Como fazer um bom jogo de Tarot?

Respostas objetivas exigem concentração no sorteio das cartas

Como fazer um bom jogo de Tarot?

O oráculo exige uma atenção genuína de quem o procura. Quando você se predispõe a fazer uma análise de Tarot, o momento de sortear as cartas acaba sendo imprescindível para assegurar que sua pergunta seja respondida com os arcanos adequados, de modo claro e objetivo.

Sem concentração não pode haver uma interpretação significativa do Tarot. É por isso que tranquilizar a mente, respirar fundo e tentar deixar os problemas de lado durante um consulta é de extrema importância. Quando se realiza uma consulta de Tarot presencial, nada e ninguém além do tarólogo e do consulente tem importância.

Desligue seu celular. Feche a porta, se possível. Pause a música. Minimize ou feche as demais janelas do seu navegador quando for fazer uma consulta. Site, blogs e redes sociais fazem com que você desvie a atenção que o Tarot requer.

Leia e releia a análise sempre que puder

Para que seu jogo de Tarot seja pontual, ler e reler a análise é fundamental. Assim como mudamos constantemente as perguntas ao longo da vida, o mesmo ocorre com as respostas que o oráculo nos traz. Elas mudam de acordo com a nossa vivência. A releitura do que o Tarot lhe respondeu torna possível uma experiência aprofundada, assim como uma mudança positiva em seu jeito de transformar o que está ao seu alcance e de encarar situações que independem da sua vontade.

Fazendo perguntas ao Tarot

Quando houver uma questão a ser feita, faça-a mentalmente ou em voz alta diante do aviso de concentração. Evite perguntas ambíguas, imprecisas ou subjetivas. Exemplos de perguntas que NÃO devem ser feitas:

  • Devo fechar tal negócio ou deixar como está?
  • Eu continuo nesta empresa ou vão me demitir?
  • A pessoa que amo vai se casar comigo ou vai querer me abandonar?

Mantenha a objetividade na hora de formulas suas questões, por maior que seja sua expectativa por uma resposta coerente. Por falar em coerência, procure agir com tranquilidade e respeito pelo Tarot. Exemplos de perguntas adequadas:

  • Devo fechar tal negócio?
  • Continuo nesta empresa?
  • O que tal pessoa sente por mim?

Acho que não me concentrei. Posso/devo jogar novamente?

Não. É frequente pular a parte em que a concentração se faz necessária para chegar às vias de fato: a resposta do oráculo. O Tarot analisa a sua vida real, não a que você deseja. Concentrar-se por muito tempo não é necessário. Ter uma ideia clara do que deseja saber já é suficiente.

É importante notar que mesmo surgindo arcanos com mensagens difíceis para o seu momento, eles deve ser considerados. Reflita sobre a natureza da mensagem, relendo-a diversas vezes ao longo do tempo. Mesmo não havendo a devida concentração, você obteve uma resposta.

Outro ponto importante a ser elucidado é que não existe Tarot “fechado” para quem joga, isto é, cartas que se recusam a lhe responder. A interpretação poderá ser inadequada se não houver o mínimo de concentração naquilo que deseja saber.

Sendo assim, concentre-se quando for preciso embaralhar suas próprias cartas. Leia mais de uma vez as respostas que elas trazem. O oráculo exige atenção à sua própria postura diante do que é necessário ou mesmo urgente saber. É a partir desta receptividade que você pode mudar suas atitudes. E a partir delas, fazer com que sua vida seja ainda mais significativa.

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Leo Chioda

Leo Chioda

É escritor e tarólogo. Dedica-se a palestras sobre Tarot, pesquisas históricas e prática da leitura das cartas. É também autor da análise de Tarot Mensal do Personare.