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Administração financeira para casais

6 dicas ajudam a economizar dinheiro, sem afetar a relação

 

Você já ouviu falar em casais que se desentendem por conta do jeito que cada um aperta a pasta de dentes, da toalha molhada na cama, ou do ronco de um dos dois? Se coisas pequenas como estas rendem dificuldades na adaptação da vida a dois, a gestão financeira pode causar complicações sérias em um casamento.

Antes de avançar no assunto, é importante deixar bem claro: namoro, noivado e casamento não são investimentos financeiros, são opções de vida e de bem-estar. Então, se você quer ter uma boa relação financeira com seu cônjuge, esqueça os conceitos de finanças e economia, e aplique muito o bom senso.

Analise a compatibilidade financeira

Finanças fazem parte do relacionamento a dois, assim como qualquer outro assunto. Nossa relação pessoal com o dinheiro vem de uma série de fatores que começam a se acumular na infância: a maneira como nos espelhamos no comportamento financeiro dos pais, as dificuldades ou abundâncias vividas, os aspectos intrínsecos de cada um, e por aí vai. Em um relacionamento a dois é preciso que o casal preste atenção no que o dinheiro representa para cada um. Se uma pessoa é extremamente econômica e o outro é esbanjador, aqui também será preciso muito diálogo e combinações para que um respeite o jeito do outro.

Não estabeleça uma competição

Vida a dois não é carreira. Não aplique na sua relação o ditado "quem ganha mais pode mais" ou "quem ganha menos tem menor valor". Para alcançar um relacionamento financeiro ideal é fundamental que cada um dos dois contribua para a economia conjugal na mesma proporção e não no mesmo valor.

Por exemplo: se uma pessoa ganha 5 mil reais por mês, enquanto a outra ganha 1,5 mil reais, é claro que o casal não vai conseguir assumir uma despesa mensal igual em termos de valores. Mas se você pensar em percentual, dá para fazer.

Neste caso, cada um poderia colaborar para a economia conjugal com 60% do que ganha. Assim, o primeiro reservaria 3 mil reais para o orçamento familiar, enquanto o segundo contribuiria com 900 reais - ambos na mesma proporção de esforço. Este tipo de atitude equilibra a participação de cada um na construção de riqueza.

Converse muito

O diálogo é a chave para qualquer assunto conjugal. E isso não é diferente quando falamos de dinheiro. Guardar dinheiro escondido da pessoa parceira ou mesmo gastar dinheiro escondido de seu par é sinal de que há algum problema com a relação - e ele deve ser enfrentado.

Se você tem sonhos ou desejos pessoais e sente que a relação conjugal não deixa reserva econômica para isto, converse com a pessoa parceira e procure estabelecer uma nova distribuição do dinheiro de cada um. Se um dos dois não trabalha - seja por opção própria ou porque está desempregado - é preciso que o diálogo seja maior e mais constante ainda.

Relação com dinheiro diz muito sobre o casal

Fique atento para sinais de insatisfação com o relacionamento. Quando uma das pessoas na relação - ou pior, as duas - começa a consumir demais, pode estar escondendo, no consumismo desenfreado, alguma frustração ou insatisfação com o casamento.

Neste caso, quanto mais cedo você analisar e enfrentar a situação, melhor. Se deixar passar tempo demais, você corre o risco de acabar cheio de dívidas e com o relacionamento destruído.

Façam planos juntos e separados

Uma boa relação financeira permite espaço para dois tipos de planos:

  • Planejamento do casal: que devem incluir metas como comprar um imóvel próprio, ter filhos e educá-los, lazer e viagens em família.
  • Planos de cada pessoa: o fato de você ter um relacionamento não significa que deve abrir mão de seus planos financeiros. Continue pensando em coisas como: o carro que você quer ter, a viagem que deseja fazer, a economia que você deseja juntar para sua aposentadoria, etc. Lembre-se que o casamento não deve suprimir as pessoas.

Poupem juntos

Criem o hábito de guardar parte de suas rendas e criar um fundo de reserva juntos. Ele pode servir para um momento de emergência na história de vocês e, além de estabilidade financeira, trará estabilidade ao relacionamento de ambos.

Com estas dicas e um pouco de tolerância vocês provavelmente afastarão as finanças da lista de problemas do casamento. E ainda poderão cuidar mais de assuntos verdadeiramente importantes para a relação.

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SOBRE O AUTOR

Vicente Sevilha Jr

Vicente Sevilha Jr é bacharel em ciências contábeis e autor do livro "Assim Nasce Uma Empresa", voltado para empreendedores que desejam abrir um negócio próprio. Saiba mais »

contato: vicente@sevilha.com.br
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