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Traição no Carnaval: como lidar com infidelidade na folia

Transforme o medo e a dor em impulso para felicidade

 
Imagem: deagreez, via Bigstock Photo

Saber que nosso par amoroso ou a pessoa com quem estamos corre o risco de ficar, ou já ficou com outra pessoa, pode nos tirar o chão. Deixar-nos levar pela empolgação do momento e ficar com outra pessoa também pode causar um intensa angústia e culpa. Então, como lidar com os sentimentos tão desagradáveis que vêm a tona com o temor ou pela vivência de uma traição?

Ficarmos presos ao jogos de culpa e às tristezas em nada nos ajuda, apenas agrava a situação já tão dolorosa. É preciso coragem e força de vontade, mas é possível transformar esta experiência tão desagradável como um impulso positivo para o nosso prazer e a felicidade.

+ Aprendendo com a traição

O Carnaval traz um clima festivo que nos convida a ir além dos limites e a curtirmos os prazeres sem pensar no amanhã. A alegria arrebatadora parece aumentar nossa sede por mais e mais satisfação, nos fazendo entregar de corpo e alma aos momentos de alegria. Se precisamos tanto destas diversões, como uma pessoa morta de fome que se depara com um banquete, será que estamos felizes em nosso dia a dia? Por que precisamos esperar por uma data ou ocasião específicas para termos prazer?"Por que precisamos esperar por uma data ou ocasião específicas para termos prazer?"

Se nossa rotina está tão desagradável que precisamos de válvulas de escape pontuais, é momento nos questionarmos se não estamos nós mesmos nos traindo ao longo do ano e avaliarmos como estamos conduzindo nossa vida.

Traição de Carnaval

Os riscos e as experiências relacionadas à "traição de Carnaval" podem nos fazer perceber, por exemplo, que nos sentimos aprisionados em um dia a dia, em um trabalho ou um relacionamento. Podemos nos conscientizar que na maior parte do tempo, sem nem mesmo perceber, ficamos preocupados em mantê-los a qualquer custo, empurrando-os com a barriga. Mas acabamos não percebendo a importância de promovermos a satisfação que eles poderiam nos proporcionar. Isto significa trair nossa própria felicidade e nos pede mudanças para a promoção de prazer, alegria e satisfação de maneira real e sustentável em nossa vida.

Por outro lado, podemos nos sentir revoltados com as festas de carnaval, irritados com o descontrole e a promiscuidade das festividades. Não gostar e até nos indignar pode ser algo natural. Porém, sentimentos como revolta e raiva indicam uma resistência e falta de aceitação. Neste caso, cabe a nós percebermos se não estamos nos podando quanto aos prazeres e atuando de maneira controladora demais em nossa vida. Ao trair nossa própria alegria, nos deixando levar pelo desejo de controlar o outro e tudo a nossa volta, traímos internamente a nós mesmos e acabamos criando circunstâncias que propiciam a vivência de uma traição.

Medo de ser traído

Traições ou mesmo o medo em relação a elas são experiências profundamente dolorosas que nos chamam a atenção para algo muito importante: nossa própria felicidade. São um sinal de alerta para para encararmos abertamente nossas insatisfações mais profundas, sejam elas conscientes ou inconscientes e, assim, melhorarmos a maneira como vivenciamos nossa realidade interna e externa. Pode ser que a relação continue ou não. Porém, o mais importante é que percebamos o que essa experiência nos mostra sobre nós mesmos. Só assim podemos utilizá-la como um degrau para nossa maior felicidade e não como um poço de infelicidade."Só assim podemos utilizá-la como um degrau para nossa maior felicidade e não como um poço de infelicidade."

Ainda que no momento a experiência pareça insuportavelmente dolorosa, se conseguirmos nos manter ao máximo firme diante das dores, orgulhos feridos, culpas e medos, podemos dar mais um passo na direção da real alegria e prazer. Essa satisfação não vem em uma intensidade tão grande como o Carnaval, mas se manifesta por meio de um contentamento mais constante e permanente. Isso nos torna mais fortes não só para lidar com as inseguranças e experiências negativas quanto à traição, mas para os desafios de vida de uma maneira geral no seu ano.

+ Descubra as 3 maiores forças que enfraquecem relacionamentos

Reflexões sobre relacionamentos

  • Como é minha relação com a alegria e prazer na vida afetiva de maneira geral?
  • Procuro promover momentos de real satisfação em meu dia a dia e na minha relação?
  • Sinto-me seguro em relação a mim mesmo e quanto ao meu relacionamento?
  • Como está a autoconfiança em minha vida de maneira geral?
  • Minha alegria depende principalmente da maneira como meu parceiro age em relação a mim?
  • O relacionamento é a coisa mais importante para minha felicidade?
  • Sei me proporcionar alegria e prazer?
  • O que proporciona alegria e prazer para o meu parceiro(a) e sabemos conciliar ambos?

+ DA AUTORA

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SOBRE O AUTOR

Ceci Akamatsu

Terapeuta acquântica, faz atendimentos presenciais no Rio de Janeiro, em São Paulo e à distância. É a autora do livro Para que o Amor Aconteça, da Coleção Personare.  Saiba mais »

contato: ceciakamatsu@gmail.com
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