Carla Panisset
  • Por Carla Panisset
  • Leia em 10 min.
  • 20/10/2014
  • Atualizado em 20/10/2014 às 19:18

Quando me vejo nos olhos do outro

Comer, Rezar e Amar gera reflexão sobre solidão e superação de limites

Comer, Rezar e Amar gera reflexão sobre solidão e superação de limites

Quando me vejo nos olhos do outro

Em “Comer, Rezar, Amar”, a autora Liz Gilbert passa um ano viajando pela Itália, Índia e Bali, em um projeto que lhe rendeu um livro e virou filme.

Quando partiu de seu país, Liz talvez ainda não estivesse bem certa do que estava perseguindo e de suas reais necessidades. Apenas a angústia a impulsionava. Muitos de nós já fizemos caminhos semelhantes. Quem nunca se atirou no desconhecido? Não pela vontade de viver o novo ou atrás de uma paixão avassaladora, mas pelo desespero de saber que já não havia caminho de volta?

Nesse ano em que passou viajando, Liz partiu em busca de si mesma. Sua viagem foi, na verdade, interna. Após um passado de fracassos amorosos, de um casamento desfeito e muitas incertezas, ela decidiu baixar o véu das ilusões e enfrentar a maior de todas as suas dificuldades: estar totalmente só, com suas fragilidades e seus fantasmas.

Coragem para seguir adiante

Esses são os momentos que chamamos “Rompendo Barreiras”. É preciso coragem, convicção de que não é possível ficar como está (e pagar o preço de repetir resultados infrutíferos) e, principalmente, é fundamental estar só. Pois as grandes decisões na vida são absolutamente solitárias. Ninguém pode arcar com as consequências de um passo mal dado, apenas o seu agente.

Nesses momentos pode faltar a coragem, já que estar consigo pode ser muito angustiante quando a pessoa tem baixo senso de identidade. Muitas pessoas vivem às cegas de si, sem estarem bem certas do que são, do que querem e também do que não são.

Muitas pessoas vivem às cegas de si, sem estarem bem certas do que são, do que querem e também do que não são.

Vão vivendo sem qualquer intenção, sem consistência e sem propósito. Também não conseguem comemorar qualquer avanço pessoal, por não identificarem quais são eles.

Fazendo contatos

Uma das formas mais eficazes de reforçar a identidade e reconhecer a si mesmo é manter-se em contato com várias pessoas diferentes, todos os dias. Um contato verdadeiro, interessado sinceramente, em que seja possível não só afastar a solidão e usufruir das companhias, mas também se “enxergar no outro. Esse foi o caminho percorrido por Liz.

“Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa”, parece ser a fórmula perfeita para fazer amigos e requer apenas a iniciativa de sair à rua e estar aberto e atento para todas as oportunidades de iniciar diálogos com pessoas novas. Uma simples pergunta a respeito de onde a pessoa trabalha pode pavimentar uma estrada que levará a uma amizade para o resto da vida.

“Encontrar com o outro para encontrar quem eu sou” é vencer angústias e fazer do contato humano fonte de prazer, vitalidade e criatividade, como fez a protagonista.

Para continuar refletindo sobre o tema:

Livro “Comer, Rezar, Amar”, de Elizabeth Gilbert, Editora Objetiva – http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=140

Assista aqui o trailer do filme “Comer, Rezar, Amar”, com Julia Roberts no papel de Liz Gilbert

“Torne-se verdadeiramente interessado na outra pessoa” – princípio de Relações Humanas de Dale Carnegie, no livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, pag.164.

Imagem: Divulgação

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Carla Panisset

Carla Panisset

Coach especialista em Aumento de Performance Profissional e transição de carreira. Treinadora, Comunicóloga e Relações Públicas. Já treinou mais de 1.000 líderes e profissionais brasileiros, tendo 25 anos de carreira. Facilitadora de Biodanza® Sistema Rolando Toro (em formação). Saiba mais