Como se conectar com a energia das Deusas

Ártemis, Afrodite, Atena e outras deusas são capazes de mobilizar transformação profunda dentro de nós, porque são um modelo que guardamos no inconsciente

Existe um chamado muito forte para você, mulher, se abrir para a energia das Deusas. As mulheres já foram muito respeitadas e tinham um papel fundamental na sociedade. Infelizmente, o mundo mudou com o patriarcado e perdemos a conexão com essas energias femininas.

As mulheres eram unidas e passavam conhecimento de geração em geração. O sangue era algo sagrado e existia respeito profundo pelo ciclo da natureza, da vida e da, morte e vida.

Acredito profundamente que esta reconexão com a energia das Deusas precisa emergir, porque a fragmentação das energias femininas que existem dentro de nós nos transforma em pessoas desequilibradas e manipuláveis.

As Deusas são energias vivas capazes de mobilizar transformação profunda dentro de nós, porque são um modelo ideal que guardamos coletivamente no nosso inconsciente.

Esses seres podem ser estudados a partir de diversas perspectivas.

Eu me aprofundei na mitologia grega, focando nas Deusas Ártemis, Afrodite, Atena, Deméter, Hera e Perséfone. Cada uma delas tem luz e sombra, partes elevadas e partes reprimidas.

Veja os seguintes exemplos:

Afrodite

procura uma conexão profunda, mas pode também se envergonhar da sua sexualidade ou usar a sexualidade como forma de não sentir a falta de conexão.

Atena

busca crescer profissionalmente conectada na sabedoria mente-coração, mas, muitas vezes, duvida da sua capacidade de pensar ou fica totalmente mental, desconectada do corpo.

Hera

é capaz de influenciar a sociedade positivamente, mas também é capaz de viver em intrigas e fofocas. Pode ficar num casamento pela imagem que esta união traz para ela, mesmo estando infeliz.

Deméter

alegra-se com seus filhos e a maternidade, mas também é capaz de desconfiar da sua fertilidade e se anular como pessoa, focando somente nos filhos. Quando estes crescem, fica com a síndrome do ninho vazio.

Perséfone

sabe captar o que está no invisível e não dito, mas duvida de suas visões. É extremamente mediúnica, mas se mistura nas energias e já não sabe mais o que é dela e o que é dos outros.

Ártemis

deseja estar no meio da natureza, mas perdeu sua capacidade de interpretar sua sabedoria corporal instintiva. Pode abominar tudo que representa civilidade, só procurando o selvagem.

Todas nós temos alguma das Deusas feridas em nós e, por outro lado, Deusas que são extremamente fortes e bem desenvolvidas na luz. Cada Deusa tem uma sabedoria que a outra desconhece.

O caminho rumo à totalidade pede a integração de todas estas energias.

Ao estudar sobre cada uma das Deusas, olhando fora de mim o que acontecia com elas nos mitos, entendi que todos os processos falavam mais sobre mim, sobre minha vida e sobre minha luz e sombra do que eu poderia imaginar.

Compreendi que eu era uma com todas e que todas nós, mulheres e homens, também somos.

A jornada rumo à integração das energias das Deusas não é algo que acontece da noite para o dia. É um estudo profundo sobre os mitos, o que vai te desafiar, mas também trará a você novas ferramentas para atuar de uma forma muito mais harmônica, equilibrada e em paz.

Energia masculina

Importante mencionar que, além da energia feminina, todos nós temos também a energia masculina, independente do sexo. Homens e mulheres têm energia feminina Yin e a masculina Yang que precisam integrar.

O processo de integração passa pelas duas polaridades, mas como nas sociedades atuais a maioria das mulheres e dos homens está com energia feminina distorcida, porque desaprendeu o que eram estas frequências, recomendo que os estudos se iniciem pelas Deusas femininas. O segundo passo, é a integração da força dos arquétipos masculinos.

Natália Torchio

Natália Torchio

Terapeuta holística. Atua com constelação Familiar, Thetahealing, Terapia Floral e Reiki presencialmente em Pinheiros, São Paulo, e online, via Skype. Em parceria com outra terapeuta ministra vivências de cura em grupo utilizando a técnica havaiana do Ho’oponopono.