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Como reduzir o sódio na alimentação

Aprenda a ler os rótulos dos alimentos e evite doenças hipertensivas

 

Recentemente, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC) divulgou uma pesquisa feita com 1.294 hipertensos e mostrou que 93% deles não sabem fazer a relação entre o sal e o sódio descrito nas embalagens de alimentos. O estudo, divulgado pela repórter Karina Toledo, do jornal "O Estado de S. Paulo", revelou que 75% nem sequer lêem os rótulos e 45% não sabem que os produtos industrializados podem conter sal.

O sódio é um mineral que está presente naturalmente na composição de diversos alimentos, como, por exemplo, nas carnes vermelhas e no leite. Mas também participa da composição de conservantes (nitratos e nitritos), adoçantes (ciclamato e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).

Já o nosso famoso sal é o cloreto de sódio (NaCl), que tem o sódio em sua composição. Para transformar é preciso multiplicar o valor do sódio por 2,5. Exemplo: se no rótulo está escrito 1000mg de sódio isto corresponde a 2,5g de cloreto de sódio (o sal de cozinha).

A recomendação atual é de 6 gramas de sal de cozinha ao dia, o que corresponde a uma colher de chá. A Sociedade Brasileira de Cardiologia está pretendendo baixar esta recomendação para 5 gramas diários. O brasileiro tem consumido o dobro desta quantidade, o que aumenta o risco de doença hipertensiva, cardiovasculares e outros males de saúde.

Entenda os rótulos

Para entender um rótulo, saiba que os ingredientes são descritos em ordem decrescente, ou seja, do que mais contém para o que menos contém. Num rótulo de pão, por exemplo: farinha de trigo, açúcar, ovo, fermento e sal. Depois, analise a lista quantitativa dos nutrientes.

Os produtos que mais levam sódio em sua composição são: embutidos (presunto, mortadela, salsichas, etc), adoçantes (ciclamato e sacarina e produtos light ou diet como refrigerantes, gelatinas, pudins, doces), produtos com glutamato (caldos prontos, shoyu, sopas prontas, pratos prontos, molhos, envelopinhos de tempero). Indica-se a restrição nas doenças hipertensivas, mas na tensão pré-menstrual também recomendo uma redução deste consumo, pois a retenção de líquidos agrava sintomas como as dores na mama, cólicas e enxaqueca.

Tenha paciência ao investir na diminuição do sódio, pois a nossa língua é "viciada" nos estímulos, ou seja, quanto mais salgado nos acostumamos a ingerir, cada vez mais queremos. Estamos perdendo a sutileza dos sabores em nosso paladar, portanto, invista nessa mudança e saiba que isto pode ser reconquistado.

Algumas dicas

  • Não coloque saleiro na mesa.
  • Tenha vasinhos de temperos frescos (manjericão, alecrim, sálvia, orégano, salsinhas). O tempero fresco deve ser colocado no final do preparo, pois perde seus aromas.
  • Tenha um bom azeite e como sugestão um vinagre aromatizado (coloque num vidro: vinagre de maçã, um dente de alho descascado, folhas de alecrim, folhas de manjericão, zimbro). Experimente para temperar a salada.
  • Utilize sempre os temperos naturais - cebola, alho, cebolinha, gengibre, cravo, canela e os já descritos anteriormente.

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SOBRE O AUTOR

Amanda Regina

Nutricionista especialista em "Personal Diet" e Nutrição ampliada pela Antroposofia. Atua em consultório, escolas e ensinando pessoas a cozinhar de uma maneira mais saudável. Saiba mais »

contato: amandasregina@gmail.com
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