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Poder das palavras na vida amorosa

Confira entrevista com especialista em Programação Neurolinguística

 

Você conhece alguém que vive repetindo que não tem sorte no amor ou que não merece ser feliz na vida a dois? Essas crenças negativas, que prejudicam o sucesso dos relacionamentos, podem ser mudadas através da Programação Neurolinguística (PNL). Acompanhe o bate-papo com Rodrigo Zambon, gestor do site Descubra PNL ( http://www.descubrapnl.com.br ), e entenda como é possível promover uma mudança positiva na vida afetiva usando ferramentas da Programação Neurolinguística.

Revista Personare: Como a PNL pode ajudar a quem tem dificuldades em relacionamentos amorosos?

Rodrigo Zambon: O que a Programação Neurolinguística faz é minimizar o desconhecimento do outro, aumentando o conhecimento que temos ao nosso respeito. A verdade é que ninguém se conhece plenamente, porém com o auxilio da PNL podemos descobrir alguns padrões e a forma como interagimos com o mundo. A PNL apresenta um repertório de ferramentas destinadas ao sucesso nos relacionamentos amorosos. Compreender o modelo de mundo, saber como o outro pensa, como processa internamente as experiências do dia-a-dia e detectar as crenças e valores do ser amado pode ser determinante para a relação. Algumas ferramentas da PNL nesse contexto são:

  • 1 Buscar uma relação de uma profunda sintonia. O casal deve se respeitar mutuamente. Fazer o que agrada ou mesmo espelhar o outro é muito importante.
  • 2 Usar as palavras processuais na medida do possível. Esse item diz respeito à comunicação. Podemos nos comunicar no canal da outra pessoa, para isso precisamos primeiro descobrir qual é. Na PNL os canais são o visual, auditivo e o cinestésico (veja box). Para cada canal existe uma comunicação específica. Por exemplo: imagine um marido auditivo chegando em casa do trabalho encontrando sua mulher extremamente cinestésica em casa. Ela o recebe com milhões de abraços e beijos e tudo que ele mais quer é tomar um banho e conversar.
  • 3 Respeitar e não julgar o modelo de mundo do outro. Cada história é única, existe muito de nossos pais em nós. A tendência é repetir para nossa vida amorosa a vida que nossos ancestrais tiveram.
  • 4 Usar sempre a flexibilidade. Isso ajuda a ampliar suas possibilidades e chances de minimizar os conflitos.

Revista Personare: Uma pessoa que vive repetindo que não tem sorte no amor está se recusando a viver uma relação saudável?

Rodrigo Zambon: Tanto a repetição verbalizada quanto o diálogo interno interferem nessa questão. Viver repetindo que não tem sorte no amor é prejudicial, cria crenças e condiciona o cérebro ao pessimismo. Projetar o futuro é um exercício fundamental numa relação. Devemos saber separar entre lidar com as diferenças e planejar negativamente esse futuro. Uma coisa é afirmar que não dará certo e desistir, lamentando-se achando que a felicidade é para poucos e por outro lado mesmo com as dificuldades, ir à busca da felicidade. A linguagem negativa irá atrair fatos negativos. O ideal nesses casos é dizer o que se espera de uma relação. Ser franco e honesto no começo pode evitar desencontros futuros contribuindo assim para um relacionamento saudável, baseado em valores comuns aos dois.

Perguntas como: "Será que vai dar certo?" ou "Será que ela/ele é o parceiro ideal?" certamente aparecerão, e a resposta pode ser buscada em conjunto.

Revista Personare: Como uma pessoa pessimista em relação ao amor pode mudar essa forma de enxergar os relacionamentos, a maneira como se sente e se comporta?

Rodrigo Zambon: Aprendemos com o tempo a nos conhecermos e a diferenciar as coisas que serão boas ou ruins para nosso corpo e mente. Socializar isso com nosso parceiro pode ser o começo para um bom entendimento. Isso serve de base para o respeito aos limites e também para uma compreensão maior para as atitudes que reprovamos. Lembre-se que o certo para você pode ser demasiadamente errado para o outro.

Revista Personare: De que forma podemos organizar nossas ações e pensamento para promover uma mudança positiva na vida afetiva? Há alguma dica ou exemplo prático que queira compartilhar?

Rodrigo Zambon: O primeiro passo é a conversa. As diferenças são muitas e a tolerância parece estar diminuindo nos relacionamentos modernos. As individualidades são preservadas a qualquer custo. Conversar é o caminho mais curto para semear a paz no casal. Muitas vezes é até melhor acalmar os ânimos para que a diálogo dê frutos.

De acordo com a PNL, cada pessoa possui um canal de comunicação dominante. Entenda as diferenças entre eles:

Auditivo- pessoas mais racionais. Preferem falar a ver. Quando estão conversando abaixam a cabeça e viram o ouvido para dar atenção. Gostam de ouvir as coisas, os elogios. Auditivos usam palavras como: ouvir, escutar, barulho, grito e expressões: "Tá ouvindo, Fulano?, "Escuta bem".
Cinestésico - pessoas que preferem o toque. Conversam encostando em você. Gostam de se sentir confortáveis. Não sentam num sofá, se esparramam. Usam expressões como "Você sentiu isso?", "Não estou confortável com essa situação."
Visual - pessoas que preferem ver as situações. Utilizam expressões como "Você viu?", "Ficou claro para você?", "Não enxergo um norte pra você.". Uma mulher visual quer que o marido repare tudo nela, que a observe. Uma roupa nova, um corte de cabelo, a unha pintada, etc. Quando isso não acontece, vem a frustração.

Outro fator importante é o respeito às diferenças. Não conte com a idéia que seu parceiro mudará com o tempo, isso poderá não acontecer. Se você o conheceu assim, lide com isso de forma natural, aceite o modo de ser do outro e procure alternativas para mudar a si. Só temos controle do nosso comportamento, nunca o do outro.

Uma boa dica é estarmos preparados e atentos para o novo. Situações inesperadas podem modificar completamente um relacionamento quando podemos tirar proveito dela. O inconsciente comanda nossos atos, eles não são em vão. Basta saber o que há por trás disso.

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