Yubertson Miranda
  • Por Yubertson Miranda
  • Leia em 3 min.
  • 28/04/2014
  • Atualizado em 28/06/2018 às 23:37

Número 3: leveza, expressão e curiosidade

Filme "A menina que roubava livros" retrata essa simbologia

Número 3: leveza, expressão e curiosidade

O filme “A menina que roubava livros”, adaptação do livro homônimo de Markus Zusak, é emocionante e descreve maravilhosamente bem a simbologia do Número 3. A começar pelo fato de ter como protagonista uma menina: Liesel (Sophie Nelisse). Só esse detalhe já é revelador. Afinal, na Numerologia, o Número 1 simboliza o pai, o Número 2 a mãe, e o Número 3 os filhos (as crianças). E esta garota simplesmente nos encanta e nos emociona só pelo olhar. Aliás, o poder de sensibilizar e cativar rapidamente as pessoas é típico do simbolismo do 3.

Outro ponto bem interessante é que o filme é narrado pela morte. E mesmo essa narradora tão temida – e que costuma ser representada nas telas do cinema como uma figura sinistra – torna-se simpática. Eis, mais uma vez, a força do Número 3: a de oferecer beleza ou leveza a situações “feias”, difíceis e temidas.

No filme, a morte vai nos contando o quanto ficou encantada com Liesel, e apresenta a jornada dessa corajosa e expressiva menina. Em várias fases da sua trajetória nós identificamos atributos do Número 3. Por exemplo, essa simbologia está associada aos irmãos. E logo na primeira cena do filme, um acontecimento impactante com o irmão de Liesel marca a sua história. Mais à frente na trama, Max (Bem Schnetzer), um refugiado judeu, exerce o papel de irmão mais velho da menina. Ele foi acolhido pelo casal Hans (Geoffrey Rush) e Rosa (Emily Watson) – pais adotivos de Liesel – e morava no porão da casa. Ali ele saciava a curiosidade voraz (outra característica do número 3) de Liesel, lendo vários livros para ela ou ouvindo a menina ler para ele.

Liesel, quando chegou até seu lar adotivo, não sabia ler e escrever. O pai, então, toda noite ficava ao lado da cama da menina e lia um livro para ela. E ofereceu a Liesel um espaço de escrita nas paredes do porão, nas quais escreveu cada letra do alfabeto. Liesel tratou de preencher o restante do espaço com palavras novas aprendidas. Também foi neste local da casa que ela ganhou um diário criativamente adornado pelo refugiado Max. A criatividade e o gosto pela leitura são atributos do Número 3.

A criatividade e o gosto pela leitura são atributos do Número 3.

Número 3 e o poder das palavras

Outra situação associada à simbologia do número foi a forte amizade com o garoto Rudy (Nico Liersch) – que era vizinho e colega de escola de Liesel. Ter uma forte relação com algum amigo da escola (ou faculdade), que acaba tendo uma significativa influência em sua vida, é outro ponto forte relacionado ao 3. Ou o contrário também: viver muitos conflitos com vizinhos (principalmente quem tem o Desafio do 3). No caso de Liesel, ela precisava esconder da vizinhança o fato de dar refúgio ao judeu Max.

Outra cena marcante foi quando todos os vizinhos se reuniram às pressas num abrigo, a fim de se protegerem dos bombardeios. Na face de cada pessoa estava estampada a preocupação, o medo. Foi quando Liesel tomou a decisão de contar uma história para todos. Colocou em ação o dom que o Número 3 possui: usar o poder das palavras e da imaginação para entreter, emocionar e mudar o estado emocional alheio. Foi um momento mágico de autoexpressão da menina, que roubou a atenção de todos e os transportou para um estado de espírito bem diferente do que se encontravam.

Por esse motivo “A menina que roubava livros” é um filme lindo, comovente e altamente instrutivo, além de nos ensinar a entender melhor a simbologia do Número 3.

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Yubertson Miranda

Yubertson Miranda

Yubertson Miranda é numerólogo, astrólogo e tarólogo e é graduado em Filosofia. Ama encontrar significado nos eventos do dia a dia. É autor das análises numerológicas do Personare. Saiba mais