perfis que se encontrarem mais fortes no momento.

+ SOBRE DIFICULDADES NO AMOR

Principais crenças modernas que sabotam sua

vida amorosa

Expectativas criadas no amor sinalizam seus

maiores medos
Medo de amar afasta pretendentes

Por que minha vida afetiva não dá certo?

Esta matéria foi útil para você?

SOBRE O AUTOR

Ceci Akamatsu

Terapeuta acquântica, faz atendimentos presenciais no Rio de Janeiro, em São Paulo e à distância. É a autora do livro Para que o Amor Aconteça, da Coleção Personare.  Saiba mais »

contato: ceciakamatsu@gmail.com
  • e-mail
  • Imprimir
E-mail para receber matérias da Revista

RECEBA NOSSA NEWSLETTER

NOVAS MATÉRIAS A CADA 15 DIAS