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Dê ouvidos à sua criança interior

Experimente vivenciar a liberdade e felicidade da infância

 

Todos nós temos uma criança interior que precisa ser lembrada às vezes. Na correria diária não costumamos lhe dar atenção. E, muito menos, pensamos que uma dificuldade vivida hoje, pode ser reflexo dessa criança ter sido ferida no passado. Essa ideia me ocorreu a partir do filme Duas Vidas, no qual Bruce Willis faz o papel de Russ, um executivo frio e ambicioso que, aparentemente, não mantém relação de afeto por ninguém. Porém, em dado momento, ele se depara com o Rusty, ele mesmo aos 8 anos. Começa, então, a rever as escolhas que fez em sua vida.

Alguma vez você já pensou: "bons tempos aqueles em que eu era criança, e não tinha tantas responsabilidades"? Na verdade, as responsabilidades começam cedo em nossas vidas, e desde pequenos já vamos aprendendo a desenvolver esse sentimento. Sabe do que realmente sentimos saudades? Da liberdade.

A criança não tem medo de errar. Ela arrisca-se a cair e levantar quantas vezes forem necessárias, sem preocupações com o tempo ou a opinião alheia. Aproveita tudo que a vida tem para oferecer naquele exato momento. Experimenta o que quer e da forma que deseja, sem medo de acabar. Aquele chocolate único e delicioso, que nós adultos comemos aos pouquinhos, a criança o mastiga por completo. Isso porque ela prefere saboreá-lo em sua boca por um longo tempo, e não tem medo de que ao terminar não haverá mais. Ela deseja ser feliz agora. Diz as pessoas como se sente, sem medo dos julgamentos.

Por todos esses motivos, éramos livres quando criança. Livres das amarras que nós próprios criamos ao longo de nossa vida. Livres do medo do pré-julgamento dos outros. Éramos livres do medo de ser feliz.O Russ adulto era uma criança ferida. No filme, ele teve a chance de voltar no tempo e perceber onde exatamente ocorreu a dor que o marcou. O menino Rusty o ajudou mostrando a ele o que devia fazer e como deveria fazer, ou melhor, o lembrando de como era bom ser criança.

Aprenda como dar vazão à sua criança interior

Infelizmente ainda não temos a magia do filme a nosso dispor. Mas se quisermos mesmo entender e resgatar a nossa criança, basta olhar para dentro e ouvir o que ela tem a nos dizer. Nossa criança pode não estar ferida, e às vezes, pode até ser exigente demais, mas a única coisa que devemos fazer é amá-la, pois disso ela precisa constantemente.

O que proponho não é pararmos no tempo, sem desejar crescer, ou tentar regredir a um período que não volta mais. Mas, sim, darmos vazão à essa criança que existe lá no fundo, em algum lugar, e que, às vezes, necessita de nossa atenção. Não tenha vergonha quando sua criança quiser se manifestar. Se esbalde com ela, pode ser uma oportunidade única de viver o agora. Deixe para ser adulto de novo apenas amanhã.

Algumas sugestões para dar vazão à sua criança interior:

  • Vá ao supermercado e compre coisas que você normalmente não come com as mãos. Leve para a casa e se lambuze saboreando tudo;
  • Reserve um tempo para brincar com crianças das quais gosta muito ? filhos, sobrinhos, vizinhos, etc;
  • Repita em voz alta por vinte vezes a palavra não;
  • Arrisque confiar em um amigo de quem você gosta. Deixe que ele faça os planos e controle o que fizerem juntos;
  • Reserve períodos de tempo para não fazer nada: não ter planos, não ter compromissos, simplesmente curtir;
  • Deite-se numa rede e fique ali se balançando pelo tempo que quiser.

Para continuar refletindo sobre o tema:

Filme Duas Vidas (The Kid, EUA, 2000). Com Bruce Willis e Spencer Breslin. Duração: 104 minutos

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SOBRE O AUTOR

Maria Cristina

É psicóloga e atende em consultório em BH. Tem amor pela profissão e o desejo constante de auxiliar as pessoas a enfrentar suas crises e a buscar o autoconhecimento. Saiba mais »

contato: mariacristinapsi@yahoo.com.br
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