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Sou muitas e também sou única

Como a mulher se percebe em meio aos diversos papéis que concilia?

 

Na vida das mulheres o dia é um quebra-cabeça de muitas peças. Conciliar todas as funções que nos cabem é um constante desafio. Nesse jogo diário, exercemos diversos papéis. Somos filhas, esposas, namoradas, mães, profissionais, amigas, cidadãs. Ao mesmo tempo.

Nos esforçamos demais para fazer as pecinhas desse quebra-cabeça se encaixarem, para darmos conta de tudo que nos cabe. Porque embora desejemos, não somos super heroínas e estamos longe de sermos perfeitas. Somos humanas e temos dificuldades, sim. Vivemos contradições, sim. Queremos ter sucesso no trabalho tanto quanto sonhamos com um lar harmonioso. Brigamos com nossos filhos enquanto queremos o colo de nossa mãe. Queremos curtir nossos amigos assim como almejamos aquele momento especial com nosso amado.

Vivemos alternando papéis, torcendo para que nenhuma parte da imagem do quebra-cabeça fique incompleta. Porque ainda nos preocupamos com o que pensam ao nosso respeito e não queremos parecer incapazes. Mas, além dessa imagem externa, também nos inquietamos com nossa autoimagem. Como nos enxergamos dentro desse jogo de encaixes? Conseguimos nos perceber em meio a tantas funções?

Para visualizar um caminho saudável para encontrar a nós mesmas nesse mosaico, num cotidiano tão corrido, entrevistamos três especialistas da Revista Personare. A consultora de Tarot Vanessa Mazza Furquim, que tem 25 anos e é casada, conta que optou por deixar de ser multifuncional. "Eu tinha orgulho de ter três turnos de trabalho, ser profissional, mulher, amante, dona de casa. Porém, fui percebendo que à medida que fazia mais coisas, menos profundidade cada uma tinha, pior me lembrava do que havia feito ou realizado".

A dica de Vanessa para reduzir o desgaste de energia e aumentar a produtividade é simplificar ao máximo sua lista de coisas a fazer. Segundo ela, assim conseguimos fazer as tarefas essenciais com mais atenção e carinho, nos aprofundando e aprendendo. A especialista faz uma analogia interessante: "A mente é como um computador, quando mais janelas estiverem abertas, programas sendo executados ao mesmo tempo, mais lenta será a navegação, mais chances ele terá de entrar em colapso e perder arquivos importantes."

Outra colaboradora da Revista Personare, Cris Ventura, 37 anos, também é adepta das listas. Mas confessa que quando percebe que não dará conta das funções de mãe, esposa e profissional, precisa ficar sozinha um pouco. A consultora de Feng Shui tem duas sugestões para esses momentos: "Tomo um banho mais demorado e faço uma meditação de que tudo de ruim está indo embora pelo ralo. Antes de desligar a ducha penso que o bom chi (boa energia vital), boa saúde e bênçãos me acompanham e agradeço. Quando não dá pra parar, coloco um CD com mantras para mudar a vibração do ambiente e acalmar a mente", explica Cris.

Quem também medita para administrar os turbilhões de pensamentos é Maria Cristina Gomes, que escreve sobre psicologia para a Revista Personare. Ela tem uma receita bem simples:"Temos que ter tempo de cuidar da gente, e isso tem a ver como a forma que cada uma se sente bem. No meu caso, quando estou com mil coisas, separo as prioridades, mas reservo um tempo para ler um livro ou assistir a um filme, isso pra mim é essencial", conta a especialista, que tem 30 anos e é casada.

Esses caminhos podem gerar identificação, porém é mais importante que levem a reflexões. Porque apenas se questionando como você se percebe em meio aos papéis que concilia, poderá entender qual a melhor forma de agir no dia-a-dia.

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