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Crianças e animais de estimação

Entenda os benefícios e o que considerar ao adquirir um bichinho

Por: Rosângela Gessoni Sapata Aguilar

 

Sintam-se em casa mamães e papais que já se renderam a emocionantes apelos por um bichinho de estimação e a acabaram presenteando seus pimpolhos com um amiguinho de quatro patas ou bicos e penas. Há grandes benefícios no convívio de crianças com animais. As crianças sorriem e se divertem muito com eles. Profissionais de saúde afirmam que o contato entre eles desde a mais tenra idade faz com que o sistema imunológico fique "acostumado" às investidas dos agentes alergênicos. Com isso, a criança cresce menos propensa a desenvolver alergias.

Os peludos - ou cascudos, bicudos e companhia - também prestam sua contribuição com o desenvolvimento social e emocional dos pequenos proprietários. Para uma convivência saudável, a criança deve ser ensinada a respeitar as necessidades, os limites e até a privacidade do animal. Entenderão que têm uma companhia para brincadeiras, horas alegres ou tristes, mas que não é como um brinquedo. Precisam de atenção, respeito e amor. E, convenhamos, quem ama os animais é muito capaz de amar e tende a estender esse sentimento à todas as formas de vida.

Elas também aprenderão a conviver com várias etapas da existência, que é um ciclo e que, infelizmente, um dia termina. Pelo menos por aqui. Aí, o difícil, porém, útil aprendizado de lidar com as frustrações e sobreviver às perdas.

Mesmo com os indiscutíveis benefícios, há muito o que considerar ao adquirir um animal de estimação. Esteja atento a algumas dicas:

  • Todos os membros da família devem estar de acordo com a chegada do bichinho, ou, pelo menos, dispostos a tratá-lo bem, incondicionalmente.
  • É preciso dedicar uma estrutura (ainda que mínima) da casa para o animal brincar, tomar sol, ter seu espaço para se alimentar e seu "banheirinho".
  • Muitas vezes o animal arranha ou morde por mero instinto de defesa. Assim, deixe bem claro para as crianças: nada de puxar o rabo, beliscar, bater nem exagerar no ritmo das brincadeiras.
  • No caso dos cães, veja com veterinário ou pediatra a melhor raça para a faixa-etária de suas crianças e a estrutura de sua casa. Considere também a "raça" SRD (sem raça definida). Os adoráveis vira-latas costumam ser alegres, carinhosos e lideram a lista de animais para adoção.
  • Assim como os humanos, eles precisam de assistência médica. Seja por emergência ou consulta de rotina, o veterinário deverá fazer parte do cotidiano. Também devem ser vacinados, vermifugados e, se houver convivência entre machos e fêmeas, precisarão ser esterilizados (a população de animais abandonados é imensa!)

Quando você já tem um animal e o bebê vai chegar ou é recém-nascido:

  • Nesse caso, o bichinho é que deverá se adaptar as mudanças que virão. Com paciência e boa vontade, ninguém sairá perdendo.
  • Se o animal tiver que abrir mão de um espaço da casa, comece a adaptação antes do nascimento do bebê. Assim, o novo membro da família não será recebido como concorrente.
  • Ofereça algo em troca do que tiver que ser tirado do animal. Se ele não puder mais dormir na cama, por exemplo, ofereça uma almofadinha nova bem confortável.
  • Lave roupinhas ou paninhos do animal com o mesmo tipo de sabonete que usará no banho do bebê. Assim, o cheirinho do nenê vai se tornando familiar.
  • No dia da chegada do bebê em casa pela primeira vez, ofereça um presente ao animal. Pode ser algo simples e baratinho, como um petisco que ele goste muito. É o momento de relacionar o bebê a coisas positivas.
  • Após o nascimento da criança, passe a oferecer alguns mimos ao animal com mais freqüência que antes. Brinquedinhos, arranhadores para gatos, almofadinhas, casinhas novas ou mesmo alguns momentos extras de brincadeiras com alguém da família são boas opções.
  • Nunca repreenda o animal com o bebê por perto. O recém nascido só deverá ser associado a coisas agradáveis. Assim, na presença do nenê, encha o animal de carinho e palavras dóceis.
  • Por mais confiável que seja o bichinho, nunca o deixe com crianças novinhas sem supervisão.
  • Tenha um cuidado especial com raças tidas como agressivas. Ainda que a agressividade animal seja fruto da ação do homem e mesmo havendo muitos animais dóceis dessas raças, o fato é que já foram verificados casos dramáticos envolvendo ataques desses animais. Melhor prevenir!
  • Incentive a boa convivência entre crianças e animais desde a mais tenra idade.
  • Dê ao animal carinho, afagos, atenção, muito amor e nunca, jamais o abandone.

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SOBRE O AUTOR
Rosângela Gessoni Sapata Aguilar

Rosângela Gessoni Sapata Aguilar

Jornalista e autora do livro Mulher - Guia Prático de Sobrevivência (Editora Baraúna). Mantém o blog mulherevida.wordpress.com

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